Adversários perdidos com o posicionamento firme de Alexandre Almeida

Desde o início da semana, quando resolveu atacar o candidato ao Senado Edison Lobão (MDB), o deputado estadual Alexandre Almeida (PSDB), candidato ao Senado na chapa de Roberto Rocha (PSDB), tem sido alvo de suposições sobre a motivação de seu posicionamento forte no programa eleitoral.

Ontem ele resolveu “partir para cima” do candidato Weverton Rocha (PDT), da chapa de Flávio Dino (PCdoB).

Para aliados de Flávio Dino, a exemplo do deputado estadual Rogério Cafeteira (DEM), nas entrelinhas, o posicionamento de Almeida pode ter sido articulado para beneficiar o também candidato ao Senado, Sarney Filho (PV).

Cafeteira utilizou o seu perfil no twitter para levantar a polêmica: “Alexandre Almeida já alfinetou Weverton e Lobão na TV, será que fará o mesmo com Sarney Filho?”, questionou.

Já Joaquim Haickel, que já foi aliado do grupo Sarney, flertou com Flávio Dino logo após a eleição de 2014 e agora retorna ao berço, sugere intervenção de Dino.

“Vocês devem estar se perguntando, porque Flávio Dino patrocinaria o ataque de Alexandre Almeida a Weverton? Para semear o caos no grupo Sarney, esfacelar o grupo adversário e vencer a eleição no primeiro turno! Se precisar sacrificar um companheiro para isto, o comunista não pensaria duas vezes”, disse.

Estão literalmente perdidos em suas próprias convicções e análises.

Vamos aguardar os próximos programas do candidato…

“Velho Maranhão”: programa de Alexandre Almeida ataca Weverton

Depois de atacar o candidato à reeleição Edison Lobão (MDB), o deputado estadual Alexandre Almeida (PSDB), candidato ao Senado, tornou Weverton Rocha (PDT) como alvo.

O programa do tucano que foi ao ar como inserção tratou o pedetista como herdeiro da “velha política” do Maranhão.

A inserção de Almeida afirma que Weverton Rocha responde a processo por corrupção. Na peça a uma provável encenação entre dois supostos eleitores do pedetistas que decidem mudar de voto após terem sido informados dos processos.

Suplência de Eliziane Gama pode sobrar para o PT

É cada desagradável a situação do Partido dos Trabalhadores (PT) no Maranhão, para a disputa das eleições 2018.

A legenda – que não vai ficar com nenhuma vaga da chapa majoritária do governador Flávio Dino (PCdoB) -, terá de correr atrás de uma suplência de senador da pré-candidata Eliziane Gama (PPS).

Isso porque as duas suplências da chapa do outro pré-candidato comunista, Weverton Rocha (PDT), já estão definidas.

Tratam-se de Roberth Bringel e Camila Holanda, como antecipou hoje com exclusividade, o jornalista Jorge Aragão [leia aqui].

Ocupar espaços na suplência de Eliziane Gama, contudo, deve deixar constrangidos os petistas.

Gama votou pela admissibilidade do processo de impeachment da ex-presidente da República, Dilma Rousseff, na ocasião das discussões na Câmara Federal.

Depois disso, foi rotulada de “golpista” pelos militantes de esquerda.

Como esse mundo é pequeno, é justamente Gama quem pode dar abrigo agora ao já pequenino PT.

Eu hein…

PT decide apoiar a reeleição de Flávio Dino

Dono do maior tempo proporcional de apresentação no Programa Eleitoral Gratuito no rádio e na televisão, o Partido dos Trabalhadores, no Maranhão, decidiu há pouco pelo apoio à reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB).

A sigla, contudo, poderá indicar nomes apenas à primeira ou segunda suplências ao Senado dos pré-candidatos Eliziane Gama (PPS) – que votou pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT) -, e Weverton Rocha.

Nos bastidores da política a situação da sigla é vexatória, uma vez que a legenda acabou diminuta no atual cenário político.

O PT chegou a lançar a pré-candidatura de Aníbal Lins ao Governo do Maranhão, mas o sindicalista  desistiu do pleito hoje cedo.

Marcio Jardim também ensaiou pré-candidatura ao Senado, com o discurso de fortalecimento da legenda no Maranhão, mas foi atropelado pelos correligionários aliados do comunista.

Com isso, o PT já entra pequeno na disputa.

Sem espaços e sem nomes na disputa majoritária.

 

Flávio Dino confirma Eliziane e Weverton na chapa para o Senado

O governador Flávio Dino (PCdoB) confirmou, no fim de semana, os deputados federais Eliziane Gama (PPS) e Weverton Rocha (PDT) na chapa majoritária para a disputa do Senado.

A confirmação ocorreu durante o evento de pré-campanha do comunista “Diálogos pelo Maranhão”, do qual participaram lideranças políticas e presidentes de partidos alinhados ao projeto do chefe do Executivo.

– Com este grupo não estou sozinho e tenho certeza que, com Eliziane, Weverton, Brandão, Márcio Jerry e tantos outros, conseguiremos vencer novamente esta luta – disse.

Carlos Brandão, vice-governador do Maranhão, também foi confirmado por Dino.

 

Waldir Maranhão, Eliziane Gama e Weverton Rocha: alguém vai dançar…

Ganhou forte repercussão o pedido de filiação do deputado federal Waldir Maranhão (Avante) aos quadros do PT.

Waldir é uma imposição da direção nacional da sigla para a disputa por uma das vagas ao Senado pela chapa do governador Flávio Dino (PCdoB).

O parlamentar é tratado como prioridade da legenda após ter atuado em defesa da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) na ocasião em que presidiu, de forma interina, a Câmara Federal.

Ele chegou a anular a sessão que declarou o impedimento da ex-presidente. Depois, ameaçado de ser expulso do PP e por consequência perder o mandato, teve de voltar atrás e dar prosseguimento ao processo de impeachment.

Ocorre que Waldir desembarca numa possível chapa do governador Flávio Dino já pré-estabelecida.

Dino tem como pré-candidatos ao Senado os deputados federais Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS).

O primeiro foi acolhido por Dino após o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, impor o seu nome em troca da manutenção do partido na base do Governo do Estado.

A segunda conseguiu aproximar o comunista – que disputará a reeleição -, da comunidade evangélica, sobretudo da Igreja Assembleia de Deus.

São três os nomes na mesa para a formação da chapa majoritária de Flávio Dino.

Apenas duas vagas, contudo, estarão em jogo.

Alguém vai dançar…

Governistas em disputa pelo Senado

A definição do governador Flávio Dino (PCdoB) pelo apoio ao deputado federal Weverton Rocha (PDT) como sua primeira opção de pré-candidato a senador nas eleições de 2018 – declaração oficial do comunista a favor do pedetista foi dada há dez dias, em evento do PDT -, acirrou a disputa entre outros aliados pela indicação ao segundo posto na chapa majoritária governista.

No ano que vem haverá eleição de dois senadores e, no Maranhão, após o apoio formal de Dino a Weverton, intensificaram as agendas políticas os deputados federais José Reinaldo Tavares (ainda no PSB) e Eliziane Gama (PPS), ambos também pretensos candidatos ao Senado.

No sábado, 9, Gama reuniu-se com jornalistas em São Luís e garantiu que sua pré-candidatura é “irreversível”. Ela garantiu que segue em conversas com o governador, mesmo após notícias dando conta de que ele teria definido Zé Reinaldo como seu segundo candidato.

“Aqueles que falam em distanciamento de Flávio Dino desconhecem minha aproximação política com o governador em diversos momentos. Ele continuará contando com meu apoio”, disse.

A parlamentar também mandou uma espécie de recado a Weverton Rocha, ao citar “grandes estruturas de campanha”. O pedetista é quem tem mobilizado maior militância, em eventos por todo o estado, para reforçar seu projeto.

“Estamos firmes nesta meta, principalmente por corresponder às expectativas. Não vou me acovardar diante das grandes estruturas de campanha que turvam as escolhas do eleitorado”, declarou Eliziane.

Suplência – Tratado como prioridade no DEM – partido para o qual deve migrar assim que oficializar sua saída do PSB -, Zé Reinaldo já trabalha na montagem da sua chapa própria.

Ontem ele esteve em Teresina, na residência do empresário Dedé Macedo (PDT). Na ocasião, fechou-se questão sobre dois pontos: o apoio da família do pedetista à pré-candidatura do parlamentar em troca de uma vaga de primeiro suplente.

O mais cotado para o posto é Hernando Macedo, ex-prefeito de Dom Pedro, mas não se descarta o nome do próprio empresário como companheiro de chapa.

Acompanharam o encontro o suplente de deputado estadual Rafael Leitoae o ex-deputado Chico Leitoa, ambos também do PDT.

Dedé Macedotem fortes ligações com o próprio governador Flávio Dino e ganhou notoriedade nas eleições de 2014, quando foi um dos principais financiadores da campanha.

De O Estado.

Senado: aumenta a pressão de aliados sobre Flávio Dino

*Flávio Dino encurralado

Aliados políticos do governador Flávio Dino (PCdoB) começam a pressioná-lo de várias formas – uns mais, outros menos – pela sua decisão em relação à chapa de senadores com a qual vai para a disputa de 2018. Os pré-candidatos -Weverton Rocha (PDT), Waldir Maranhão (sem partido), Eliziane Gama (PPS) e José Reinaldo Tavares (PSB) – querem uma definição de Dino para que possam botar o bloco na rua e buscar viabilização entre prefeitos, classe política e população.

E essa pressão de vários lados encurrala cada vez mais o governador. Dino tem suas preferências para o cargo, mas sabe que não poderá contar apenas com elas para fazer suas escolhas. Se pudesse, já teria dado uma das vagas para um amigo pessoal (nomes como Mário Macieira, Francisco Gonçalves e Bira do Pindaré seriam os favoritos) e a outra para Waldir Maranhão, honrando o compromisso assumido quando da votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

O governador não tem afeições porWeverton Rocha, parece não confiar em Eliziane Gama e guarda ressentimento de José Reinaldo Tavares. Mas sabe que não pode, simplesmente, abrir mão desses aliados antes das convenções de julho de 2018. E vai querer empurrar a decisão até lá.

E é exatamente porque sabem da estratégia do governador que os pré-candidatos a senador começam a fazer pressão cada vez mais forte por uma decisão imediata. Afinal, sabem que, chegando julho, não terão tempo hábil para tomar outro rumo se forem preteridos.

E ele só tem duas vagas.

*Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Guerra senatorial

Mais cedo ou mais tarde, o governador Flávio Dino (PCdoB) vai ter de se impor para resolver um problema sério na sua base de apoio, que pode lhe trazer problemas graves na formação de sua chapa. Seus pré-candidatos a senador estão em clima de guerra aberta pelas vagas.

E cada um com riscos claros para o próprio futuro político. Veja a situação de cada um:
Weverton Rocha (PDT): mais articulado entre os pré-candidatos dinistas, o deputado federal tenta mostrar força nacional com sua atuação como líder pedetista. E precisa viabilizar-se candidato porque sua vaga na Câmara é disputada intensamente por aliados.

Waldir Maranhão (PP): o deputado federal pepista tenta gerar fatos de todas as formas para se viabilizar com a cúpula do PT, que ele entende ser o caminho para convencer Dino. Nos últimos dias, foi visto acompanhando Lula no périplo do ex-presidente pelo Nordeste.

José Reinaldo Tavares (PSB): o ex-governador imaginava que seria simplesmente ungido por Flávio Dino, mas sente o desprezo do governador e de seus aliados mais próximos, como o secretário Márcio Jerry, que mostra clara rejeição ao seu nome.

Eliziane Gama (PPS): a deputada negou o apoio da Igreja Assembleia de Deus em uma jogada de risco, em que cedeu a vaga de candidata a deputada federal para outro membro da denominação religiosa. Agora, não pode mais recuar e espera o apoio de Dino.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Crise na disputa pelo Senado

Crise senatorial*

O deputado federal Waldir Maranhão (PP) é um dos mais polêmicos e controversos aliados do governador Flávio Dino (PCdoB). A partir dele já foram geradas crises em âmbito estadual e nacional, a pedido do governador comunista. Agora, Maranhão começa a cobrar a fatura, com a força de ninguém menos que o ex-presidente Lula (PT).

Maranhão tem avisado colegas de bancada, senadores, prefeitos e, principalmente, os adversários dentro do próprio grupo, que será um dos dois candidatos a senador na chapa de Flávio Dino. Esta indicação teria sido garantida pelo próprio Lula, que pediu pessoalmente por Waldir ao governador maranhense.

O problema é que Flávio Dino tem outros dois postulantes ao Senado em sua chapa, ambos com cacife eleitoral no estado.

O primeiro é o deputado federal Weverton Rocha (PDT). O outro é o ex-governador e também deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB). Com apoio de ninguém menos que o presidente da Famem, Cleomar Tema (PSB), e um grupo de prefeitos e deputados federais e estaduais, Tavares só espera a chancela pessoal de Flávio Dino para cair em campo.

Mas, pela ótica de Waldir Maranhão, é pouco provável que Dino declare apoio a Tavares. Por isso é que se desenha no horizonte uma crise de proporções senatoriais na seara do comunismo maranhense.

*Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão