Flávio Dino confirma Eliziane e Weverton na chapa para o Senado

O governador Flávio Dino (PCdoB) confirmou, no fim de semana, os deputados federais Eliziane Gama (PPS) e Weverton Rocha (PDT) na chapa majoritária para a disputa do Senado.

A confirmação ocorreu durante o evento de pré-campanha do comunista “Diálogos pelo Maranhão”, do qual participaram lideranças políticas e presidentes de partidos alinhados ao projeto do chefe do Executivo.

– Com este grupo não estou sozinho e tenho certeza que, com Eliziane, Weverton, Brandão, Márcio Jerry e tantos outros, conseguiremos vencer novamente esta luta – disse.

Carlos Brandão, vice-governador do Maranhão, também foi confirmado por Dino.

 

Alexandre Almeida vai disputar o Senado pelo PSDB

O Estado – O deputado estadual Alexandre Almeida (PSD) está ultimando os detalhes em seu grupo político para se filiar ao PSDB. Ele será o candidato a senador pela legenda, na chapa do senador Roberto Rocha, candidato ao governo.

“Me senti honrado com o convite do PSDB e vou disputar o Senado. A filiação deve ser confirmada semana que vem. Estou apenas tomando as últimas providências no meu grupo político, para que tenhamos também um candidato tucano à Assembleia Legislativa, representando Timon e o leste maranhense”, disse Almeida.

Deputado de dois mandatos na Assembleia Legislativa, Alexandre Almeida decidiu dar vôos mais altos nestas eleições e se apresentou como opção ao Senado, primeiro pelo seu atual partido, o PSD. Interessado em montar uma chapa forte, Roberto Rocha decidiu formalizar convite ao parlamentar para que fosse candidato pelo PSDB.

A transferência de Alexandre para o ninho tucano teve a influência também do ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira.

“Eu e o Roberto conversamos e entendemos ser importante ter uma jovem liderança como Alexandre Almeida em nossa chapa senatorial. Ele vai agregar valor em todo o Maranhão”, disse Madeira, que participará da filiação semana que vem.

Além de Alexandre Almeida, os tucanos tentam ainda atrair o ex-governador José Reinaldo Tavares para completar a chapa de senadores pelo PSDB.

Ala do PT declara apoio a Waldir Maranhão

Embora o presidente municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) de São Luís, vereador Honorato Fernandes tenha se colocado de forma contrária ao pedido de filiação do deputado federal Waldir Maranhão, uma ala petista, liderada pelo deputado estadual Zé Inácio manifestou apoio ao parlamentar.

Waldir formalizou pedido de filiação após reunião com José Dirceu e o secretário de Estado da Comunicação e Assuntos Políticos, Marcio Jerry (PCdoB)na residência do deputado federal Weverton Rocha (PDT), em Brasília.

Ele é tratado como prioridade para a disputa a uma vaga no Senado da República pela direção nacional do PT, após ter atuado em defesa da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) durante o processo de impeachment.

Com o apoio da militância do PT a Waldir Maranhão, a sigla – dona do maior tempo na propaganda política que será veiculada no rádio e na televisão -, entra de vez na briga por espaço na chapa majoritária do governador Flávio Dino (PCdoB), que agora terá poucas opções.

Ou deixa de apoiar um dos dois pré-candidatos que já estavam consolidados para a disputa ao Senado [Eliziane Gama e Weverton Rocha] para incluir Waldir na disputa, ou oferece a vaga de candidato a vice-governador para o PT.

Neste caso, o DEM pode começar a buscar, também, outros rumos…

Waldir Maranhão, Eliziane Gama e Weverton Rocha: alguém vai dançar…

Ganhou forte repercussão o pedido de filiação do deputado federal Waldir Maranhão (Avante) aos quadros do PT.

Waldir é uma imposição da direção nacional da sigla para a disputa por uma das vagas ao Senado pela chapa do governador Flávio Dino (PCdoB).

O parlamentar é tratado como prioridade da legenda após ter atuado em defesa da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) na ocasião em que presidiu, de forma interina, a Câmara Federal.

Ele chegou a anular a sessão que declarou o impedimento da ex-presidente. Depois, ameaçado de ser expulso do PP e por consequência perder o mandato, teve de voltar atrás e dar prosseguimento ao processo de impeachment.

Ocorre que Waldir desembarca numa possível chapa do governador Flávio Dino já pré-estabelecida.

Dino tem como pré-candidatos ao Senado os deputados federais Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS).

O primeiro foi acolhido por Dino após o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, impor o seu nome em troca da manutenção do partido na base do Governo do Estado.

A segunda conseguiu aproximar o comunista – que disputará a reeleição -, da comunidade evangélica, sobretudo da Igreja Assembleia de Deus.

São três os nomes na mesa para a formação da chapa majoritária de Flávio Dino.

Apenas duas vagas, contudo, estarão em jogo.

Alguém vai dançar…

Zé Reinaldo em busca de outros caminhos…

Embora o grupo do governador Flávio Dino (PCdoB) tente forçar a barra de um cenário consolidado a ponto de levá-lo a uma vitória até em primeiro turno, o fato é que nada no processo eleitoral no Maranhão está definido. Dino não sabe, sequer, que adversários enfrentará. Também não tem garantia alguma de que terá partido X ao seu dispor e enfrentará partido Y.

Ao que tudo indica, o deputado federal Zé Reinaldo Tavares, que está prestes a se filiar no DEM, decidiu colocar um ponto final em sua saga de ser um dos candidatos a senador na chapa do governador Flávio Dino (PCdoB).

Tavares finalmente percebeu ou explicitou o que todos já sabiam: ele nunca seria escolhido pelo comunista para compor a chapa.

Com esta decisão, o deputado agora deve buscar outro candidato a governador para se aliar e assim entrar na sonhada disputa pelo Senado. Para Tavares, há dois caminhos: Eduardo Braide (PMN) e Roberto Rocha (PSDB).

Pela história dos três, é mais fácil Zé Reinaldo se juntar a Braide, caso este decida lançar candidatura a governador este ano. Por sinal, o deputado do PMN já até externou essa possibilidade.

A relação com o senador Roberto Rocha é mais difícil porque há rusgas desde 2011, com a entrada de Rocha no PSB tirando do deputado o comando do partido, e que se estenderam passando pelas eleições de 2014 – quando Tavares teve que abrir mão de ser candidato a senador na chapa de Dino – e também 2016.

Agora é esperar para saber os próximos passos do deputado federal, que pode até não conseguir o espaço que espera dentro do DEM para ter a desejada candidatura de senador.

 

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão 

Maranhão teve sete senadores em 7 anos

O Maranhão elegeu em 2010 os senadores João Alberto de Sousa e Edison Lobão (ambos do MDB).

Em 2014, elegeu Roberto Rocha (PSDB).

No período de 7 anos, contudo, sete representantes diferentes assumiram mandato na Câmara Alta.

Na vaga de Lobão assumiu seu filho, o suplente Edinho Lobão (MDB), logo no início do mandato. Atualmente é o segundo suplente de Lobão, Pastor Bel, quem está representando o Maranhão no Senado.

Também eleito em 2010, João Alberto ficou no governo Roseana até 2014, abrindo vaga para o suplente Clóvis Fecury (DEM).

E mesmo a vaga de Roberto Rocha, que só assumiu em 2014, já foi ocupada por um suplente.

Em 2016, o tucano Pinto Itamaraty assumiu o posto, numa articulação que visava o apoio à candidatura de Wellington do Curso (PP) – que tinha o filho de Rocha na vice – para prefeito de São Luís.

Agora em 2018, duas das três vagas no Senado serão novamente postas em disputa; E é bom ficar de olho nos suplentes de cada candidato.

Afinal, o eleitor pode eleger um e dar mandato a outro…

Com informações do G1

Sacrifícios

O deputado federal José Reinaldo Tavares, ainda no PSB, parece totalmente disposto a não abrir mão de seu projeto para ser candidato a senador do Maranhão. Mesmo sem um destino partidário certo, as últimas declarações dele demonstram que, mesmo que não seja pelo grupo do governador Flávio Dino (PCdoB), ele será candidato em outubro.

Segundo Tavares, por duas ocasiões ele fez sacrifícios em nome do grupo ao qual ele passou a fazer parte. O primeiro sacrifício foi em 2006 quando decidiu não deixar o governo estadual para disputar a vaga na Câmara Alta e garantir que o então candidato Jackson Lago saísse eleito ao governo. Foi nessa época que o então governador do Maranhão cometeu uma série de irregularidades que levou, em outro momento, à cassação do diploma de Lago.

Outro sacrifício citado por Tavares foi em 2014, quando ele foi convencido pelo próprio Flávio Dino a não lançar sua candidatura a senador para deixar somente Roberto Rocha como candidato do então “grupo da mudança”.

Na época, o agora deputado federal chegou a lançar sua pré-candidatura, mas abriu mão depois que teve a garantia de Dino de que seria o próximo candidato ao Senado quatro anos mais tarde e também teria bases eleitorais que garantiriam sua eleição para Câmara dos Deputados.

O fato é que quatro anos depois Tavares vê novamente seu projeto de candidato ao Senado indo embora por falta de apoio do grupo que ele diz ter feito sacrifícios.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Aliados de Zé Reinaldo são exonerados do Governo

O Estado – A novela entre o governador Flávio Dino (PCdoB) e o deputado federal José Reinaldo Tavares (sem partido) – que aparentemente ainda não se entenderam sobre a candidatura do parlamentar ao Senado – ganhou novo capítulo no início deste ano.

No dia 2 de janeiro, primeiro dia útil de 2018, foram exonerados oito servidores da Secretaria de Estados da Indústria, Comércio e Energia (Seinc), todos indicados pelo ex-governador. Saíram da pasta cinco assessores sênior, um assessor técnico, um assessor especial e uma secretária executiva.

O ato, curiosamente, além do titular da Seinc, Simplício Araújo, foi assinado também pelo sobrinho de José Reinaldo, o secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB), e publicado no Diário Oficial do dia 3 de janeiro. Procurado pela reportagem de O Estado, o socialista não se manifestou sobre o assunto.

O Estado apurou, no entanto, que a exoneração dos aliados irritou o pré-candidato a senador, que tomou conhecimento das baixas apenas depois de deixar o país para uma viagem de férias.

A José Reinaldo, membros do governo disseram que as exonerações foram um equívoco e que o ato seria anulado. Um aliado do deputado garantiu, ontem, que a anulação já foi efetivada. Mas ainda não oficialmente publicada.

Tensão

O fato é mais um foco de tensão já existente entre o governador Flávio Dino e o deputado José Reinaldo.

Recentemente, o comunista deu uma declaração que desagradou ao parlamentar. Em entrevista coletiva no Palácio dos Leões, o chefe do Executivo negou que tenha prometido ao deputado Rodrigo Maia, presidente nacional do DEM – partido para onde José Reinaldo deve ir – que o ex-governador já estaria garantido como seu segundo candidato a senador – o primeiro é Weverton Rocha (PDT).

“Não foi bem assim. Essa reunião realmente houve aqui no Maranhão. Eu e o Rodrigo somos amigos há muitos anos, fomos deputados juntos, e me foi feita a seguinte pergunta: ‘O fato de o ex-governador Zé Reinaldo se filiar no DEM é um critério que o exclua da chapa do Senado?’ Eu respondi: ‘De modo algum’. E devolvi ao Maia outra pergunta: ‘E o DEM ficará conosco?’ Ele respondeu: ‘Sim, ficará’.”, disse.

No mesmo dia em que a entrevista fora divulgada, o próprio pré-candidato, que participou da reunião, reagiu.

“Acho que estou velho demais e não devo ter entendido bem o que ouvi. Só pode ser isso”, desdenhou José Reinaldo, que tem sustentado a tese de que, mesmo sem apoio do Palácio, será candidato a senador.

Os riscos que corre Flávio Dino ao manter indefinição do candidato ao Senado

O governador Flávio Dino (PCdoB) tem promovido uma aberta, mas ao mesmo tempo desgastante e traumática disputa entre aliados para o Senado da República.

Candidato natural à reeleição ao Governo, Dino terá cacife para apoiar dois candidatos ao Senado. Mas até agora, só definiu apoio a um nome: Weverton Rocha (PDT).

Para a outra vaga, Dino submete ao rastejar, os deputados federais José Reinaldo Tavares (PSB) – que foi quem lhe abriu espaços na política -, Eliziane Gama (PPS) e Waldir Maranhão (PP).

Na lógica de Dino, cada um deles precisa se viabilizar de forma independente, convencer aliados do potencial da candidatura e consolidar-se no cenário eleitoral 2018.

Um equívoco.

Se não quer nenhum dos nomes e pensa num quarto personagem em todo esse contexto, como começa a sugerir a imprensa, Dino também erra.

A escolha do candidato ao Senado não pode fugir de um projeto maior de poder, que perpassa também pela sucessão do prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT), em 2020.

Dino precisa de um nome de confiança, e na composição da chapa que poderá eleger o seu senador [ou senadores], já definir o próximo candidato a prefeito de São Luís.

E isso precisa ficar claro “aos seus”, e aos adversários.

Sucessor natural de Edivaldo, o oposicionista Eduardo Braide navega hoje como o nome de maior cacife eleitoral para o Palácio La Ravardière. Foi um fenômeno e votos em 2016. Até por esse motivo, tem o nome bem cotado para a disputa do Governo.

E é por isso que Flávio Dino erra, ao estimular dentro do próprio grupo, uma disputa vazia e traumática.

Uma ferida maior pode ser aberta, e o projeto reduzido…

 

PT oficializa pré-candidatura de Marcio Jardim ao Senado

O comando nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) tomou uma decisão que deve ter desagradado o governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB).

A legenda oficializou a pré-candidatura de Marcio Jardim ao Senado. Jardim foi demitido por Flávio Dino da Secretaria de Estado de Esportes há pouco mais de dois meses.

Chateado pela forma pela qual foi demitido do Executivo e insatisfeito com a situação do PT na atual administração, Jardim buscou uma articulação em Brasília para contrapor Dino. E parece que deu certo.

Natural candidato à reeleição, Dino terá dois nomes governistas para a disputa do Senado. E tudo indica, Weverton Rocha (PDT) e Zé Reinaldo Tavares.

Com uma articulação para que a vaga de vice continue com Carlos Brandão, agora no PRB, o comunista deixaria, nesse contexto, o PT sem qualquer espaço na sua chapa para a disputa eleitoral de 2018.

Com a pré-candidatura de Jardim e um posicionamento mais firme do PT, que serviu no passado, Dino terá de repensar a sua estratégia.