Levi Pontes se diz “perseguido” após vazamento de áudio

O deputado estadual Levi Pontes (PCdoB) não conseguiu explicar o motivo de ter tentado negociar apoio político, em Chapadinha, em troca de auxílio do Governo do Estado para a UPA de Chapadinha.

O áudio vazou há cerca de duas semanas, e até então, Levi havia adotado a estratégia do silêncio.

Hoje, ao referir-se ao imbróglio, que resultou numa representação junto ao Conselho de Ética e pode motivar uma ação judicial por ato de improbidade administrativa, o parlamentar se disse perseguido.

“Foi um vazamento criminoso de um áudio gravado em minha residência em Chapadinha. Foi uma gravação clandestina extremamente distorcida, mal interpretada e nenhum ilícito se extrai da conversa maldosamente gravada. Vou enfrentar e superar mais essa perseguição contra mim”, disse.

Quanta cara de pau…

Teto da UPA da Cidade Operária cai e pacientes são transferidos

O teto da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade Operária caiu ontem, e pacientes internados precisaram ser transferidos às pressas para o Hospital Carlos Macieira.

De acordo com os pacientes, a estrutura do teto cedeu durante uma forte chuva. Além da enfermaria, outras alas da UPA ficaram alagadas e precisam de interdição imediata.

Até a noite de ontem a Secretaria de Estado da Saúde (SES) não havia se manifestado sobre o tema. Não há informações sobre a suspensão de serviços ou a retomada por completo da capacidade da UPA.

Na semana passada, a cobertura da UPA que fica na parte externa já havia desabado sobre alguns carros que estavam no estacionamento.

Ao que tudo indica, falta de manutenção…

Prefeito anuncia fechamento de UPA em Estreito por falta de ajuda do Governo

Documento assinado pelo prefeito anuncia desativação de UPA 24 horas

O prefeito de Estreito, Cícero Neco, Cicinho, encaminhou à Câmara de Vereadores da cidade um documento por meio do qual confirma que fechará a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) construída no município.

Inaugurada em maio deste ano, a unidade custa, segundo apurou O Estado, algo em torno de R$ 400 mil mensais para funcionar adequadamente.

No comunicado, o prefeito diz que nunca conseguiu apoio, nem do governo federal, tampouco do governo Flávio Dino (PCdoB), o que o impossibilitou de manter a UPA em funcionamento.

“Desde a data de sua inauguração, […] o município de Estreito vem arcando com todas as despesas para manter o seu funcionamento, apesar da busca, sem sucesso, de parcerias com o Governo Estadual e/ou Governo Federal”, diz o texto.

Cicinho reclama, ainda, “falta de decisão” para a habilitação da unidade “junto ao Governo Estadual”.

“Todos os procedimentos legais exigidos para habilitar nossa UPA junto ao Governo Estadual foram rigorosamente cumpridos em tempo hábil e, até a data de hoje por falta de decisão do órgão responsável, não obtivemos a devida homologação de funcionamento, fator preponderante ao recebimento de recursos que contribuem, parcialmente, com o total dispendido pelo Município”, destacou.

A SES foi procurada para comentar a alegada “falta de decisão” para a habilitação da UPS de Estreito “junto ao Governo Estadual”, como informado pelo prefeito, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

Informações de O Estado

Leia também: Prefeito de São Pedro dos Crentes diz que SES mentiu para não repassar recursos para a Saúde

Negligência e desrespeito na UPA do Araçagi

denunciaSão inúmeras as denúncias a respeito do sucateamento e precariedade dos serviços prestados nas unidades de saúde do estado.

Além da falta de médicos nas UPAs – o que não ocorria no Governo anterior especificamente nessas unidades, vale ressaltar -, há a falta de humanização no atendimento, reflexo direto da indicação política para determinados cargos no setor.

E é exatamente a respeito deste último ponto que o blog vai tratar.

O blog recebeu a denúncia de uma paciente que acabou negligenciada por um ortopedista na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Araçagi.

A paciente, que prefere não se identificar, relatou ter chegado ao local por volta das 11h30, sentindo apenas os movimentos dos braços e com uma forte dor na coluna.

Após duas horas e meia de espera para receber o atendimento, ela foi encaminhada a um clínico geral que em seguida, a encaminhou para um ortopedista, após ter sido submetida a uma medicação para amenizar a dor.

“Após ser medicada fui ao ortopedista [o único que atende às demandas de todas as UPAs, segundo o que os recepcionistas informaram], ele não estava no consultório, mas estava na unidade”, disse a denunciante.

Segundo a paciente, haviam três pessoas no corredor para serem atendidas pelo ortopedista. Ela conta que chegou a ser chamada três vezes para ir ao consultório, mas em nenhuma delas, o médico estava na sala.

“Após 40 minutos de espera, já próximo das 16h30, o médico entrou no consultório, atendeu uma pessoa e na minha vez, afirmou que meu nome já não estava mais no sistema e que ele não iria atender. Mesmo eu tendo ido novamente à recepção para fazer outro cadastro, o ortopedista se recusou a me atender. Desta vez, por alegar que só atendia caso de fratura exposta, lesão ou vítimas de acidentes”, contou.

O relato acima vai além do desrespeito à figura humana. Trata-se de negligência, falta de profissionalismo e é mais um dos reflexos do caos que se instalou na Saúde do estado.

Fico imaginando quantas pessoas não recebem esse tipo de “tratamento” diariamente nestas unidades. Lamentável.

Com a palavra, a Secretaria de Saúde do Estado…

Homem morre após não conseguir ser atendido em UPA na capital

O sargento da Polícia Militar Antônio Carlos Sales, 50 anos, morador do bairro João Paulo, morreu esta madrugada, após sofrer um infarto fulminante.

Ele havia sido levado ás pressas por familiares a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Itaqui-Bacanga, mas acabou não sendo atendimento por falta de médico de plantão.

Na busca por atendimento em outra unidade de saúde, ele não resistiu e morreu no trajeto, dentro do veículo da família.

Mais um fato lamentável do que tem se transformado à Rede Estadual de Saúde no atual Governo.

Na UPA Itaqui-Bacanga, até os ar-condicionados da recepção foram retirados, obrigando pacientes e acompanhantes a aguardar atendimento sob um calor insuportável.

Até o ano passado, as UPAs ofereciam um serviço de excelência para a população.

Mas veio o “Governo da Mudança” e conseguiu mudar esse quadro, infelizmente para pior. Lamentável…

Informações do blog de Daniel Matos, com edição.

Saúde pública e médicos estrangeiros

Editorial de hoje do Jornal Pequeno…

Hospital da cidade de Matinha inaugurado este mês

Hospital da cidade de Matinha inaugurado este mês por Roseana

Tem-se ouvido muita tolice sobre a presença de médicos estrangeiros no Brasil. Uma delas é que eles seriam completamente desnecessários, pois nosso problema não seria a falta de médicos e tão somente de infraestrutura hospitalar. Não é verdade. Quase sempre os hospitais do país são um desastre, mas a falta de médicos, principalmente no interior, é luminosamente incontestável.

Dizem também que os médicos cubanos viriam para o Brasil na condição de escravos, pois o governo cubano determinaria quanto cada um deles receberia do que fosse pago pelo governo brasileiro. Não dá nem para discutir um troço desses; a começar pelo fato de que o governo do Brasil jamais aceitaria condições de semiescravidão em seu território.

Os médicos brasileiros têm, sim, muito do que reclamar das terríveis condições de trabalho a que são submetidos, mas não podem dizer que não há dificuldades para a contratação de profissionais na área da saúde.

Por outro lado, sendo oposição ou não, é preciso reconhecer que o espetáculo de ineficiência da saúde pública que vem sendo revelado pela Rede Globo em diversas reportagens não cabe mais para o Maranhão. Pode até ser que não tenhamos um modelo britânico de saúde, como teria dito o secretário Ricardo Murad, mas o pesado volume de investimentos no setor é inegável. Não se pode negar que, com apoio federal, o governo do Maranhão investe mais em saúde pública que qualquer governo de outro Estado do país. Hospitais são inaugurados quase que mensalmente em todas as regiões e comprovadamente estão funcionando. O mesmo acontece com as UPAS, inclusive as de São Luís e os equipamentos nessas unidades hospitalares são de última geração. Se há alguma deficiência nos novos nosocômios construídos e inaugurados pelo secretário de Estado da Saúde, Ricardo Murad, ainda é de pessoal. Mas isso não pode ser sentido em São Luís, a exemplo do Hospital Carlos Macieira, Hospital Geral e nem mesmo nas UPAS que recebem centenas ou milhares de pacientes todos os dias.

Diante da inadmissível situação da cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, onde, conforme reportagem da Globo, não existem UTIs nem na rede municipal nem na rede estadual de saúde ou da situação dos hospitais de Belém, também mostrados pela Rede Globo, alguns dados referentes à saúde pública no Maranhão são, no mínimo, alentadores. Os dados são oficiais, mas o governo do Maranhão está investindo mais de R$ 1 bilhão em construção de novas unidades, aquisição de equipamentos e na reforma e adequação das unidades já existentes. E, pasmem, desse total, menos que R$ 19 milhões são oriundos do governo federal.

A calamidade na saúde pública é, portanto, um desastre político-administrativo dos governos do PT que se encaminha para 12 anos no poder sem encontrar solução para esse caos que se agrava cada vez mais. E pode ser exatamente a saúde pública a responsável por uma provável derrota do PT nas próximas eleições.