Pressionado por servidores Rubens Júnior tenta explicar silêncio sobre os 21,7%

Rubens Júnior afirmou que mantém o mesmo posicionamento do passado

Rubens Júnior afirmou que mantém o mesmo posicionamento do passado

O Estado – Pressionado pelos servidores do Poder Judiciário do Maranhão por ter se mantido em silêncio até então, o deputado federal Rubens Pereira Júnior (PCdoB) foi obrigado a dar uma satisfação pública a respeito de seu posicionamento sobre o corte salarial da ordem de 21,7% nos vencimentos dos servidores.

Isso porque em 2013, período em que ele exercia a função de deputado estadual de oposição, chegou a utilizar a tribuna da Assembleia Legislativa para manifestar o seu apoio à incorporação salarial, de 30% para a categoria.

Naquela oportunidade, o posicionamento do parlamentar ocupou destaque no Portal Vermelho, site que divulga as ações de membros do PCdoB e foi bem recebido pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sindjus) do Maranhão. “Queremos que o TJ dê a interpretação de acordo com a Constituição para garantir aos servidores o que lhes é assegurado por direito”, disse, em 2013.

Apesar de ter se manifestado sobre o assunto há dois anos, o parlamentar acabou optando pelo silêncio, após o Tribunal de Justiça ter dado provimento a ação rescisória do Governo do Estado que resultou no corte de 21,7% dos salários dos servidores.

Foi o que motivou uma série de manifestações de servidores contra o parlamentar. Na página do facebook de Aníbal Lins, presidente do sindicato, foram inúmeras as manifestações, após ele ter postado texto do Portal Vermelho de maio de 2013. Os servidores questionaram o silêncio do parlamentar, que pertence à base aliada do governador Flávio Dino (PCdoB).

Reação – Após os protestos, o parlamentar resolveu manifestar-­se em seu perfil, também em rede social, sobre o tema. Ele assegurou que mantém o mesmo posicionamento de 2013, mas alegou que cabe a Justiça, definir sobre a manutenção ou o corte do índice salarial.

“Sobre o reajuste dos servidores do Judiciário, mantenho o mesmo entendimento: olhe o que eu pensava aqui:”, diz, referindo­-se a um texto que remonta a 2013.

Em outra postagem, ele tentou justificar o seu silêncio. “Eu era líder da oposição, mas nem por isso envolvia a governadora da época. Politizar o assunto é errado”, afirmou.

Na Assembleia Legislativa, apenas o deputado Wellington do Curso (PPS), da base do governo, se solidarizou aos servidores públicos. Além do popular socialista, os deputados oposicionistas Andrea Murad (PMDB), Edilázio Júnior (PV), Adriano Sarney (PV) e Sousa Neto (PTN), defenderam a categoria.

21,7%: mais incoerência de Flávio Dino

Deputado Edilázio Júnior

Deputado Edilázio Júnior

O deputado Edilázio Júnior (PV) apontou ontem um detalhe interessante na relação entre o governador Flávio Dino (PCdoB) e os servidores públicos.

Dino sofre agora forte rejeição dos servidores do Poder Judiciário do estado, por ter levado a diante uma ação rescisória que resultou no corte de 21,7% dos salários de toda a categoria.

Mas essa relação já foi diferente, muito diferente.

Antes de ingressar na magistratura como juiz federal, Flávio Dino construiu uma trajetória na advocacia, como um profissional que defendia os interesses dos trabalhadores.

Segundo Edilázio, Dino chegava a atuar como militante e representava sindicatos de entidades de classe nos tribunais estadual e federal.

Resultado disso foi o reconhecimento de muitos trabalhadores e trabalhadoras, antes defendidos por ele, que o elegeram governador do estado.

Mas o que fez Dino logo ao chegar no comando do Poder Executivo?

Patrocinou ação julgada procedente pelo Tribunal de Justiça, classificada hoje pelos servidores como o maior golpe de um Governo do Estado contra o serviço público no Maranhão.

A incoerência, segundo o parlamentar, está no ontem e no hoje de Flávio Dino.

Se antes ele dependia – de certa forma -, do funcionalismo público para se projetar como um profissional de destaque na advocacia estadual, Dino trata agora com indiferença o corte de 21,7% dos salários de uma categoria que serve ao Estado.

Uma mudança de postura gigantesca e que custará ao servidor público, uma soma de prejuízos.

E Flávio Dino parece nem se preocupar com isso…

Com informações do blog de Jorge Aragão

Servidores do Judiciário vão parar

servidores 1O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Maranhão (Sindjus) decidiu, em assembleia geral da categoria realizada ontem, por uma paralisação de advertência no dia 17 deste mês e greve, por tempo indeterminado, a partir do dia 29.

Tanto a paralisação de advertência, quanto a greve, dizem respeito a um índice de 6,3% de reajuste salarial exigido pelos servidores.

O comando do sindicato entende que não há mais o que negociar a respeito dos 21,7%, arrancados de seus salários após ação rescisória do Governo ter sido julgada procedente pelo Tribunal de Justiça (TJ), e que o próximo passo será tão somente recorrer da decisão.

Além de deliberar pela paralisação de advertência e greve, os servidores aprovaram uma moção de repúdio ao governador Flávio Dino (PCdoB) e decidiram rejeitar, nos 217 municípios do estado, todo e qualquer candidato a prefeito apoiado pelo comunista.

Uma movimentação nesse sentido já havia surgido de forma espontânea nas redes sociais, na semana passada, e agora foi confirmada em assembleia.

Flávio Dino é hostilizado por servidores em rede social após desfecho dos 21,7%

Fotos e nomes dos servidores foram preservados

Fotos e nomes dos servidores foram preservados

Foi forte e extremamente negativa para o Governo, a reação dos servidores do Poder Judiciário do Maranhão, à decisão de ontem do Tribunal de Justiça, em atendimento à ação rescisória 36.586/2014, ajuizada pela Procuradoria Geral do Estado e que retirou dos servidores a incorporação do índice de 21,7% em seus salários.

No perfil do facebook do governador Flávio Dino (PCdoB), dezenas de servidores do Judiciário, a maioria declaradamente seus eleitores, manifestou insatisfação, revolta e arrependimento de ter votado no comunista, em decorrência da ação do Governo que acarretou em perdas salariais.

Fotos e nomes dos servidores foram preservados

Fotos e nomes dos servidores foram preservados

Alguns reclamaram do autoritarismo e da falta de respeito à uma decisão que já havia transitado em julgado e que assegura aos servidores, a incorporação dos 21,7% aos vencimentos.

Outros apontaram a falta de sensibilidade do governador e afirmaram que milhares de famílias ficaram desacreditadas em seu governo.

Alguns mais exaltados asseguraram que jamais votarão novamente em Flávio Dino.

A manifestação dos servidores pode ser acessada por esse link. No post, onde Flávio Dino acaba hostilizado, ele fala de medidas que anticíclicas tomadas para contornar a crise.

Fotos e nomes dos servidores foram preservados

Fotos e nomes dos servidores foram preservados