Promessa de Flávio Dino de realizar concurso para a Saúde completa 2 anos

Flávio Dino baixou decreto no dia da posse, 1º de janeiro de 2015, prometendo calendário de concurso público para o setor; decreto foi publicado no Diário Oficial no dia 2 daquele mês

O Estado – A promessa do governador Flávio Dino (PCdoB) feita no dia da posse, 1º de janeiro de 2015, em ato oficial no Palácio dos Leões – de realizar concurso público para a área da Saúde -, completou exatos 2 anos, no início deste mês.

Naquela ocasião, em meio à festa do recebimento da faixa, o governador baixou o Decreto 30.616, publicado na edição eletrônica do Diário Oficial do dia 2 de janeiro de 2015, que dentre outras coisas, instituía a divulgação do calendário do concurso público. A referência ao concurso consta no art. 8 do decreto.

“A Secretaria de Estado da Saúde, no prazo de 90 dias, apresentará calendário de realização de concursos públicos para profissionais da saúde, bem como proposta de instituição da carreira dos profissionais efetivos que integrarão a Fesma. Art. 9º. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação”, destaca o texto.

O art. 1º do decreto trata da criação da Força Estadual da Saúde do Maranhão (Fesma), que hoje atua nos 30 municípios com os menores indicadores de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado.

O prazo final para o cumprimento da promessa expressa no decreto, portanto, terminou no dia 2 de abril daquele ano. Até hoje, contudo, não houve a divulgação do calendário ou realização do concurso público, prometido aos profissionais da Saúde durante a campanha eleitoral de 2014.

Seletivo – Em janeiro do ano passado o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde iniciou o processo seletivo para o setor, com o lançamento de edital e período para a inscrição de candidatos.

As provas foram aplicadas no dia 3 de abril pela Fundação Professor Carlos Augusto Bittencourt (Funcab). O seletivo abriu 7.902 vagas, com contrato de trabalho de 1 ano, podendo ser renovado por somente mais 1 ano.

O resultado do seletivo somente foi divulgado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh) no dia 12 de agosto de 2016, por meio da portaria nº 088/2016 – Edital de Convocação -, com o chamamento de apenas 178 aprovados, todos da capital.

Veja aqui o edital de convocação divulgado em agosto de 2016

Os classificados começaram a atuar na rede estadual em outubro, nove meses depois de iniciado todo o processo.

O governador Flávio Dino tem evitado tratar do tema e não estipulou mais prazos para a realização de concurso público para o setor.

Outro Lado

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que já houve Processo Seletivo Público para contratação de profissionais da saúde, para atuação na Força Estadual de Saúde do Maranhão (FESMA) e reitera que haverá concurso público para as carreiras de saúde. A SES esclarece também que a nova gestão prioriza a seleção pela capacidade técnica, descartando o modelo que não atendia ao critério da impessoalidade, modelo vigente por mais de 20 anos. A Secretaria acrescenta que o procedimento de seleção por critérios técnicos foi adotado inclusive nas Organizações Sociais de Saúde (OSS).

 

Reportagem especial de O Estado pode ser lida aqui

Seletivo do Governo completa 9 meses sem nenhuma contratação na Saúde

Publicação do professor Patrik Gomes em rede social

Publicação do professor Patrick Gomes em rede social

Classificados no Seletivo da Saúde promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), vão cobrar do Executivo na próxima segunda-feira (17), na porta da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSHER), a contratação dos profissionais aprovados.

O seletivo foi iniciado no mês de janeiro deste ano, com a abertura de período para inscrições. As provas foram aplicadas no dia 3 de abril. De lá para cá, não houve contratação.

A Emsher chegou a convocar alguns dos aprovados de São Luís no dia 11 de agosto, por meio de edital [veja aqui]. Foram convocados 44 Enfermeiros, 44 Farmacêuticos, 2 Motoristas de ambulância, 2 Auxiliares administrativos, 10 Auxiliares de serviços gerais, 1 Maqueiro, 71 Técnicos de Enfermagem, 2 Técnicos de laboratório e 3 Técnicos de ortopedia, para a capital.

Ocorre que após convocação, entrega de documentos, realização de exames admissionais, consulta com o médico do trabalho e retenção [até questionável] da carteira de trabalho de todos os convocados, não houve a assinatura de contrato ou lotação em qualquer das unidades de saúde da rede estadual.

A Emsher também não convocou aprovados para uma série de cargos, a exemplo de Enfermeiro de UTI; Administrador Hospitalar; Assistente Social; Fonoaudiólogo; Fisioterapeuta; Bioquímico; Psicólogo, Nutricionista, dentre outros. Apesar disso, gestores de hospitais e de UPAs já solicitaram a contratação de profissionais para a rede estadual.

Faltam recursos ou falta organização?

Outro lado – O secretário de Estado da Saúde, o advogado Carlos Lula afirmou ao blog que todos os candidatos convocados serão admitidos. Ele disse que já foram chamados candidatos de Santa Inês, Imperatriz e São Luís. “Por ora só burocracia mesmo, mas serão admitidos sim”, explicou. O secretário, contudo, não deu previsão para a assinatura de contratos.

Leia também: Governo volta a atrasar salários e médicos podem parar em São Luís

Saiba Mais

Cargos para Nível Superior abertos no seletivo iniciado em janeiro deste ano:

495 vagas para Enfermeiro

35 vagas para Enfermeiro UTI Adulto

35 vagas para Enfermeiro UTI Pediátrica e Neonatal

21 vagas para Administrador Hospitalar

74 vagas para Assistente Social

7 vagas para Bioquímico

3 vagas para Educador Artístico

4 vagas para Educador Físico

44 vagas para Farmacêutico

133 vagas para Fisioterapeuta

6 vagas para Fisioterapeuta de UTI Adulto

40 vagas para Fisioterapeutas de UTI Pediátrica

23 vagas para Fonoaudiólogo

29 vagas para Nutricionista

3 para Pedagogo

30 vagas para Psicólogo

3 para Psicopedagogo

24 vagas para Terapeuta-Ocupacional.

 

Seletivo para o ensino médio-técnico do Governo classificou candidatos por “endereço residencial”

Edital IemaO Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), sob o comando de Bira do Pindaré (PSB), cometeu uma das maiores aberrações para com a educação este ano.

Elaborou e publicou um “processo seletivo” – se é que assim pode ser chamado -, para o ingresso de estudantes no ensino médio-técnico em tempo integral, que dispõe de três polos: São Luís, Bacabeira e Pindaré Mirim.

Foram abertas 400 vagas para as três unidades, subdivididas para cursos de Serviços Jurídicos, Informática, Meio Ambiente,  Eventos, Logística, Mineração, Administração, Agropecuária e Recursos Pesqueiros.

Ocorre que o edital – tão “bem feito” pelo controverso Bira do Pindaré -, previa a classificação de candidatos inscritos, todos egressos do nono ano do ensino fundamental, de acordo com a proximidade do seu endereço com a escola.

Isso mesmo. O tão bem elaborado seletivo do Iema, selecionou candidatos por endereço. Apenas em caso de empate nesse critério [candidatos que moram na mesma rua?], seria levada em consideração a maior média final do 9º ano.

Bira, realmente, consegue me surpreender.

Os candidatos não foram submetidos a uma prova, o que seria no mínimo razoável, tão pouco tiveram a sua média final do ensino fundamental, considerada como primeiro item de classificação.

Resultado: protesto de pais, candidatos e principalmente de educadores.

Em Bacabeira, por exemplo, professores do Complexo Bacabeirense estranharam a lista de alunos “classificados” pelo Iema para o ensino médio-técnico.

Segundo eles, alguns dos estudantes classificados obtiveram a média 7 no ensino fundamental, e acabaram ficando à frente de outros candidatos, que deixaram o ensino fundamental com média 9,6, por exemplo. Eles também apontaram a classificação de estudantes que já haviam concluído o primeiro ano do ensino médio, mas que buscaram a oportunidade para tentar a formação técnica da rede estadual. Na prática, esses estudantes estariam dispostos a repetir o primeiro ano do ensino médio e foram classificados, tirando a oportunidade dos egressos do ensino fundamental.

Diante de tais fatos, uma equipe de pais e professores do Complexo Bacabeirense foi até o secretário Bira do Pindaré com uma lista de pelo menos 20 candidatos – que tiveram desempenho exemplar no ensino fundamental, mas que não foram classificados pelo Iema por morarem algumas ruas mais distantes da escola, em relação a outros candidatos. Do secretário ouviram que haverá uma tentativa de corrigir as falhas.

O problema é que o edital previa o período de matrículas até o dia 15 deste mês, e as aulas já serão iniciadas.

Os pais de candidatos e pelo menos um professor, prometem recorrer ao Ministério Público Estadual.

Leia aqui a íntegra do “democrático” edital elaborado por Bira do Pindaré. É uma demonstração clara de incompetência e preguiça de quem prometeu a decantada “Mudança”.

Nota: O blog entrou em contato com a assessoria da Secretaria de Estado da Ciência, Tecologia e Inovação, mas ainda não obteve retorno.

Candidato é classificado em duas posições distintas em seletivo da Saúde

Seletivo CaxiasProvocou forte repercussão e espanto, na cidade de Caxias, o resultado do seletivo para a área da Saúde, realizado pelo Instituto Corpore, para o Governo do Estado, e que foi divulgado no fim de semana.

Dentro do quadro de vagas para o cargo de Técnico de Enfermagem, o mesmo candidato aparece classificado em duas colocações distintas. Trata-se de Auristéia Araújo da Silva, classificada nas 161ª e 162ª posições, respectivamente.

O caso destacado por concorrentes, que passaram a questionar, principalmente nas redes sociais, o resultado.

A Secretaria de Estado da Saúde ainda não se manifestou sobre o tema.

O seletivo para Caxias destinou vagas para o Hospital Regional Dr. Everaldo Ferreira Aragão. Ao todo, 42 vagas foram disponíveis para vários cargos. O hospital, construído pela ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), será inaugurado no próximo dia 28.

Informações do blog de Gilberto Leda.

SES esclarece divergência em listas de classificados em seletivo da Saúde

Candidatos haviam denunciado fraude em resultado

Candidatos haviam denunciado fraude em resultado

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) encaminhou ao blog explicações a respeito da denúncia de candidatos aprovados em seletivo da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh) para o Hospital Presidente Vargas, em São Luís.

Os candidatos reclamaram de manipulação do resultado apresentado pela empresa.

Segunda lista classificava apenas dois de um total de 11 aprovados

Segunda lista classificava apenas dois de um total de 11 aprovados

De acordo com a SES, a primeira lista – de um total de três -, foi divulgada para que os candidatos pudessem comprovar os dados informados no ato da inscrição, o que não ocorreu com todos, por isso a divergência na classificação final divulgada.

“Após a análise documental, parte dos candidatos não conseguiu comprovar as informações constantes na ficha de inscrição. Consequentemente, tiveram pontuação reduzida e outros candidatos ascenderam na colocação em virtude disso”, destaca trecho da nota.

“Diante do exposto, a SES repudia quaisquer especulações de manipulação no seletivo e coloca-se à disposição para todos os esclarecimentos na sede da EMSERH, situada no seguinte endereço: Avenida Jerônimo de Albuquerque, s/n, Casa do Trabalhador, 2° andar. Das 8h às 12h e das 14h às 18h”, finalizou.

Última lista contempla nomes que não haviam sido classificados na inicial

Última lista contempla nomes que não haviam sido classificados na inicial

Concurso para a Educação

Flávio Dino, governador do Maranhão

Flávio Dino, governador do Maranhão

O governador Flávio Dino (PCdoB) lançou na última semana medida reconhecidamente acertada e que valoriza a educação do estado.

Autorizou a realização de concurso público para a categoria dos professores, com um total de 1.500 vagas para o quadro permanente da Secretaria de Educação do Estado.

Os salários iniciais são de R$ 5 mil. Independentemente da polêmica criada em torno da carga horária: 40 horas semanais [reclamada pela categoria], a iniciativa do concurso merece ser reconhecida.

As inscrições começam a ser feitas no dia 14 deste mês e se estenderão até o dia 29. O déficit para a área, segundo o próprio Governo do Estado, é de 3 mil professores na rede. A metade, portanto, será sanada. Dino deverá suprir o restante com a renovação dos contratos temporários.

O certo é que a tendência natural é de que haja gradativa – a partir do concurso público -, evolução do setor de educação no estado. E esse é o ponto positivo.

Lamentavelmente, por outro lado, não acontecerá o mesmo com a Saúde, onde Dino não cumpriu a promessa de realizar concurso público.

Lançou edital de seletivo apenas para a área, com contratos válidos por 1 ano, renováveis por igual período.

Ponto positivo na educação. Mas, negativo na saúde.

Flávio Dino mentiu sobre concurso público para a área da Saúde

No início do ano ele prometeu realizar concurso público

No início do ano ele prometeu realizar concurso público

O governador Flávio Dino (PCdoB) mentiu, durante toda a campanha eleitoral e início de mandato, quando prometeu realizar até o fim do ano, concurso público para a área de Saúde no Maranhão [reveja aqui].

O comunista anunciou ontem o lançamento do edital de um seletivo público, que será realizado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), o que frustrou profissionais de vários segmentos da Saúde, sobretudo da área de Enfermagem.

Isso porque aqueles que forem aprovados pelo tal seletivo, além serem funcionários da Emserh, e não servidores do Estado, terão contrato inicial de apenas um ano, que pode ser renovado por igual período. Ou seja, na prática, quem alcançar a aprovação pelo seletivo lançado pelo Governo do Estado, terá a garantia efetiva de apenas dois anos de trabalho.

No ano passado, contudo, Dino prometia na campanha eleitoral, que realizaria concurso público. O concurso corrigira, segundo o próprio comunista chegou a afirmar, “um erro histórico” no sistema de saúde pública. Ele também chegou a criticar a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) em inúmeras oportunidades pelo fato de a gestão passada ter construído mais de 60 unidades de saúde, mas não ter realizado concurso para esses hospitais.

Hoje ele sequer cita a palavra concurso. Trata apenas do seletivo

Hoje ele sequer cita a palavra concurso. Anuncia o seletivo e esquece a promessa de campanha

O que Dino fez foi tão somente lançar falsas expectativas aos profissionais da saúde. Ele mentiu, e não realizará o tão aguardado concurso público.

O seletivo soa como deboche às categorias que o apoiaram na eleição. Vai de encontro a tudo o que ele pregou – até o início do mandato, ressalta-se -, e apenas atesta, mais uma vez, que a mudança prometida pelo comunista é apenas de “gogó”, como diria o hoje aliado Luis Fernando Silva (PSDB).

Seletivo – O edital do seletivo lançado pelo governador Flávio Dino, tem por objetivo executar o programa “Força Estadual da Saúde do Maranhão (FESMA)”, instituído em janeiro deste ano.

O programa cria um total de 120 vagas efetivas e outras 48 para cadastro de reserva.  A Força Estadual atuará nos municípios com o pior IDH do estado.

Os aprovados, vale lembrar, não serão efetivados na administração pública como servidores estaduais e não possuirão as mesmas garantias constitucionais dos servidores.

Isso tudo porque Dino mentiu…

Sejap conclui etapa de seletivo que não exige OAB de bacharéis em Direito

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Etapa de seletivo foi concluída na semana passada pela Secretaria de Administração Penitenciária

348a56420a0332c154798ed5c3f51432 23950ccf841d7d11b0c6891b38f5f81dexclusivoApesar de a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ter impugnado no mês de agosto o edital nº 17/2015 da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Sejap) do Governo do Estado, referente ao processo seletivo para os cargos de especialista penitenciário e técnico penitenciário temporário, a pasta concluiu a primeira etapa do seletivo e já apresentou o resultado. O seletivo, segundo a Ordem, atenta contra os princípios da advocacia.

A impugnação da OAB é voltada especificamente aos requisitos de investidura e exercício das atribuições do cargo Especialista em Direito que, segundo item “2.1.12” da publicação, deve possuir bacharelado no curso superior em direito, sem, contudo, ser exigido que o candidato tenha inscrição nos quadros de advogados da OAB.

Na lista dos candidatos selecionados pela Sejap, contudo, cerca de 30 não possuem inscrição na OAB. Destes, alguns dispõem apenas de graduação no curso de Direito [bacharelado] e outros sequer têm formação superior.

Há ainda a denúncia de que dentre os candidatos selecionados, há assessores do secretário Murilo Andrade e de seu adjunto.

A OAB deve pedir na Justiça o cancelamento do processo seletivo.