O dia seguinte

Não há dúvidas de que a vitória do presidente Michel Temer (PMDB) na votação das denúncias que a Procuradoria-Geral da República apresentou contra ele foi uma demonstração de força política que lhe dá fôlego para cumprir seu mandato na integralidade. E essa vitória terá, obviamente, repercussão importante no processo eleitoral de 2018.

Temer não tem condições de se reeleger presidente, isso é óbvio. Mas com a força da máquina e com a disposição que demonstrou durante o processo para sufocar a denúncia da PGR – enfrentando grandes redes de televisão, o mercado paulista e uma crescente rejeição popular – dá a ele as condições necessárias para garantir a vitória de um candidato sob sua tutela. Não apenas em âmbito nacional, mas também nos estados.

No Maranhão, por exemplo, é clara a oposição liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), que fracassou na articulação da bancada e viu 11 dos 18 votos maranhenses serem dados ao apoio a Temer.

A partir de agora, o presidente vai começar a operar uma articulação que possa garantir a formação de uma aliança que tenha, entre outros, o PMDB, o PSDB, o DEM e o PSD, uma frente partidária de peso para a disputa nos estados.

No Maranhão, resta a Flávio Dino concentrar-se em uma frente eminentemente de esquerda, reunindo seu PCdoB com o PDT, PSB e PT. E justamente num momento em que o desgaste com os governos esquerdistas, como o da Venezuela, só cresce mundo a fora.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão