Enfermeiros de UPAs do Maranhão têm salários cortados

Enfermeiros das UPAS de Codó, Timon, Coroatá e Timbiras reclamam desde ontem de cortes indevidos nas suas remunerações.

Os trabalhadores prestam serviços à Saúde do Estado por meio da terceirizada Biosaúde – que absorveu funcionários antes contratados pelo ICN e pelo Instituto Corpore, e posteriormente requisitados administrativamente pela Emserh.

Eles acusam a empresa de reduzir unilateralmente os salários.

Na maioria dos casos, os cortes variam de R$ 200 a R$ 400, mas há casos em que a redução passa de R$ 1 mil.

Alguns deles já falam em greve.

Em tempo: o contrato da Biosaúde com a Emserh é de “módicos” R$ 264 milhões, por um ano de prestação de serviços.

Com informações de Gilberto Léda

Governo afasta médicos de UPAs que cobraram salários atrasados

O governo Flávio Dino (PCdoB) afastou dos postos de trabalho, três médicos que haviam cobrado da Secretaria de Estado da Saúde (SES) o pagamento de salários atrasados.

Eles foram informados, por telefone, que não estavam mais alocados em seus locais de trabalho: Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Dois destes médicos ainda chegaram a conceder entrevista à TV Mirante  confirmando o ato de perseguição.

O caso ganhou repercussão e o Conselho Regional de Medicina (CRM), junto ao Sindicato dos Médicos e representantes da SES  vão se reunir hoje, às 16h, para definir o futuro dos médicos.

O Governo nega ter demitido os médicos, mas não consegue explicar toda a crise…

 

Mudança para pior…

Desde a eleição de 2014, o então candidato e hoje governador Flávio Dino prega aos quatro cantos uma mudança na administração pública estadual. E a estratégia, até consolidar esse discurso, classificado outrora por Luis Fernando Silva, prefeito eleito de São José de Ribamar, como “de gogó”, foi muito bem definida: primeiro descontruir a imagem de seus adversários; em seguida, já com os “pés” no poder, tentar efetivar políticas públicas de impacto social.

A segunda “meta”, contudo, jamais foi alcançada. Não há nesses primeiros dois anos de gestão qualquer programa de governo implantado pelo comunista que tenha transformado a vida da população maranhense.

Pelo contrário. Aumento de impostos; queda brusca de qualidade no atendimento nas UPAs; desestruturação da rede de Saúde, sobretudo com o fechamento de hospitais de 20 leitos do Programa Saúde é Vida nos municípios; desvalorização da Cultura com Carnaval e São João miúdos; intensificação de obras paliativas em período eleitoral – quem não lembra do Mais Asfalto já sob a análise da Justiça Eleitoral-; perseguição a prefeitos adversários; gastos elevados com jatinhos e helicópteros e festas particulares no Palácio dos Leões (privilégios?).

Flávio Dino, de forma até impressionante, tem conseguido ir de encontro a tudo o que pregou durante a campanha eleitoral. O discurso era de um Maranhão moderno, sem privilégios aos agora poderosos, com escolas estruturadas (e não somente com novo revestimento), hospitais funcionando, servidores e contratados valorizados.

O que se vê é o inverso de tudo o que foi propagado durante a campanha eleitoral de dois anos atrás.

A mudança de Dino chegou.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Seletivo do Governo completa 9 meses sem nenhuma contratação na Saúde

Publicação do professor Patrik Gomes em rede social

Publicação do professor Patrick Gomes em rede social

Classificados no Seletivo da Saúde promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), vão cobrar do Executivo na próxima segunda-feira (17), na porta da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSHER), a contratação dos profissionais aprovados.

O seletivo foi iniciado no mês de janeiro deste ano, com a abertura de período para inscrições. As provas foram aplicadas no dia 3 de abril. De lá para cá, não houve contratação.

A Emsher chegou a convocar alguns dos aprovados de São Luís no dia 11 de agosto, por meio de edital [veja aqui]. Foram convocados 44 Enfermeiros, 44 Farmacêuticos, 2 Motoristas de ambulância, 2 Auxiliares administrativos, 10 Auxiliares de serviços gerais, 1 Maqueiro, 71 Técnicos de Enfermagem, 2 Técnicos de laboratório e 3 Técnicos de ortopedia, para a capital.

Ocorre que após convocação, entrega de documentos, realização de exames admissionais, consulta com o médico do trabalho e retenção [até questionável] da carteira de trabalho de todos os convocados, não houve a assinatura de contrato ou lotação em qualquer das unidades de saúde da rede estadual.

A Emsher também não convocou aprovados para uma série de cargos, a exemplo de Enfermeiro de UTI; Administrador Hospitalar; Assistente Social; Fonoaudiólogo; Fisioterapeuta; Bioquímico; Psicólogo, Nutricionista, dentre outros. Apesar disso, gestores de hospitais e de UPAs já solicitaram a contratação de profissionais para a rede estadual.

Faltam recursos ou falta organização?

Outro lado – O secretário de Estado da Saúde, o advogado Carlos Lula afirmou ao blog que todos os candidatos convocados serão admitidos. Ele disse que já foram chamados candidatos de Santa Inês, Imperatriz e São Luís. “Por ora só burocracia mesmo, mas serão admitidos sim”, explicou. O secretário, contudo, não deu previsão para a assinatura de contratos.

Leia também: Governo volta a atrasar salários e médicos podem parar em São Luís

Saiba Mais

Cargos para Nível Superior abertos no seletivo iniciado em janeiro deste ano:

495 vagas para Enfermeiro

35 vagas para Enfermeiro UTI Adulto

35 vagas para Enfermeiro UTI Pediátrica e Neonatal

21 vagas para Administrador Hospitalar

74 vagas para Assistente Social

7 vagas para Bioquímico

3 vagas para Educador Artístico

4 vagas para Educador Físico

44 vagas para Farmacêutico

133 vagas para Fisioterapeuta

6 vagas para Fisioterapeuta de UTI Adulto

40 vagas para Fisioterapeutas de UTI Pediátrica

23 vagas para Fonoaudiólogo

29 vagas para Nutricionista

3 para Pedagogo

30 vagas para Psicólogo

3 para Psicopedagogo

24 vagas para Terapeuta-Ocupacional.

 

UPAs suspendem atendimentos por causa de salários atrasados

Médicos sem saláriosProfissionais da área da Saúde que atuam nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de São Luís, suspenderam desde ontem o atendimento a pacientes em decorrência do atraso de quase dois meses de salários.

O pagamento deveria ter sido feito pelo Instituto Cidadania e Natureza (ICN), que acabou com o contrato rompido pelo Governo do Estado por determinação judicial, tomada no bojo da operação “Sermão aos Peixes” da Polícia Federal.

Ontem, o blog mostrou em primeira mão documento assinado pelo secretário de estado da Saúde, Marcos Pacheco, [reveja aqui] informando aos médicos que a SES não iria arcar com os débitos salariais deixados pelo ICN.

O comunicado provocou revolta na classe médica, que ameaçou, ontem mesmo, paralisar todas as atividades.

Foi o que ocorreu. As UPAs da Cidade Operária, Vinhais, Itaqui-Bacanga, Araçagi e Parque Vitória, permanecem, até o momento, sem atender pacientes.

E a saúde…

Flávio Dino é governador do Maranhão

Flávio Dino é governador do Maranhão

Enquanto o governo Flavio Dino dedica tempo e dinheiro à tentativa de desqualificar o Programa Saúde é Vida, implantado na gestão passada, a população sofre com a queda significativa na qualidade da Saúde Pública estadual.

Mesmo com recursos assegurados no BNDES, o governo decidiu rever processos e, consequentemente, paralisar as obras de hospitais importantes, que mudariam a realidade do atendimento público em municípios como São Mateus, Pedreiras, Carolina, Lago da Pedra, Vitória do Mearim e Chapadinha.

Em nota, o governo chegou a afirmar que o BNDES enviou equipe técnica para vistoriar os hospitais e em todas “foram detectadas irregularidades nos projetos”. E que, “diante disso, o BNDES paralisou os repasses ao Governo do Estado até que todas as conformidades legais fossem cumpridas”.

O Estado ouviu o BNDES, que desmentiu essa afirmação. A direção do banco atribuiu ao governo Flavio Dino total responsabilidade pela suspensão das obras. Em nota, informou que a suspensão temporária (de recursos) ocorreu diante da necessidade do governo estadual de “adequação a procedimentos internos no processo de aprovação de projetos especiais”.

Além de paralisar obras, o governo suspendeu repasses que garantiam o funcionamento pleno de hospitais inaugurados no governo passado. O corte nos recursos provocou pane em unidades fundamentais ao atendimento de regiões populosas do estado, a exemplo do que aconteceu com o Hospital de Bernardo do Mearim, que fechou as portas no início do ano.

Sem alternativa, a população passou a buscar atendimento em cidades próximas, sobrecarregando ainda mais a Saúde nesses municípios.

O caso das UPAs na capital é outro exemplo de retrocesso. A qualidade do serviço despencou se comparado ao que se tinha antes. O que anteriormente era motivo de elogios da população ­ inclusive de pacientes com plano de saúde e a opção de buscarem atendimento na rede particular ­, hoje é alvo de muita reclamação.

E assim caminha, ou melhor, se arrasta a Saúde no Maranhão.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Difícil de ouvir

Equipamentos modernos  utilizados no Hospital Carlos Macieira, o mesmo hospital que Flávio diz ter sido tomado dos servidores

Equipamentos modernos utilizados no Hospital Carlos Macieira, o mesmo hospital que Flávio diz ter sido tomado dos servidores

No debate de ontem na TV Difusora, o candidato do PCdoB ao Governo do Estado, Flávio Dino, deixou no ar a impressão de que não estava falando sério nas diversas vezes em que falou sobre saúde.

Estranho, muito estranho, que um candidato a governador esteja ou simule estar tão alheio ao que está acontecendo no estado em matéria de saúde pública. Nesse contexto, assistir a um candidato a governador falar de saúde no Maranhão fazendo malabarismo verbal para não se referir ao programa Saúde é Vida é um acinte.

Como um candidato a governador pode falar sobre saúde sem demonstrar ter

Mais de 50 unidades de saúde já foram entregues em todo o estado

Mais de 50 unidades de saúde já foram entregues em todo o estado

conhecimento de que nos últimos três anos o Governo do Estado construiu e inaugurou cinco hospitais de 50 leitos e 42 de 20 leitos, estando mais 30 de 20 leitos quase prontos para serem inaugurados?

Como é possível esse mesmo candidato ignorar a construção, em curso acelerado, de quatro hospitais regionais de 120 leitos e que serão equipados para procedimentos de alta complexidade?

Centro cirúrgico moderno do Carlos Macieira tem 9 salas novas de cirurgia

Centro cirúrgico moderno do Carlos Macieira tem 9 salas novas de cirurgia

É chocante ouvir do candidato Flávio Dino a falácia de que, se eleito, venderá a residência de veraneio de São Marcos para usar o dinheiro na construção de um hospital público do câncer, horas depois de a governadora do Estado ter inaugurado o Hospital de Câncer do Maranhão “Dr. Tarquínio Lopes Filho”, com 129 leitos, sendo 113 comuns, 11 de UTI e cinco de semi-uti?

Parece deboche o candidato se referir ao Hospital Carlos Macieira como uma coisa pública abandonada que foi “tomada dos servidores”. A impressão deixada pelo candidato é que ele se manifesta pensando estar subestimando a inteligência e a capacidade de percepção das pessoas. O que não é nada bom.

Hospital do Câncer Tarquínio Lopes foi inaugurado ontem pela governadora Roseana Sarney

Hospital do Câncer Tarquínio Lopes foi inaugurado ontem pela governadora Roseana Sarney

Da coluna Estado Maior, de  O Estado do Maranhão

Roseana Sarney entrega mais 4 hospitais do Programa Saúde é Vida

Sobe para 47 as unidades já entregues

Sobe para 47 as unidades já entregues

Mais quatro unidades do Programa Saúde é Vida serão inauguradas nesta semana pela governadora Roseana Sarney e pelo secretário de Estado da Saúde, Ricardo Murad. Desta vez, os beneficiados são os municípios de Zé Doca, Araguanã, Palmeirândia e Apicum-Açu, cidades onde a população passará a contar com hospitais de 20 leitos construídos e equipados pelo Governo do Estado.

Os hospitais de Araguanã e Zé Doca serão entregues à população hoje, e os de Palmeirândia e Apicum-Açu vão ser inaugurados amanhã. “Continuamos levando mais saúde para a população, com atendimento de qualidade, garantindo mais tranquilidade para as famílias maranhenses”, afirmou a governadora Roseana Sarney.

Com estes, sobe para 30 o número de unidades de 20 leitos já inauguradas, que somam-se aos sete hospitais gerais de 50 leitos e 10 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) construídos pelo Programa Saúde é Vida e que estão atendendo os usuários do Sistema Único de Saúde em todo o Maranhão. Ao todo, já são 47 unidades entregues pelo Saúde é Vida em todas as regiões do estado.

Estrutura – Cada uma das unidades já inauguradas dispõe de Serviço de Pronto Atendimento (SPA), centro de parto e cirúrgico, 20 leitos de internação clínica, exames de raio-X e laboratoriais, farmácia e demais setores administrativos. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) também repassa mensalmente aos municípios R$ 60 mil para que a Prefeitura possa garantir atendimento 24 horas.

“Continuamos trabalhando para colocar em funcionamento todas as obras do Programa Saúde é Vida e assegurar que a população maranhense tenha facilitado o acesso a serviços públicos de saúde de qualidade. Este é o maior programa de investimentos em saúde pública já visto em todo o Brasil”, destaca o secretário Ricardo Murad.

De O Estado

 

Uma discussão vazia na Assembleia

Marcelo Tavares tentou desmerecer Governo por obras das UPAs

Marcelo Tavares tentou desmerecer Governo por obras das UPAs

Tomou conta da sessão de hoje na Assembleia Legislativa do Maranhão, uma discussão entre deputados governistas e de oposição em relação ao Programa Saúde é Vida. Até aí tudo bem, é salutar que se discuta a saúde pública do estado, que sejam propostas melhorias e apontados os erros.

O problema é que a discussão chegou a um nível de improdutividade e desinteresse social tão grande que cheguei a ficar perplexo com a cena que acabara de testemunhar.

Em nenhum momento os nobres deputados discutiram a atenção básica de saúde que é dispensada nos municípios, ou a oferta de leitos de UTI no estado. Os parlamentares também não aprofundaram a discussão em relação a demanda de profissionais da Medicina em municípios onde a saúde pública é precária, tão pouco citaram o caos que é em todo o país, não só no Maranhão, em relação ao precário sistema de marcação de consulta adotado pelos gestores – onde a regra é aumento da fila de espera e a ineficiência da prestação do serviço.

A oposição quis discutir – vejam só -, e os deputados da base do governo embarcaram

Alexandre Almeida entrou em uma discussão desnecessária

Alexandre Almeida entrou em uma discussão desnecessária

na futilidade -, a natureza das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e dos hospitais já construídos no interior do estado.

Para a oposição, as UPAs e os demais hospitais têm de ser considerados apenas como iniciativa do Governo Federal, uma vez que foram utilizados em maior escala, recursos da União. Ignoram o fato de as unidades também terem sido construídas com recursos próprios do Governo do Estado. Pura bobagem.

Como se isso fosse realmente fazer diferença na vida da população. Pouco importa se os recursos foram em maior demanda da União com apenas contrapartida do Executivo Estadual. A discussão proposta deveria ter sido em torno do funcionamento ou não dos hospitais inaugurados. Da melhoria ou do declínio na assistência na saúde pública do Maranhão. A discussão poderia ter sido em torno da melhor qualidade de vida do povo do estado.

Querer desmerecer os investimentos na área da saúde pelo simples fato de se ter empregado recursos federais nas obras, como tentou fazer a oposição, é no mínimo insensato. Entrar nessa discussão improdutiva, sem pé nem cabeça, como fizeram os governistas, é perca de tempo. Um tempo precioso que poderia ser utilizado de forma mais inteligente.