O dilema Brandão…

Nem bem terminaram as eleições de 2018 e integrantes das mais variadas correntes políticas do Maranhão já começaram a se movimentar – mais freneticamente do que se poderia esperar – pensando nas próximas.

Logo ali está a eleição de 2020 nos municípios. No estado, é claro, a que mais mobiliza forças políticas é a da capital, São Luís. E, para ela, já se apresentam mais de uma dezena de nomes, a grande maioria ligada ao grupo do governador Flávio Dino (PCdoB).

Mas não é só isso. Ao se organizar visando à disputa em 2020, comunistas e aliados, na verdade, já pensam em como preparar o terreno para 2022.

Na conta deles, Dino deve deixar o cargo antes do fim do mandato para ser candidato a senador, ou a presidente da República daqui a quatro anos. E acham que podem conseguir caminho livre para construir uma nova candidatura.

Ocorre que, ao deixar o mandato, o atual governador entregará sua cadeira ao vice, Carlos Brandão (PRB).

No Palácio dos Leões, há quem diga que uma vaga no TCE-MA o tiraria do caminho. Brandão, no entanto, já contou aos mais próximos que nem pensa em outra coisa que não seja assumir o governo. Diz que já não tem mais tempo a esperar, como ainda o têm os aliados que também almejam o governo.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Vice e vice

A escolha do deputado Arnaldo Melo para vice de Lobão Filho, formando chapa pura do

Arnaldo Melo é o vice de Lobão Filho

Arnaldo Melo é o vice de Lobão Filho

PMDB no comando da aliança que reunirá 18 partidos, causou um forte impacto na seara da oposição, em particular no núcleo central da coligação comandada pelo comunista Flávio Dino.

Ali, à boca pequena, comparações foram feitas e todas levaram à conclusão de que Lobão Filho escolheu um vice em condições de contribuir, de maneira expressiva, política e eleitoralmente. Nas comparações feitas, o vice de Flávio Dino, deputado federal Carlos Brandão, brigou pela vaga porque não estaria em condições de se reeleger.

Carlos Brandão é o vice de Dino

Carlos Brandão é o vice de Dino

Corre também a especulação segundo a qual ele teria um acordo para abrir mão da candidatura à reeleição para transferir suas bases para o ex-governador JR Tavares, de quem foi chefe da Casa Civil, com poder de fogo naquele governo. Diz-se também que Brandão foi premiado por ter articulado a aliança que colocou Flávio Dino nos braços do tucano Aécio Neves.

Arnaldo Melo, ao contrário, se viabilizou para chegar onde chegou. Presidente da Assembleia Legislativa e figura destacada do PMDB, Melo entrou na cena principal da corrida da base partidária para ocupar um cargo de destaque no comando da coligação. Posicionou-se de maneira hábil em todos os momentos de definição e foi um dos primeiros líderes do grupo a declarar apoio incondicional à candidatura do senador Lobão Filho.

Em resumo: ao contrário de Carlos Brandão, que encontrou na candidatura a vice de Flávio Dino uma solução para uma situação complicada e marcada pela incerteza, Arnaldo Melo tinha sua situação resolvida – a possibilidade de uma reeleição tranquila – e dela abriu mão para somar. E a conclusão não poderia ser outra: em matéria de vice, Lobão Filho fez uma escolha natural, enquanto Flávio Dino fez uma escolha pressionado pelas circunstâncias.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Um vice que soma

Arnaldo Melo é o vice de Lobão Filho

Arnaldo Melo é o vice de Lobão Filho

Muitos manifestaram surpresa com a escolha do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Arnaldo Melo, para a vaga de candidato a vice-governador na chapa do PMDB liderada pelo senador Lobão Filho. Mas quem vem acompanhando de perto a ciranda das articulações não se surpreendeu tanto.

Arnaldo Melo vai entrar para a crônica dessas eleições como um político que mais se movimentou e ocupou espaço. Começou quando deixou claro que, se a governadora Roseana Sarney deixasse o cargo para se candidatar ao Senado, ele assumiria o cargo disposto a comandar o grupo no processo eleitoral.

A decisão da governadora de não sair candidata mesmo tendo certeza de uma eleição tranquila levou o presidente da Assembleia Legislativa a entrar na briga pela vaga de candidato do grupo a senador.

Disputou espaço com o senador Lobão Filho e com o deputado federal Gastão Vieira. Por orientação da direção nacional do PMDB e pelo aval da presidente Dilma Rousseff, Gastão ganhou a vaga. Vieram então os momentos de indefinição quanto à candidatura ao governo. Naquele contexto, Arnaldo Melo se colocou à disposição do grupo. O escolhido foi Lobão Filho.

O que chama a atenção em todo esse roteiro é que Arnaldo Melo em nenhum momento criou qualquer tipo de embaraço ao PMDB, mantendo-se fiel ao partido e ao grupo. Atuou como se soubesse que em algum momento o norte da bússola partidária apontaria na sua direção. Foi o que aconteceu. Arnaldo Melo entra na chapa majoritária com força partidária e prestígio político. É o vice que o senador Lobão Filho estava precisando.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão