Othelino Neto critica votação em favor de Michel Temer

O vice-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado estadual Othelino Neto (PCdoB), criticou, na sessão desta quinta-feira (03), a postura da Câmara Federal que negou autorização para que fosse encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) a denúncia contra o presidente da República, Michel Temer (PMDB), por corrupção passiva, feita pela Procuradoria-Geral da República.

Segundo o deputado, a quarta-feira foi um dia triste na história do Brasil, pois a Câmara Federal teve a oportunidade de afastar um presidente que, além de não ter legitimidade, carece de condições mínimas morais para continuar comandando o país. “O Legislativo poderia ter autorizado o prosseguimento do processo contra Michel Temer para que ele fosse apenas processado, para que as informações pudessem ser apuradas e, ao final, ele ser condenado ou absolvido. Mas, infelizmente, por maioria, embora apertada, dos deputados federais, o plenário negou a autorização para processar o presidente”, disse.

Para Othelino, há insatisfação em todos os lugares, porque os deputados não compreenderam, primeiro, que o processo era forte e que, de fato, era preciso apurar a responsabilidade de Michel Temer. “Mas a mesma Câmara – que cassou uma presidente da República, que não cometeu crime, que não foi denunciada por corrupção, que foi responsabilizada por umas tais pedaladas fiscais – não permitiu o afastamento do presidente acusado de corrupção passiva, dentre outras coisas, obstrução da Justiça, etc e etc”, comentou.

Segundo Othelino, é lamentável o que o Congresso fez, passando uma mensagem ruim para a sociedade. Na avaliação do deputado, se hoje já existe uma campanha nacional contra a política, o que é ruim porque não há solução fora dela, a atitude da Câmara dos Deputados reforçou essa frente nacional contra a classe política.

“Nós ouvíamos por onde andávamos as pessoas se manifestando com indignação. Vimos, nas redes sociais, a quase unanimidade protestando em função da decisão. Sinceramente, eu não gostaria de vir a esta tribuna hoje fazer esse registro tão negativo deste momento da história nacional, quando os deputados federais deixaram de cumprir o seu papel, que era permitir que o presidente fosse investigado e ver qual seria a conclusão do Poder Judiciário”, afirmou com indignação o deputado.

Othelino disse que, além da Câmara não ter prestado atenção na mensagem das ruas, apenas 5% da população aprova o governo Temer. Ele lembrou que mais de 90% da população brasileira deseja o afastamento do presidente da República por acreditar que ele cometeu crime de corrupção passiva ou que sejam fortes os indícios de que cometera tais crimes.

“Assim mesmo, a Câmara negou a autorização para o seguimento do processo, o que realmente é razão para que o país amanheça mais triste porque nós perdemos a oportunidade de permitir que o Brasil pudesse se oxigenar novamente e, a partir da constituição de um presidente da República com legitimidade, pudesse sair desse buraco em que o colocaram e que, até agora, ninguém conseguiu saber como tirar”, analisou Othelino.

O deputado disse ter sentido falta também dos mesmos paneleiros que pediram o afastamento da presidente Dilma. “Agora, quando estava na iminência de ser apreciado o possível afastamento do presidente da República, não vi patos amarelos nas ruas porque, na verdade, quem está pagando pato é o povo brasileiro que hoje chega a 13 milhões de desempregados e, a cada dia, são assaltados mais direitos da população”, concluiu.

Aluisio Mendes é eleito vice-presidente de comissão que analisará projetos sobre carreiras da PF

aluisio-mendesO deputado federal Aluisio Mendes (PTN) foi eleito terça-feira (13) um dos vice-presidentes da comissão especial que na Câmara Federal terá como objetivo discutir e dar parecer ao projeto das Carreiras da Polícia Federal (PLei nº 5.8650). A matéria deverá alterar, em breve, a remuneração dos servidores públicos, estabelecer opção para novas regras de inclusão de gratificações por desempenho às aposentadorias e pensões, entre outras providências.

O parlamentar maranhense será o único representante do estado na mesa-diretora da comissão, constituída por outros dois vice-presidentes: Hiran Gonçalves (PP/RR) e Evandro Roman (PSD/RR), além do relator Laerte Bessa (PR/DF). O presidente será o deputado João Campos (PRB/GO).

Sobre a indicação para a vice-presidência da comissão, Aluisio Mendes fez questão de frisar que sua participação será pautada na valorização dos profissionais das instituições policiais. “Desta forma, vamos lutar para a implantação de melhorias nos serviços prestados na área de segurança pública, no Maranhão e em todo o país”, disse.

O deputado destacou ainda que buscar melhorias na segurança deve ser uma das prioridades do país. “Além de me orgulhar por ter seguido carreira na polícia, também tenho muito prazer em dizer o quanto fiz para valorizar o trabalho desses profissionais, cujas funções são essenciais para o Brasil”, afirmou Aluisio Mendes.

Além de integrar o grupo que discutirá melhorias na carreira dos policiais federais, Aluisio Mendes é atualmente um dos integrantes da Câmara mais ativos na comissão que discute o projeto de lei nº 4.850/16, que trata de medidas de combate à corrupção, em diversas instâncias. Durante a atuação nas reuniões anteriores, Mendes fez sugestões e encaminhou propostas de emendas para o projeto, dentre elas, a inclusão de item que garanta o compartilhamento de provas entre os diferentes setores das polícias (Civil, Militar e Federal) e as instâncias do Poder Judiciário.

Na última reunião da comissão da PL nº 4.850, realizada no dia 6 deste mês, o deputado defendeu maior autonomia das instituições em investigações que visam combater a corrupção no território nacional. Outro ponto abordado por Aluisio Mendes, na ocasião, foi a cessão de aposentadorias compulsórias para integrantes de determinados órgãos públicos que cometam delitos administrativos.

Joabson Júnior é eleito vice-presidente do PHS em São Luís

Joabson JúniorO advogado Joabson Júnior, foi eleito ontem vice-presidente municipal em São Luís, do Partido Humanista da Solidariedade (PHS). Márcio Andrade foi quem ficou no comando da sigla.

A eleição para o comando do diretório municipal da sigla foi realizada ontem, sob a coordenação do deputado estadual Carlinhos Florêncio (PHS), presidente do partido no Maranhão.

Joabson Júnior tem se destacado na advocacia maranhense. É vice-presidente da Comissão de Direito da Pessoa com Deficiência da OAB, secção Maranhão e também tem atuação voltada na defesa dos direitos do consumidor. No mês passado, por exemplo esteve – já pela segunda vez -, na bancada do Bom Dia Mirante, esclarecendo dúvidas sobre os direitos para este segmento.

Jovem, e com uma visão moderna a respeito do que é e para que serve a política, ele terá como missão ajudar o diretório municipal a reorganizar o partido em São Luís.

Vai elaborar projetos que devem ser aproveitados na incorporação do programa do partido na capital e definir metas para as eleições de 2016 junto aos demais membros da direção da sigla.

Além de Joabson Júnior, foram eleitos vice-presidentes, Gaguinho e Louro; primeiro secretário, Jorge Campos; segundo secretário, Marinho da Aurora; terceiro secretário, Metanol; tesoureiro, Henrique Marinho e como membro da comissão, Wagner.

Waldir Maranhão entre os 39 deputados federais réus

Waldir Maranhão

Waldir Maranhão, que é do PP

Jorge Aragão – Se o domingo (01) foi de comemoração para o deputado federal Waldir Maranhão (PP), pois foi eleito primeiro vice-presidente da Câmara Federal, a segunda-feira (02) já não iniciou tão bem assim.

O G1 fez um levantamento entre todos os deputados federais que tomaram posse no domingo e constatou que 39 parlamentares estão respondendo na Justiça processos criminais.

A bancada maranhense possui um único parlamentar nesta seleta lista e justamente o recém-eleito primeiro vice-presidente da Câmara Federal, deputado Waldir Maranhão. O maranhense, segundo o levantamento, responde processo por captação ou gasto ilícito em campanha eleitoral.

Diga-se de passagem, o PP é o segundo partido com maior número de deputados que estão respondendo processos, já que cinco dos 37 parlamentares federais do PP estão enrolados com a Justiça. O PP só perde, em quantidade, para o PMDB, que possui nove dos 66 deputados respondendo a processos.

Para ter acesso ao levantamento do G1 e verificar os demais 38 deputados, basta clicar aqui.