Marcio Patrão ganhou benefício de prisão domiciliar

Marcio PatrãoO preso Márcio de Jesus Mendes, o Márcio Patrão, de 34 anos, que estava internado e se recuperava dos tiros recebidos durante uma operação da Polícia Civil, realizada na noite do dia 23, no Bairro de Fátima, teve sua prisão preventiva convertida em domiciliar. Segundo a polícia judiciária, ele é apontado como principal fornecedor de armas, e um dos líderes da facção criminosa intitulada Primeiro Comando do Maranhão (PCM).

No fim da tarde de quarta-feira (29), o juiz da Vara de Execuções Penais, Fernando Mendonça, chegou a noticiar em seu perfil no Facebook, que Márcio Patrão havia fugido do Hospital Municipal Dr. Clementino Moura (Socorrão II), no bairro Cidade Operária, naquela tarde, “com suporte do advogado”. A informação do magistrado, que circulou com destaque em muitos sites de notícia e blogs, porém, foi retificada pela própria Justiça.

“Converto a prisão preventiva do flagranteado Márcio de Jesus Mendes em prisão domiciliar”, decidiu o juiz Gilberto de Moura Lima, titular da 2ª Unidade Jurisdicional do Tribunal do Júri, que, no entanto, não explicou na decisão o que motivou a mudança no tipo de reclusão, apenas indeferiu o pedido da defesa do preso que desejava a sua transferência para outro hospital, observando que tal necessidade não havia sido legitimada por meio de documentos.

 Abordagem – Márcio Patrão foi alvejado no abdômen, pescoço e braço esquerdo, quando, segundo a Polícia Civil, reagiu à prisão anunciada por uma equipe de policiais da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), durante uma abordagem na Rua do Peixe, no Bairro de Fátima. No revide, os investigadores alvejaram também a mulher do suspeito, Liliane Silva Villas Boas, de 26 anos, que morreu logo depois, grávida de cinco meses.

A companheira do suspeito, ainda segundo a polícia, estava dentro do veículo modelo Toyota Hilux de cor preta, de propriedade de Márcio Patrão, mas não foi vista porque os vidros da caminhonete estavam com um fumê muito escuro. Dentro do carro estava ainda o filho do suspeito, um adolescente de 14 anos, ferido de raspão no braço esquerdo, e um amigo, o pedreiro Ernildo Soares da Silva, de 24 anos, baleado no ombro.

No velório de Liliane, O Estado conversou com amigos e familiares, que contestaram a versão da polícia judiciária e afirmaram que os policiais foram para matar. O caso já foi protocolado na secretaria da 2ª Vara do Tribunal do Júri, para análise da Justiça. Márcio Patrão foi autuado por tentativa de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de uso restrito, pois, segundo a polícia, foi apreendida com ele uma pistola calibre ponto 40.

Em depoimento prestado ontem à tarde na Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC), Márcio Patrão disse ser inocente, que a operação da polícia foi desastrosa e que vai procurar seus direitos na Justiça.

 De O Estado

Guerra de bandidos

Pedrinhas mortesO Maranhão foi ontem surpreendido por uma situação de violência e caos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Inicialmente, correu a informação de que seria uma rebelião de presos por supostas más condições de funcionamento do presídio, versão que não se sustentou. Em seguida, a verdade se impôs e os cidadãos maranhenses souberam, perplexos, que celas e corredores de parte de Pedrinhas foram transformados em campo de uma guerra sangrenta entre quadrilhas que se batem, com violência extrema, pelo controle do tráfico de drogas na região metropolitana de São Luís.

No conflito de ontem, três detentos foram assassinados de maneira brutal – um deles foi decapitado – e vários ficaram feridos, segundo informação oficial da direção do presídio. Essa brutalidade, na explicação da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária, é mais um resultado de uma disputa entre das quadrilhas apelidadas “Primeiro Comando do Maranhão”, cujas raízes estariam na Vila Conceição e imediações, e “Bonde dos 40”, originada de pequenas gangues da área da Fé em Deus e que se espraiou por alguns bairros. As duas quadrilhas evoluíram da delinquência comum, dos pequenos delitos, para o mundo violento e implacável do tráfico de drogas.

Alguns poderão supor que a versão da guerra de quadrilhas seja uma estratégia para desviar a atenção dos problemas que afetam o sistema penitenciário maranhense. Mas não é o caso. O que aconteceu em Pedrinhas ontem é, de fato, a guerra que se repete em todas as grandes e médias cidades do Brasil e do continente. Ela se acirrou com a entrada do crack, uma droga mais forte e mais barata, que levou ao vício milhares e milhares de pessoas e numa velocidade espantosa, nas mais diferentes regiões do país, alcançando os pequenos municípios. As quadrilhas que controlam o tráfico na Capital são também responsáveis pela distribuição de drogas, notadamente o crack.

De uns anos para cá, São Luís começou, infelizmente, a conviver com uma informação quase que cotidiana: a execução de pessoas ligadas ao tráfico. O cenário é sempre o mesmo: matadores usando motocicletas disparam fortes cargas de munição contra adversários na guerra do tráfico. Esses assassinatos têm todas as características de ato premeditado, planejado e executado com frieza de pistoleiro profissional. Não há como prever tais casos e adotar medidas preventivas. Os envolvidos – mandantes, executores e vítimas – não se expõem e obviamente não pedem garantias de vida. Mesmo quando presos, fazem questão de alimentar a guerra, já que alguns dos chefões estão atrás das grades.

O que aconteceu ontem foi nada mais nada menos que a extensão de uma guerra que está sendo travada nas áreas periféricas de São Luís. Nessas áreas, as quadrilhas que controlam o tráfico se batem por espaço, tentam ampliar seus domínios, e para isso não medem esforços nem consequências. O meio mais viável é a violência brutal, que tem como foco principal eliminar a concorrência, que também usa o mesmo expediente. Daí o caráter de guerra que a disputa pelo controle do tráfico ganhou em todo o país, principalmente nos grandes centros.

O Governo do Estado tem usado todos os recursos ao seu alcance para enfrentar esse problema, que tem imposto desafios a todos os governos estaduais e, também, ao Governo Federal, a quem cabe vigiar as fronteiras para impedir a entrada de drogas e armas em território nacional. São visíveis os investimentos possíveis na estrutura do Sistema Estadual de Segurança Pública, com o crescente aparelhamento das Polícias Civil e Militar e na estrutura carcerária. Episódios como o de ontem em Pedrinhas, vale repetir, são planejados e premeditados, com as quadrilhas tentando demonstrar força e criar instabilidade no Sistema de Segurança Pública. Causaram o trauma momentâneo e preocupações na sociedade, mas não mudaram o entendimento de que se trata de uma guerra entre bandidos. Nada mais.

Editorial de O Estado do Maranhão

Louro Bill é exonerado do Corpo de Bombeiros

diário oficial louro billO sargento Fernando de Jesus Soares Cutrim, mais conhecido como Louro Bill, irmão do deputado estadual Raimundo Cutrim (PCdoB), agora aliado de Flávio Dino (PCdoB), foi exonerado do Corpo de Bombeiros.

Em janeiro, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), coronel Marcos Paiva, havia nomeado o Conselho de Disciplina que analisaria o processo de expulsão do militar daquela corporação.

O ato de exoneração de Louro Bill foi publicado no Diário Oficial do Estado no dia 17 deste mês, como mostrou Marcial Lima, e é assinado pela governadora Roseana Sarney (PMDB). De acordo com o documento, a exclusão de Bill dos quadros do Estado se dá pelo bem do serviço público.louro bill

Louro Bill é acusado pela Justiça de tráfico de drogas e já chegou a ser preso em uma operação da Polícia Federal, como um dos traficantes de maior influência da capital. Desde então, seguia preso no próprio batalhão do Corpo de Bombeiros.

A condenação dele, já trasitada em julgado, é de um processo que corria de 2008.

Pela enésima vez ‘Louro Bill’ é preso pela Polícia Federal

Fernando Soares Cutrim, conhecido como “Louro Bill”, foi preso, novamente, pela Polícia Federal hoje. Os agentes da PF cumpriram um mandado de prisão expedido pela 9ª Vara Criminal da Justiça estadual.

Louro Bill - e a novela continua...

Os policiais federais flagraram “Louro Bill” quando ele saía de casa, na rua Afonso Pena, no Centro de São Luís, por volta das 10h30. Ele estava em um veículo Honda Civic, onde foi encontrada a quantia de R$ 34.923,00, além de diversas jóias como relógios, pulseiras, cordões e anéis, que foram apreendidos juntamente com o dinheiro. De acordo com o superintendente da PF no Maranhão, as cédulas estão com cheiro de droga, principalmente cocaína e maconha. “O dinheiro está sendo analisado pelos nossos peritos, pois há vestígios de droga nas cédulas. Queremos tentar provar que este dinheiro é do tráfico de drogas”, disse Fernando Segóvia.

Segundo o superintendente da PF, “Louro Bill” é um dos maiores traficantes de drogas de São Luís. Ele já foi preso várias vezes, a última sendo em julho deste ano. Já foi acusado de porte ilegal de arma, tráfico de drogas e, agora, lavagem de dinheiro. “Esperamos que as provas sejam suficientes para o manterem preso. Devemos pedir, inclusive, a transferência dele para um presídio federal”, revelou Fernando Segóvia.

                Questionamentos: Como é que esse rapaz sempre consegue alvará de soltura ou ser inocentado por nossos valorosos juízes? Não há provas o suficiente contra ele, ou a própria Polícia Federal já não o prendeu diversas vezes? Ele não corresponde a uma ameaça a segurança da população e da ordem pública.

Veja bem, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, lavagem de dinheiro… Com uma ficha extensa como essa ele conseguirá ser solto novamente? Essa é a nossa ‘justiça’.