“Roberto Rocha parece alérgico a voto”, diz Othelino Neto

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB), provocou hoje o senador Roberto Rocha (PSDB), ao entrar na polêmica sobre a liberação ou não de R$ 160 milhões  em emendas parlamentares, que carece de liberação da bancada maranhense no Senado da República. [Leia mais sobre o tema aqui].

Ao subir à tribuna, Othelino criticou a postura do ex-aliado, senador Roberto Rocha e desdenhou do “cacife” eleitoral do tucano.

“[…] Aliás, eu ouvi a insinuação do deputado Adriano, ontem, com o possível retorno da ex-governadora Roseana Sarney, eu quero dizer que de minha parte prefiro, torço e conclamo a ex-governadora a Roseana que venha disputar a eleição, porque nós queremos derrotar é a ex-governadora Roseana. Nós não queremos derrotar o senador Roberto Rocha porque me parece alérgico a voto”, disse.

Eleito na chapa do governador Flávio Dino em 2014, Roberto Rocha passou a ser tratado como oposição ao grupo comunista, após intensificar criticas à atual gestão.

Na eleição municipal do ano passado em São Luís, ele tentou elevar o filho, ex-vereador Roberto Rocha Júnior à chapa de Edivaldo Holanda Júnior (PDT).  O espaço, contudo, foi ocupado pelo PCdoB.

Foi quando a aliança implodiu.

Hoje, Rocha é adversário direto de Flávio Dino para o pleito de 2018.

 

 

Roseana rechaça “clima ruim” com Lobão

A ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), rechaçou na tarde de ontem ao titular do blog, a informação publicada pelo colunista Murilo Ramos, da coluna Expresso – Revista Época -, sobre um suposto afastamento em relação ao senador Edison Lobão (PMDB).

Na nota, Murilo afirma que a relação de Roseana com Lobão estaria “péssima”. O colunista afirma que a peemedebista não estaria satisfeita com a candidatura de Lobão ao Senado.

“Não é verdade. A nossa relação nunca foi tão boa quanto agora. Não há clima ruim nenhum entre nós dois”, afirmou.

O factóide, plantado na coluna, por si só desmorona.

Murilo utilizou uma foto de Roseana Sarney nas dependências do Palácio dos Leões, da ocasião em que ela ainda era governadora, e na legenda descreveu que a peemedebista havia concedido entrevista coletiva “ontem”, ou seja, no domingo.

Ocorre que desde 2014, quando deixou o Governo, Roseana não está mais no Palácio dos Leões. Além disso, não dá qualquer entrevista coletiva há pelo menos 3 anos.

A informação do colunista, portanto, não procede…

Violência

O senador João Alberto de Sousa (PMDB) foi à tribuna do Senado para condenar o avanço da violência no Maranhão nos últimos 10 anos. E constatou o senador que, em 2015, segundo o Atlas da Violência, o número de assassinatos no Maranhão registrados foi praticamente três vezes maior que em 1995. Foram 2.438 mortes deste tipo em 2015 contra 935 há uma década.

O discurso do senador maranhense se coaduna com outro dado alarmante, este registrado na edição de hoje de O Estado. Dados da Secretaria de Segurança Pública mostram que somente nos três primeiros dias deste mês já ocorreram 13 mortes violentas na Ilha de São Luís, uma média de quatro por dia. A maioria dos casos foi de homicídio doloso com uso de arma de fogo. Somente ontem foram três assassinatos.

Falando com a experiência de um especialista no setor – que ostenta índices de segurança plena no Maranhão em seu período de governo (1989/1990), João Alberto avançou na questão para o problema envolvendo a população indígena.

Com base em documentos e pesquisas, o parlamentar mostrou que, em 2016, nada menos que seis índios Guajajara foram assassinados na região de Grajaú. Ele lembrou ainda o assassinato do blogueiro Manuel Benhur, morto com um tiro pelas costas enquanto dirigia sua moto em pleno centro da cidade.

“Em Grajaú, para uma população de pouco menos de 70 mil pessoas, a taxa de homicídios é 39,95 óbitos por 100 mil habitantes”.

Apontando problemas no comando das forças de segurança e a falta de ações eficazes do governo em combater a violência, João Alberto concluiu seu pronunciamento no Senado para falar de mudança. E não teve dúvidas em vaticinar: “A violência no Maranhão mudou. Para pior”.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Guerra senatorial

Mais cedo ou mais tarde, o governador Flávio Dino (PCdoB) vai ter de se impor para resolver um problema sério na sua base de apoio, que pode lhe trazer problemas graves na formação de sua chapa. Seus pré-candidatos a senador estão em clima de guerra aberta pelas vagas.

E cada um com riscos claros para o próprio futuro político. Veja a situação de cada um:
Weverton Rocha (PDT): mais articulado entre os pré-candidatos dinistas, o deputado federal tenta mostrar força nacional com sua atuação como líder pedetista. E precisa viabilizar-se candidato porque sua vaga na Câmara é disputada intensamente por aliados.

Waldir Maranhão (PP): o deputado federal pepista tenta gerar fatos de todas as formas para se viabilizar com a cúpula do PT, que ele entende ser o caminho para convencer Dino. Nos últimos dias, foi visto acompanhando Lula no périplo do ex-presidente pelo Nordeste.

José Reinaldo Tavares (PSB): o ex-governador imaginava que seria simplesmente ungido por Flávio Dino, mas sente o desprezo do governador e de seus aliados mais próximos, como o secretário Márcio Jerry, que mostra clara rejeição ao seu nome.

Eliziane Gama (PPS): a deputada negou o apoio da Igreja Assembleia de Deus em uma jogada de risco, em que cedeu a vaga de candidata a deputada federal para outro membro da denominação religiosa. Agora, não pode mais recuar e espera o apoio de Dino.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

João Alberto abre mão de candidatura por unidade de grupo

O senador João Alberto (PMDB) sinalizou com um gesto que deve mudar os ânimos no grupo político a que pertence, para a disputa do Governo do Maranhão nas eleições 2018.

Candidato natural à reeleição, ele assegurou que está disposto a abrir mão de sua candidatura em prol da unidade do grupo.

Caso o ato se consolide, ele abriria espaço para que o PMDB apoie as candidaturas do ministro Sarney Filho, do PV, e de Edison Lobão (PMDB), que tentará alcançar a reeleição.

“Nós dissemos que Sarney Filho é um excelente candidato. Lobão pai já informou que disputará a reeleição e eu disse que espero a reforma eleitoral, mas que não sou um problema. O que nós queremos é eleger o próximo governador para tirar o Maranhão desse marasmo. Não crio embaraço”, disse.

Sarney Filho, que recebeu o apoio do PMDB à sua candidatura, estava presente no ato.

Gleisi rechaça apoio de Lula a Waldir Maranhão

O deputado federal Waldir Maranhão (PP) inventou um suposto apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à sua candidatura ao Senado da República.

É o que se pode concluir, após a declaração da senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, que esteve no último fim de semana em São Luís.

De acordo com Gleisi, não houve, até o momento, qualquer declaração de apoio de Lula a Waldir Maranhão.

Waldir havia utilizado repassado a informação para blogs, há duas semanas, após ter tirado uma foto ao lado do ex-presidente da República.

E durante as duas últimas semanas, passou a ter nome na pauta da política estadual. Sem, contudo, conseguir provar que Lula havia declarado tal apoio.

Gleisi colocou um ponto final na farça e rechaçou sustentação de Lula ou do PT à candidatura de Waldir…

Na igreja

Flávio Dino no Templo Central da Igreja Assembleia de Deus. Foto: Gilson Teixeira/Secap

A presença do governador Flávio Dino (PCdoB) no culto semanal em ação de graças da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, na última segunda-feira, mais do que um gesto em direção a um dos setores do eleitorado mais fieis aos seus líderes, foi também um gesto político para dentro do seu grupo.

Ao seu lado, além de auxiliares do governo ligados à igreja, estava a deputada federal Eliziane Gama (PPS), que havia, dia antes, sido apresentada como pré-candidata oficial ao Senado dentro da denominação. Por mais que o Palácio dos Leões tente evitar a conotação político-eleitoral do gesto do governador, o evento foi entendido como um ato de reaproximação entre ele e a parlamentar evangélica.

Flávio Dino e Eliziane Gama vive uma espécie de relação de amor e ódio. Ela sempre esperou dele mais do que ele deu. E ele sempre quis dela mais submissão do que ela pode dar. O clima entre os dois havia piorado desde a eleição municipal, quando a tropa-de-choque comunista atropelou a deputada em favor do prefeito Edivaldo Júnior (PDT).

O problema da relação entre os dois agora é a eleição para o Senado. O governador tem entre seus principais candidatos o deputado federal Weverton Rocha (PDT) – que não é o que se pode chamar de aliado esperado – e o também federal José Reinaldo Tavares (PSB), que precisa mais do que uma alavanca governista para se viabilizar. A presença do governador na Assembleia de Deus, dias depois de a denominação apresentar Eliziane como opção é uma espécie de recado: o governador quer dividir o peso da cruz que precisa carregar em 2018.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

João Alberto analisará representação contra Aécio Neves

Plenário do Senado

O senador João Alberto (PMDB), presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado da República, analisará nos próximos dias a representação protocolada no colegiado por membros da Rede e do PSOL, contra o senador Aécio Neves (PSDB).

A representação por quebra de decoro parlamentar e que no mérito pede a cassação do mandato do tucano, é assinada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e pelos deputados Alessandro Molon (Rede-RJ) e Ivan Valente (PSOL-SP).

Aécio Neves, que está afastado do mandato por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), é investigado por crimes de corrupção e associação criminosa.

João Alberto tem sido pressionado pela oposição e pela imprensa, em Brasília, a dar um posicionamento rápido sobre a representação contra Aécio. Apesar disso, ele tem ignorado as movimentações, e se mantém em silêncio sobre o caso.

A tendência, a partir de agora, com a decisão do PSDB de permanecer na base do presidente Michel Temer (PMDB), é de que o Conselho de Ética mantenha o mandato do senador tucano.

Pelo menos até uma eventual cassação de seu mandato pela Justiça.

“Eventos que surgem de dentro para fora”, diz Gastão Vieira após atos de Sarney Filho e Weverton Rocha

O ex-ministro do Turismo e ex-deputado federal Gastão Vieira, hoje no comando do Pros no Maranhão, criticou o lançamento de pré-candidaturas ao Senado da República no Maranhão, dois dias depois do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), ter sido lançado oficialmente à disputa de 2018  e do deputado federal Weverton Rocha (PDT) ter promovido ato em Balsas.

Para Gastão, o coquetel realizado pelos amigos do ministro e o ato do pedetista são tipos de eventos que surgem de “dentro para fora”, organizados pelas próprias assessorias.

“Podemos comparar os resultados dos eventos com PIB brasileiro: ‘os sinais vitais estão presentes, mas nada assegura um crescimento sustentável ‘.”, comentou.

“Por outro lado, olhando as fotos dos eventos encontramos quase sempre as mesmas figuras que fomos encontrando ao longo da nossa vida política….Entusiasmados no lançamento, sumidos na campanha e , ainda, quase sempre, falando mal dos candidatos, de promessas não cumpridas…Outros, de olho no acervo eleitoral a ser deixado pelos que optaram por uma eleição majoritária. Não acredito, neste momento, no sucesso neste tipo de ação política”, completou.

Gastão Vieira depois de já ter admitido abrir mão da candidatura ao Senado em virtude de o comando nacional do Pros ter pedido para que ele busque a Câmara Federal – para que a sigla aumente a sua representação na Casa, a partir de 2018 -, agora se coloca como pré-candidato a uma das duas vagas que serão abertas no Maranhão, com o fim dos mandatos dos senadores João Alberto e Edison Lobão, ambos do PMDB.

Por isso a crítica aos pré-candidatos adversários…

Implicações demais…

Desde que anunciou que estava de saída do PSB – e logo em seguida anunciar-se pré-candidato a senador – o deputado federal José Reinaldo Tavares vive um périplo em busca de legendas que o abriguem para o pleito de 2018. Mas há implicações demais no abrigo ao ex-governador.

As legendas que topam encarar a candidatura do ainda socialista (ele não deixou oficialmente o PSB) não concordam com o seu projeto de aliança. Para o PSDB, por exemplo, José Reinaldo pode até ser um bom candidato, mas traz consigo o apêndice de ter que apoiar a reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB) – que sequer dá bola para sua candidatura.

Além disso, as legendas de menor porte sentem a desconfiança que o ex-governador carrega consigo desde que decidiu romper com o seu grupo político, após assumir o Governo do Estado, em 2002. Muitos entendem que Tavares busca legenda apenas para se eleger, sem compromisso ideológico com partido ou liderança.

Além do próprio nome, José Reinaldo tem pouco a oferecer nas negociações de aliança para uma chapa majoritária. Ele depende muito mais de aliados como o próprio Dino – ou como o presidente da Famem, Cleomar Tema Cunha – do que dos seu próprio cacife.

Sabendo disso é que o ex-governador tenta viabilizar-se em uma legenda com peso suficiente para bancar seu nome ao Senado. Mas não abre mão de que seja por um único caminho. O que dificulta seu poder de articulação.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão