Agricultor ferido por índios Gamela está em situação precária no Socorrão II

O agricultor Domingos Gomes Rabelo, de 60 anos de idade, ferido por um grupo de auto-intitulados índios Gamela, que invadiu residências e terrenos no município de Viana, no dia 30 de abril – domingo último -, segue internado em situação precária no Hospital Municipal Clementino Moura, o Socorrão II.

Domingos sofreu grave ferimento no braço esquerdo e chegou a correr o risco de perder a mão, o que já foi descartado pelos médicos.

Mantido em um dos corredores da ala onde ficam diabéticos no Socorrão II, ele chegou a ficar internado numa cadeira, e somente depois foi removido para uma maca. Aguardava, nestas mesmas condições, até a manhã de hoje, o laudo de uma tomografia para que pudesse ser submetido ao tratamento mais adequado.

A família reclama do tratamento diferenciado que é dado ao agricultor em relação aos índios Gamela envolvidos no conflito, e das condições de internação naquela unidade de saúde. Há, de acordo com os relatos, mal cheiro e ambiente insalubre.

O blog já entrou em contato com a Prefeitura de São Luís e aguarda posicionamento oficial sobre o tratamento dispensado ao agricultor.

Apuração – O conflito ocorrido em Viana e provocado por “índios Gamela” está sendo apurado pelo Ministério da Justiça e pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Maranhão.

A Polícia Federal tenta identificar, um a um, envolvidos no conflito que resultou graves lesões, tanto a índios quanto a agricultores.

Saiba Mais

Em 2015 o Conselho Indigenista Missionário informou que o povo indígena Gamela foi considerado extinto pelo Estado brasileiro nos anos de 1950. Em 2015, já havia ameaça de conflitos em Viana. Leia mais sobre a ameça, de 2015, aqui

Não há o que comemorar, Fábio Macedo…

Fábio MacedoNa ânsia de defender a gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), o deputado Fábio Macedo (PDT), que pouco ou nada apresenta em conhecimento técnico no que diz respeito à saúde pública, tratou de utilizar a tribuna da Assembleia Legislativa, há pouco, para destacar o fato de a Prefeitura de São Luís ter transferido pacientes do Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I), para a Santa Casa de Misericórdia, no Centro.

Macedo, num discurso desastroso, lido de forma atrapalhada na Casa, chegou ao cúmulo ao citar que lá, os pacientes agora obtêm tratamento humanizado, descente e de ponta, graças ao convênio firmado pelo município.

Fábio Macedo, contudo, conhece apenas à distância – proporcionada por releases semelhantes ao que ele leu hoje na tribuna -, da Santa Casa.

Aquela unidade de saúde há anos rasteja para sobreviver. Não há acomodação adequada para pacientes e acompanhantes, não há medicamentos nos postos de enfermagem, material para curativos, tão pouco profissionais o suficiente para assistir os pacientes.

Qualquer profissional que ali presta serviço, fala a respeito do caos em que está mergulhada a Santa Casa. Transferir pacientes do Socorrão, apenas com a justificativa de desafogar o hospital de traumatologia, é irresponsabilidade.

E não há, caro Fábio Macedo, humanização alguma naquela unidade.

Não há o que comemorar…

Coren atesta a necessidade de contratação de enfermeiros para hospital em SL

Fiscais do Coren em atividade na unidade de saúde Socorrão II, em São Luís

Fiscais do Coren em atividade na unidade de saúde Socorrão II, em São Luís / Divulgação

O Estado – Des­de o dia 25, o Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão (Coren-MA) está fiscalizan­do o exercício da profissão em instituições de saúde de São Luís. O Hospital de Urgência e Emergência Dr. Clementino Moura (Socorrão II) foi uma das instituições fiscalizadas ontem. No local, fiscais identificaram a necessida­de de mais profissionais atuando na assistência de enfermagem.

A operação está sendo realiza­da em parceria com o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), em atendimento a uma solicitação do Ministério Público do Maranhão (MP), por meio da Promo­toria de Defesa da Saúde, que instaurou inquérito civil para apurar as condições de funcionamento das instituições de saúde da capital.

A fiscalização deste ano tem como objetivo principal verificar o dimensionamento de pessoal de enfermagem nesses hospitais, ou seja, verificar se o quantitativo de profissionais é adequado à prestação de serviços, garantindo assim a qualidade e segurança da assistência em saúde. Durante as ações também são verificados outros pontos, como a oferta de equipamentos de proteção individual.

Operação
Durante a ação ao Socorrão II, na manhã de ontem, os fiscais visitaram todos os setores da unidade para avaliar as condições em que estão atuando enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. De acordo com eles, em diversos setores foi detectada a necessidade de mais profissionais atuan­do para garantir a qualidade na assistência e evitar uma sobrecarga de trabalho.

O dimensionamento fixa e estabelece parâmetros para determinar a proporção entre o quadro de profissionais de enfermagem e as unidades assistenciais. Quando não há uma proporção adequada, ficam vulneráveis a assistência ofertada e os próprios trabalhadores.

Algumas situações também agravam o quadro. Foi detectada uma alta taxa de absenteísmo (faltas de profissionais por variadas situações), e foram várias as reclamações de que o hospital recebe uma grande quantidade de pacientes de municípios do interior todos os dias, sem condições para isso, e o resultado pode ser visto nos corredores que ficam lotados de macas. Além de atender os pacientes dos setores, é preciso ainda prestar assistência nos corredores.

Além da questão do dimensionamento, também foi detectada a ausência de identificação dos registros dos procedimentos de enfermagem e da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE).

Todas as irregularidades identificadas nas instituições serão notificadas às suas direções para regularização em prazos determinados pelo Coren-MA. Além disso, as informações solicitadas serão encaminhadas ao Ministério Público. No total, 25 unidades de saúde devem ser fiscalizadas até o fim da semana.

O Estado entrou em contato com a Prefeitura de São Luís para obter informações sobre o quadro de profissionais do Socorrão II, mas não obteve retorno, até o fechamento da edição impressa.

SAIBA MAIS

Um total de 10 profissionais de diversos estados está atuando no quadro de fiscais do Coren-MA para verificar as instituições de saúde. Uma parceria semelhante aconteceu em 2015, quando Cofen e Coren-MA realizaram uma operação de fiscalização de hospitais também em São Luís. Com base nessa primeira experiência de parceria, o Conselho Federal de Enfermagem propôs a criação da Força Nacional de Fiscalização ainda no ano passado.

Instituições já fiscalizadas
Hospital Socorrão I e II
Hospital Guarás
Hospital do servidor
Hospital Aldenora Bello
USF Jardim São Cristóvão
Hospital Presidente Vargas
Hospital Aquiles Lisboa
Procardio
UPA Cidade Operária
Hospital da Criança
UPA Parque Vitória

Reportagem de Gisele Carvalho

Morre estudante baleado durante assalto a ônibus na Cohab

Crime ocorreu na tarde de ontem na Cohab

Crime ocorreu na tarde de ontem na Cohab

Morreu durante a madrugada, o estudante Rondinely Ferreira da Costa, de 18 anos, que foi baleado durante um assalto dentro de um ônibus no bairro da Cohab, em São Luís, na tarde de ontem. A informação foi confirmada pela Polícia Civil.

Rondinely estava no ônibus que fazia linha para o bairro do Turu. O seu assassino, havia entrado no veículo no Terminal de Integração Cohab-Cohatrac.

Ao sair do terminal, já em frente a Maternidade Marly Sarney, o criminoso, que ainda está a solta, tomou o celular da vítima, que se espantou, mas segundo testemunhas, não teria reagido. Mesmo assim o estudante foi alvo de dois tiros desferidos pelo assassino. Um deles atingiu a cabeça.

Uma equipe de enfermagem da maternidade chegou a realizar os primeiros socorros à vítima e o encaminhou, numa ambulância da própria unidade de saúde para o Hospital Municipal Clementino Moura, o Socorrão II. Rondinely, no entanto, não resistiu aos ferimentos e morreu durante a madrugada.

Somente nos quatro primeiros dias do mês de maio, 13 ônibus foram assaltados em São Luís. Somente ontem foram três.

Médicos dos Socorrões ameaçam parar as atividades

Socorrão II fica no bairro Jardim Tropical / imagem: arquivo

Socorrão II fica no bairro Jardim Tropical / imagem: arquivo

Médicos contratados que atendem nos hospitais Djalma Marques (Socorrão I) e Dr. Clementino Moura (Socorrão II) denunciam irregularidades nos contratos de prestação de serviços dos profissionais das duas unidades de urgência e emergência.

Entre as reclamações, estão o atraso no pagamento de salários e corte em mais de 50% nos vencimentos de alguns plantonistas. A situação mais crítica ocorre no Socorrão II, cujo quadro de profissionais é composto em 70% por médicos contratados, que ameaçam entregar os contratos e parar as atividades caso a situação não seja solucionada.

Os salários atrasados correspondem ao vencimento do mês de fevereiro. De acordo com o médico Érico Cantanhede, presidente da Associação dos Médicos dos Socorrões (AMESS) e ex-­diretor do Socorrão I, alguns dos médicos contratados chegaram a receber o pagamento no sábado, dia 7, mas a surpresa veio quando viram que os salários haviam sido reduzidos. Além disso, a maioria dos médicos sequer chegou a receber o pagamento.

“Existem nos Socorrões duas situações de médicos, aqueles que são concursados e os contratados. Os médicos concursados receberam normalmente, mas os médicos contratados foram prejudicados pela Secretaria Municipal de Saúde [Semus], junto com a direção do Socorrão, que de uma forma irresponsável cortou o salário da maioria desses profissionais. Alguns colegas tiveram um corte de R$ 3 mil, outros de R$ 8 mil, e maioria ainda não recebeu. Houve uma discrepância muito grande e estamos revoltados”, afirmou.

Por causa desse corte e também da falta do pagamento, alguns médicos deixaram de ir para os plantões este mês, mas foram convencidos pela AMESS a continuarem com os atendimentos nos plantões para que a população não fosse prejudicada.

“Alguns médicos, muito revoltados, disseram que iriam parar os atendimentos nos Socorrões, o que realmente aconteceu em alguns plantões. Alguns plantonistas não foram, mas não houve prejuízo para a população, pois conversamos com eles e conseguimos mudar essa situação”, disse o médico e presidente da AMESS.

Em nota a Secretaria Municipal de Saúde afirma que os salários dos profissionais que têm contratos temporários referentes ao mês de fevereiro já foram pagos e que a remuneração recebida foi calculada de acordo com a carga horária trabalhada no referido mês.

Juiz denuncia que advogado deu suporte a fuga de líder do PCM

Juiz denuncia fuga de traficante com o auxílio de advogado

Juiz denuncia fuga de traficante com o auxílio de advogado

Daniel Matos – O juiz da 2ª Vara de Execuções Penais, Fernando Mendonça, denunciou em sua página no Facebook que o traficante e fornecedor de armas Márcio de Jesus Mendes, o Márcio Patrão, que seria líder da facção criminosa Primeiro Comando do Maranhão (PCM), fugiu ontem do Hospital Municipal Clementino Moura, o Socorrão II, com suporte do advogado contratado para defendê-lo. A fuga ocorreu após Márcio ter se submetido a um procedimento cirúrgico.

Em postagem feita na rede social às 19h03 desta quarta-feira, Fernando Mendonça fez a seguinte revelação: “Chefe do PCM foge do Socorrão II com suporte de advogado às 16h30 de hoje”, logo repercutida por dezenas de internautas.

Em post seguinte, o juiz narrou como se deu a fuga. Segundo ele, Márcio, que foi baleado no último dia 23, no Bairro de Fátima – ocasião em que sua companheira, grávida, também foi atingida e morreu -, prestaria depoimento ontem à Polícia Civil. À tarde, agentes foram buscá-lo no Socorrão II para que fosse ouvido, mas o cirurgião que cuidava dele alegou que o paciente acabara de fazer uma laparotomia (procedimento cirúrgico que envolve uma incisão na parede abdominal para atingir a cavidade abdominal) e que só poderia ir hoje.

Enquanto a questão era resolvida, com acompanhamento do advogado, Márcio evadiu-se pela porta usada por pacientes que recebem alta.

Ainda de acordo com o magistrado, Márcio Patrão havia sido transferido do Hospital Municipal Djalma Marques, o Socorrão I, onde fora internado inicialmente, para o Socorrão II, sob o argumento de que seria removido sob escolta policial.

Fernando Mendonça conta também que o policial que supostamente seria responsável pela escolta nem sabia do procedimento. “Nós que o comunicamos”, ressaltou.

Prisão domiciliar

A cronologia dos fatos registrados desde a prisão de Márcio traz alguns pontos que precisam ser esclarecidos. No dia 25 deste mês, a delegada Edeildes Pereira, que chefiava o Plantão Central da Beira-mar na noite em que o fugitivo foi baleado, determinou que ele ficasse custodiado no hospital e depois seguisse para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Mas, segundo Fernando Mendonça, no dia 25, o juiz da unidade jurisdicional do Tribunal do Júri determinou que a prisão preventiva fosse convertida em prisão domiciliar.

Ontem, agentes da Polícia Civil foram buscar Márcio para depor, mas o cirurgião alegou que ele havia realizado uma laparotomia e que poderia ir nesta quinta-feira. Enquanto a questão era resolvida, com suporte do advogado que o defendia, o paciente evadiu-se pela porta de acesso aos pacientes que recebem alta médica.

1.714 pacientes morreram nas unidades municipais de São Luís em 2013; média é de 5 mortos por dia

Número de mortes é elevado em unidades do município

Número de mortes é elevado em unidades do município atesta documento CNES

Itevaldo Júnior – Dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) – base dos Sistemas de Informações em Saúde – revela que 1.714 pacientes foram a óbito em unidades de Saúde da Prefeitura de São Luís, entre janeiro e novembro de 2013.

Pelos números do CNES morreram, em média, cinco pacientes por dia nas unidades municipais de Saúde, entre janeiro e novembro do ano passado. A média mensal ficou em 156 pessoas.

No Hospital Djalma Marques (Socorrão I) e o Clementino Moura (Socorrão II) morreram 922 e 715 pacientes respectivamente. O Socorrão I teve uma média mensal de 84 mortos entre janeiro e novembro de 2013.

Em maio de 2013, a Secretaria Municipal de Saúde diz que realizou melhorias no Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos, mas não foram suficientes para tirar a unidade da terceira colocação em número de óbitos da rede municipal de saúde.

Entre janeiro e dezembro do ano passado, 31 pacientes morreram no Hospital da Criança. Na quarta posição, aparece a Unidade Mista do Bequimão com 23 óbitos e a Unidade Mista do Itaqui Bacanga com 15 mortos.

Decisão surpreendente

Edivaldo-Holanda-Junior-preside-CLPSurpreendente, sob todos os aspectos, a iniciativa do secretário de Saúde da Prefeitura de São Luís, César Félix, de constituir comissão formada por servidores para “analisar, relacionar e inventariar […] para eventual processo de aluguel” um prédio hospitalar no conjunto Maiobão. Nenhum questionamento seria feito se o Maiobão não fosse o maior e mais importante bairro do Município de Paço do Lumiar. Não há registro, pelo menos no Maranhão, de um município utilizar seus recursos para investir em outro município, independentemente da proximidade dos dois ou da conveniência que possa mover a iniciativa.

De acordo com a portaria assinada pelo secretário municipal de Saúde, o propósito é alugar o imóvel onde funciona a Policlínica do Maiobão, para transformá-la numa unidade de saúde pertencente ao Município de São Luís, como se fosse possível separar as duas coisas. Assim, para receber atendimento na área de saúde, moradores de São Luís teriam de se deslocar para Paço do Lumiar. Já os lumienses não teriam de fazer qualquer esforço para receber atendimento numa unidade de saúde do Município de São Luís, mas que está instalada em seu território municipal.

A portaria do secretário municipal de Saúde deixa claro o objetivo da comissão, mas não joga luzes sobre o que está, de fato, movendo a iniciativa. Não se trata de uma iniciativa de caráter metropolitano porque a Região Metropolitana de São Luís ainda não foi oficialmente criada. Não há indícios de que o projeto de alugar um hospital no Maiobão para atender a população de São Luís seja parte de um acordo formal com a Prefeitura de Paço do Lumiar – até porque, nesse caso, os lumienses seriam os grandes beneficiados. Não que a população de Paço do Lumiar não tenha o direito de receber assistência de um hospital da rede de São Luís; merece sim, mas, como a divisão é municipal, a Prefeitura lumiense tem obrigação de resolver os seus próprios problemas.

Estranho que a Secretaria Municipal de Saúde esteja interessada em concretizar uma iniciativa ao que parece distante da sua realidade e das suas necessidades. A rede hospitalar da Prefeitura da capital passa por uma das suas fases mais críticas. Defasadas e deficitárias em todos os aspectos, as unidades hospitalares ludovicenses não atendem a contento a população a que deve servir. Seu principal nosocômio, o Hospital Djalma Marques, mais conhecido como Socorrão I e especializado em atendimento de urgência e emergência, sofre com problema de superlotação e, por via de consequência, perde em qualidade de atendimento, apesar dos esforços de uma equipe experiente e abnegada. As demais unidades, sem exceção, amargam problemas os mais diversos, que o atual governo parece não ter sequer conseguido equacionar, menos ainda resolver.

Daí surpreender a portaria na qual o secretário municipal de Saúde avalia a possibilidade de alugar um prédio hospitalar no Maiobão, quando a estrutura física das unidades de São Luís carece de investimentos urgentes, para que possam oferecer atendimento decente às milhares de pessoas que diariamente procuram as unidades. Será que o secretário César Félix imagina deslocar para Paço do Lumiar moradores de São Luís em busca de assistência médica? A lógica recomenda que não, mas depois de algumas decisões da atual gestão de São Luís, nada mais surpreende, principalmente na área de saúde.

O que se espera é que a iniciativa do secretário municipal de Saúde seja fruto de uma iniciativa planejada, que leve em conta o interesse da população de São Luís. E como à primeira vista não há uma motivação plausível, a ideia de alugar um prédio hospitalar no Maiobão precisa, no mínimo, de uma boa e convincente explicação.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

CRM denuncia precariedade da rede de saúde municipal de SL

CRMO Conselho Regional de Medicina do Maranhão (CRM-MA) denuncia, em comunicado oficial publicado na edição de hoje (Geral 9), a precariedade dos hospitais da rede pública municipal. Segundo a entidade, fiscalizações identificaram problemas como a falta de medicamentos, a defasagem de leitos e materiais necessários ao tratamento dos pacientes nos hospitais municipais Djalma Marques (Socorrão I) e Clementino Moura (Socorrão II), Hospital da Criança, Hospital da Mulher, Socorrinhos e Unidades Mistas. A situação compromete o atendimento médico-hospitalar e expõe a riscos os usuários e profissionais do sistema de saúde de São Luís.

Segundo o comunicado, os médicos que atuam em hospitais da rede pública municipal não podem mais ser penalizados ético-profissionalmente “pelos erros e deficiências institucionais, ora existentes”. A entidade informou que a decisão de isentar os médicos foi tomada depois da análise dos relatórios emitidos em fiscalizações do CRM-MA.

O CRM aguarda uma resposta de Edivaldo Holanda Júnior (PTC), que na última sexta-feira, na Assembleia Legislativa, em evento do PSB, prometeu reformar os dois Socorrões e promover a retaguarda de leitos e m outras unidades do município.

Félix de Holandinha não disse a que veio na Semus…

Marco D`Eça – Quase dois meses se passaram desde que o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC) anunciou o administrador de hospitais César Félix Diniz como novo gestor da Saúde em São Luís.

Mas até agora ele não disse a que veio.

Tímido demais, recluso demais, com poucas relações no estado o Félix de Holandinha parece perdido em meio ao caos estabelecido na saúde de São Luís.

Servidores da Semus reclamam da falta de incentivos para trabalhar, os hospitais de emergência sofrem crise de desabastecimento e o secretário se mostra sem comando na pasta.

Um exemplo da sua desimportância como gestor da Saúde se deu com a vinda do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na última segunda-feira. Félix representou o prefeito na solenidade, mas entrou mudo e saiu calado.

Quase ninguém percebeu sua presença. Era como se o próprio Holandinha estivesse ali, dado o grau de falta de informação sobre o setor na capital maranhense.

Mas César Félix atende aos interesses do pai do prefeito, que tem projetos pessoais para a pasta – incluindo a cessão de parte da secretaria para empresas privadas, atendendo a figurões da política maranhense.

Por isso, o Félix de Holandinha deve continuar a reinar na Semus…