Juscelino confirma convite do DEM a Felipe Camarão

O presidente do Democratas no Maranhão, deputado federal Juscelino Filho, confirmou ontem, em entrevista ao jornalista Jorge Aragão, da Rádio Mirante AM, que o partido tem mesmo interesse em contar com o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, em seus quadros.

A possível filiação do titular da Seduc começou a ser aventada pela imprensa no fim de semana e, ao mencionar o tema, o presidente da sigla destacou que formalizou um convite ainda no ano passado, mas que ainda não houve oficialização, apenas conversas.

“O Felipe Camarão é um excelente nome no atual quadro da política maranhense e todos esses bons nomes interessam ao DEM. Será uma honra para o partido tê-lo conosco, mas ainda não existe nada de oficial. O convite foi feito desde o ano passado e seguimos conversando”, afirmou.

Para Juscelino Filho, além de um ganho para o partido – que, assim, pode passar a ter o controle de uma das mais importantes pastas do governo –, uma possível filiação de Camarão pode representar maiores chances de parceria com o governo Michel Temer, onde o DEM já tem o controle do Ministério da Educação, como deputado Mendonça Filho.

“Seria bom também pelo fato do ministro da Educação, Mendonça Filho, ser do DEM, isso facilitaria muito o diálogo e novas parcerias para o Maranhão”, lembrou Juscelino.

O próprio Felipe Camarão ainda não se pronunciou sobre o assunto. Procurado por O Estado, o principal articulador político do Palácio, secretário Márcio Jerry (PCdoB) disse desconhecer do tema. “Não sei. Está aí em blogs”, disse.

Senado – Entre aliados do governador Flávio Dino (PCdoB) a possibilidade de filiação de Felipe Camarão ao DEM seria uma forma de confirmar que o comunista não deve mesmo apoiar a pré-candidatura do deputado federal Zé Reinaldo.

O parlamentar tem confirmada para fevereiro sua filiação ao DEM e ainda acredita no cumprimento de um acordo pelo apoio do seu projeto rumo ao Senado.

Se o DEM assumir o controle da Seduc via Felipe Camarão, entendem os mais próximos do Palácio dos Leões, o partido estaria contemplado e Dino, por consequência, desobrigado de hipotecar apoio a Zé Reinaldo que, nesse caso, pode até desistir da filiação.

Saiba Mais

Uma das especulações sobre a possível filiação de Felipe Camarão ao DEM dá conta de que, além de assumir o controle da Seduc, o partido indicaria o próprio secretário como candidato a vice-governador na chapa de Flávio Dino. Nesse caso, o atual vice-governador, Carlos Brandão (PRB), investiria numa candidatura a deputado federal.

Reportagem de O Estado

Desprezo e humilhação

O governador comunista Flávio Dino mostra, a cada movimentação ou discurso político, um distanciamento cada vez maior do ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB), atual deputado federal que sonha ser o seu candidato a senador.

As declarações de Dino sobre o assunto – ele já escolheu o também deputado Weverton Rocha (PDT) para a primeira vaga – mostram que Tavares não é, nem de longe, o preferido para a segunda vaga.

A postura de desprezo de Dino em relação ao ex-governador – que foi o responsável pela inserção do comunista na vida pública, ao bancar sua eleição a deputado federal em 2006 – chega a ser até humilhante.

Na lista de candidatos de Dino há outros dois deputados federais postulantes à vaga de senador: Eliziane Gama (PPS) e Waldir Maranhão (Avante).

Em condições normais de gratidão e articulação, natural que o governador já tivesse se posicionado favorável ao seu padrinho, com maior cabedal eleitoral do que os dois. Mas Dino prefere silenciar, alimentando o sonho de todos, num processo de humilhação que nem o maior inimigo do governador mereceria.

Diante do desprezo de Flávio Dino, José Reinaldo apelou para o DEM, que chegou a trazer seu presidente nacional, Rodrigo Maia, para dizer ao governador que a legenda só coligaria com o PCdoB com a condição de ter Tavares – que ainda continua no PSB – na chapa senatorial.

Mesmo diante da pressão do DEM o comunista manteve-se calado em relação à vaga. Mas, sem ter para onde ir, José Reinaldo prefere manter-se à espera de uma decisão.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Guerra senatorial

Mais cedo ou mais tarde, o governador Flávio Dino (PCdoB) vai ter de se impor para resolver um problema sério na sua base de apoio, que pode lhe trazer problemas graves na formação de sua chapa. Seus pré-candidatos a senador estão em clima de guerra aberta pelas vagas.

E cada um com riscos claros para o próprio futuro político. Veja a situação de cada um:
Weverton Rocha (PDT): mais articulado entre os pré-candidatos dinistas, o deputado federal tenta mostrar força nacional com sua atuação como líder pedetista. E precisa viabilizar-se candidato porque sua vaga na Câmara é disputada intensamente por aliados.

Waldir Maranhão (PP): o deputado federal pepista tenta gerar fatos de todas as formas para se viabilizar com a cúpula do PT, que ele entende ser o caminho para convencer Dino. Nos últimos dias, foi visto acompanhando Lula no périplo do ex-presidente pelo Nordeste.

José Reinaldo Tavares (PSB): o ex-governador imaginava que seria simplesmente ungido por Flávio Dino, mas sente o desprezo do governador e de seus aliados mais próximos, como o secretário Márcio Jerry, que mostra clara rejeição ao seu nome.

Eliziane Gama (PPS): a deputada negou o apoio da Igreja Assembleia de Deus em uma jogada de risco, em que cedeu a vaga de candidata a deputada federal para outro membro da denominação religiosa. Agora, não pode mais recuar e espera o apoio de Dino.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Sousa Neto confronta Othelino e enquadra Fernando Furtado

Deputado estadual Sousa Neto

Deputado estadual Sousa Neto

O deputado estadual Sousa Neto (PTN) confrontou há pouco na Assembleia Legislativa, o vice-presidente da Casa, deputado Othelino Neto (PCdoB).

O oposicionista fez referência à reportagem veiculada em cadeia nacional pela Rede Record, que abordou a pobreza no Maranhão, e criticou o fato de governistas apontarem os aspectos negativos do estado, às gestões do grupo Sarney.

Sousa Neto lembrou que também passaram pelo comando do Governo do Estado, políticos que pertencem ao grupo liderado pelo governador Flávio Dino (PCdoB), como o deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB) e Jackson Lago (PDT). Ele não citou mais também podem ser incluídos na lista, os ex-governador João Castelo (PSDB), Epitácio Cafeteira (PTB) e Luiz Rocha, pai do senador Roberto Rocha (PSB).

E apontou estes políticos também como responsáveis pelos baixos indicadores sociais do estado. “Os governos passados, como o de Jackson Lago e de Zé Reinaldo Tavares, também são responsáveis. No governo Zé Reinaldo, o qual o deputado Othelino foi secretário e, diga-se de passagem, teve uma gestão desastrosa na Secretaria de Meio Ambiente. Desastrosa”, disse.

Othelino rebateu o pronunciamento de Neto

Othelino rebateu o pronunciamento de Neto

Ele afirmou que possui documentos sobre a gestão de Othelino na pasta de Meio Ambiente, e disse que os apresentará após a base governista levantar dados da gestão de Ricardo Murad na Saúde. “Eu tenho todos os documentos que aqui que falam o que foi ele quando secretário de Meio Ambiente, mas vou esperar os documentos da Secretaria da Saúde saírem para a gente poder debater, já que ele esculhamba e fala tão mal do ex-gestor de Saúde”, disse.

Rebateu – Othelino Neto rebateu Sousa Neto. Ele afirmou que considera o oposicionista um parlamentar “gentil” e cuidadoso com as palavras, e pediu moderação em relação a si.

Fernando Furtado também foi alvo de críticas

Fernando Furtado também foi alvo de críticas

“A interpretação da minha gestão na SEMA é pessoal, subjetiva. Portanto, eu não vou fazer autoelogios, mas tenho muito orgulho de ter sido secretário de Meio Ambiente do meu Estado nos governos de Zé Reinaldo, que fez uma transição política importante”, disse.

Sousa Neto também desafiou o deputado Fernando Furtado (PCdoB) em relação à sua atuação na Colônia dos Pescadores de Pinheiro. Neto afirmou que no momento em que o comunista estiver presente no plenário [no momento do discurso ele era figura ausente], o confrontará com dados em relação à sua gestão.

Primeiro escalão do Governo permanece incompleto

José Reinaldo Tavares não assumiu posto no Governo

José Reinaldo Tavares não assumiu posto no Governo

O Estado – A posse do deputado federal Julião Amin (PDT) como novo secretário de Estado de Trabalho e Economia, ocorrida na sexta-­feira, no Palácio dos Leões, reforçou entre aliados do governador Flávio Dino (PCdoB) a tese de que o também deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB), ex­-governador do estado, não assumirá mais a pasta que deveria comandar.

Oficialmente o governo não trata do assunto. A reportagem pediu esclarecimentos à Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), sem sucesso. Segundo apurou O Estado, no entanto, o ex-­governador teria desistido em virtude de um desentendimento com o prefeito de Santa Inês, Ribamar Alves (PSB).

Ele é marido de Luana Alves (PSB), a primeira suplente de José Reinaldo, e teria atuado contra o colega de partido para movimentar o processo decorrente da Operação Navalha – durante a qual o ex-­governador chegou a ser preso pela Polícia Federal.

Tavares foi indicado pelo comunista para ocupar a Secretaria de Estado das Minas e Energia ainda no dia 24 de novembro de 2014. Dino era, então, apenas governador eleito. Assim que o tomou posse o novo governador do Maranhão, começaram as especulações sobre o socialista, que preferiu não assumir logo a secretaria, sob a alegação oficial de que aguardaria ser empossado na Câmara dos Deputados, para, então, pedir licença do mandato parlamentar.

Nesse meio tempo, José Reinaldo garantiu a efetivação de sua estrutura, com a nomeação de 19 assessores na secretaria. Entre eles Aziz Tajra Neto, homem de sua estrita confiança, que foi chefe da Casa Civil do seu governo. Com a equipe por ele próprio formada, restava a posse. O que deveria ter ocorrido, segundo o rito normal, na sexta­-feira, junto com Julião Amin, que tinha situação idêntica a sua. Mas José Reinaldo, que esteve no Palácio dos Leões na ocasião – já que participou de reunião com Flávio Dino logo após a posse do pedetista -,­ novamente não tocou no assunto.

Futuro secretário de Estado, Zé Reinaldo é denunciado pelo MPF

José Reinaldo Tavares foi denunciado pelo MPF

José Reinaldo Tavares foi denunciado pelo MPF

O ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB), futuro secretário de Estado das Minas e Energias do governo Flávio Dino (PCdoB), é alvo de denúncia do Ministério Público Federal (MPF) recebida nesta semana pelo juiz José Carlos do Vale Madeira, da 5ª Vara da Justiça Federal do Maranhão.

A denúncia é resultado da ação penal 536/BA, sobre crimes relacionados à execução de obras públicas do Maranhão, Alagoas, Sergipe e Piauí, referentes ao “Evento Maranhão”, resultado da Operação Navalha, da Polícia Federal, que em 2007 desmontou um esquema de fraudes de licitações de recursos públicos federais em favorecimento de uma construtora.

Além de Zé Reinaldo, outras 60 pessoas foram denunciadas pelo MPF.

Em decorrência da perda do mandato do então governador do Maranhão, Jackson Lago, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu pelo desmembramento do processo. Na decisão – publicada nesta semana –, José Carlos do Vale Madeira destaca a consistência de peculato, corrupção ativa, corrupção passiva e formação de quadrilha, delitos cometidos na execução do contrato celebrado entre o Estado do Maranhão e a empresa Gautama e declara ainda: “vejo que a denúncia descreve detalhadamente os fatos que sustentam as imputações, apresentando elementos indicativos de que os denunciados sejam possivelmente os autores dos ilícitos penais em questão”.

Ele solicitou à Superintendência Regional do Departamento de Polícia Federal (DPF) do Maranhão, o cadastramento dos denunciados no Instituto Nacional de Identificação (INI).

Com informações do Imirante.com

De olho no PSB

José Reinaldo não desistiu do Senado

José Reinaldo não desistiu do Senado…

Não só o grupo político de Flávio Dino (PCdoB) como as demais alas oposicionistas assistem capítulo por capítulo da novela do PSB envolvendo o vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha e o ex-governador José Reinaldo Tavares.

Prova disso é que todos ficarão atentos aos resultados do encontro de amanhã da direção estadual do partido com o presidente nacional da sigla, governador de Pernambuco Eduardo Campos.

O imbróglio, provocado por Flávio Dino – que prometeu apoio aos dois para a disputa do Senado pela oposição, mas depois silenciou e preferiu o recuo – ganhou novamente destaque, após José Reinaldo afirmar que a oposição o deve um mandato no Senado.

Ainda é uma incógnita, por exemplo, a postura que deverão tomar qualquer um dos dois [Rocha ou Tavares] ao serem contrariados por Eduardo Campos.

...Roberto Rocha também não

…Roberto Rocha também não

E o que acontece com os demais partidos que ainda negociavam com Flávio Dino uma aliança para 2014? O PSDB, por exemplo, quer indicar João Castelo ao Senado.

E um pouquinho mais adiante: caso Flávio consiga alcançar uma aliança com PT, como fica o palanque do PSB no Maranhão? Como fica também o acordo com o PDT para a vice-governadoria? Dificilmente será mantido, essa é a verdade.

E é por isso que todos aguardam as definições do PSB e a reação do comunista com as definições que já podem começar amanhã…

“A oposição me deve um mandato no Senado”, diz Zé Reinaldo Tavares

José Reinaldo não desistiu de vaga

José Reinaldo não desistiu do Senado Federal

O ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB), como havia adiantado o blog na semana passada, não desistiu da candidatura ao Senado pelo seu partido político. Ele rebateu, em seu blog, as declarações do vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha, e garantiu que a decisão do presidente nacional da legenda, Eduardo Campos, em relação ao nome escolhido para a disputa ainda não foi tomada.

Zé Reinaldo disse que a oposição o deve um mandato de senador, e lembrou que em 2010, quando concorreu ao posto – apareceu de maneira inesperada – uma segunda candidatura [a de Roberto Rocha], o que fez com que a oposição perdesse a vaga.

É bom lembrar sempre que eu deixei de ser eleito senador em 2006, quando vencemos as eleições contra Roseana, porque não quis abandonar o projeto de fazer a oposição vencer a família Sarney, como de fato aconteceu. Se tivesse pensado só em mim, como, aliás, todos antes de mim fizeram, nós teríamos perdido a eleição e hoje não existiria esse clima de mudança que domina o Maranhão. E paguei caro por isso. Todos sabem. Portanto, a oposição deve a mim um mandato de senador, embora tenha sido a própria oposição que tenha impedido a minha eleição em 2010 ao senado, pois – até hoje não foi explicado – apareceu mais um candidato, de maneira inesperada, que só serviu para dividir nossos votos e impedir a eleição de um membro da oposição.”, afirmou.

O ex-governador assegurou que no PSB não há candidatura ao Senado pré-estabelecida pela direção nacional. Ele também afirmou que mesmo sem estar em campanha e sem participar de atos políticos ao lado de Flávio Dino, como é o caso de Rocha, aparece com boa colocação nas pesquisas de intenções de votos, o que serve para reafirmar ainda mais o seu nome ao Senado.

E na conversa com Eduardo Campos coloquei, sem deixar qualquer dúvida, a minha posição. E aí tive a certeza, como testemunhou Marcelo Tavares, de que não há candidatura ao senado pré-estabelecida pela direção nacional. E explico: disse a Eduardo que pesquisa recente mostrava que eu e Roberto Rocha venceríamos as eleições para o senado tanto contra Roseana Sarney quanto Gastão Vieira. Porém, eu era o único que não estava em campanha e nem havia participado, ainda, das viagens com Flávio Dino ao interior, embora todos os outros estivessem. Vi então que não há decisão sobre isso. Sim, porque se tivesse, ele teria aproveitado o momento e teria dito simplesmente que então eu iria ser candidato a deputado federal e Roberto a senador. Não é verdade? Seria normalíssimo. Mas não foi assim. Ele disse que essa decisão seria tomada pela direção nacional e estadual do partido, e que abriria um prazo para um entendimento local, já que essa decisão não precisa ser tomada agora.”, escreveu.

Eduardo Campos virá sexta-feira a São Luís. E independentemente da decisão que for tomada, pode haver mais um racha na oposição. Vale aguardar…

“Flávio não me ouviu e já começa a se contaminar”, diz Zé Reinaldo sobre apoio a Edivaldo Júnior em 2012

´Zé Reinaldo em Caxias

´Zé Reinaldo em Caxias

O ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) não para de abrir polêmicas no seio oposicionista. Ontem, ele deixou um pouco de lado a confusão interna de seu partido político, em encontro na Academia Caxiense de Letras, para falar um pouco sobre o distanciamento de Flávio Dino (PCdoB) do prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PTC).

Tavares falou do erro de Flávio Dino em ter montado o consócio em 2012 para derrubar o prefeito João Castelo (PSDB). Ele lembrou que houve mágoa dos nomes não escolhidos o que resultou no afastamento do ex-prefeito Tadeu Palácio (PP) e da deputada estadual Eliziane Gama (PPS) ao projeto dinista para 2014.

“Flávio, não sai candidato nem lança ninguém”, lembrou de seu discurso na ocasião.

“Ele não me ouviu e preferiu apoiar o Edvaldo Holanda Júnior, que é um bom rapaz, mas é inexperiente e o Flávio já começa a se contaminar”, disse e completou: “por conta disso [da contaminação], já se afastou dele”.

Zé Reinaldo também falou da falta de habilidade política de Flávio Dino. “Ele já é o favorito nas eleições do ano que vem, mas se ele fosse mais dedicado na política, se chamasse os prefeitos aliados da governadora para conversar e reconhecer que os mesmos precisam receber os recursos do Governo do Estado, ele com certeza já estaria com a vitória garantida”, disse Zé Reinaldo.

O post completo, onde ele também fala da vinda a São Luís do presidente do PSB, governador de Pernambuco Eduardo Campos, para a escolha do candidato ao Senado, pode ser vista no blog do Saba.

Informações também no blog do Ludwing

Zé Reinaldo e a crise no PSB

ze-reinaldo1As declarações do ex-governador José Reinaldo Tavares sobre a sua recondução e a de aliados à direção estadual do PSB e consequentemente o isolamento do vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha, e do prefeito de Santa Inês, Ribamar Alves, abriu nova crise interna no partido. Apesar de não confrontarem Tavares, tanto Rocha quanto Alves afirmaram desconhecer a decisão do presidente nacional da legenda e governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Ambos, no entanto, garantem que continuarão trabalhando pelo fortalecimento do partido para a eleição de 2014.

Ribamar Alves afirmou não ter sido informado oficialmente sobre a decisão de Campos em relação à direção da legenda no Maranhão. “Desconheço essa posição de Eduardo Campos”, afirmou.

Alves, que ocupa a vice-presidência de articulação institucional do partido desde junho, afirmou, no entanto, que deverá respeitar qualquer que seja a decisão do diretório nacional da sigla. Ele pontuou dois motivos: “Como membro do PSB e militante, não tenho nada a discutir, por dois motivos. Primeiro: eu pedi para incluir o meu nome na comissão provisória. Segundo, a comissão, por ser provisória, pode ser modificada a qualquer momento pela executiva nacional e como militante, acato a decisão emanada da cúpula dirigente”, afirmou.

Já o vice-prefeito de São Luís – que tenta se articular para a disputa do Senado pelo partido, contra o próprio José Reinaldo – preferiu acreditar que o ex-governador pode ter sido mal compreendido. “Não costumo comentar declarações de companheiros de partido. Minha preocupação é ajudar o PSB para a eleição 2014. Mas me recuso a entender desta forma [isolamento no partido, como sugeriu Tavares]. Acho que ele foi mal compreendido”, afirmou.

Recondução – José Reinaldo Tavares insinuou na última quinta-feira que o vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha, e o prefeito de Santa Inês, Ribamar Alves, deixarão as posições que hoje ocupam na direção do PSB no Maranhão.

O ex-governador disse ter participado de uma reunião com o presidente nacional da sigla, Eduardo Campos, de onde saiu a decisão de sua recondução à executiva estadual, junto com os deputados estaduais Marcelo Tavares e Cleide Coutinho, além do advogado José Antônio Almeida. Eles haviam deixado a direção estadual do partido no ano passado.

O ex-governador ainda afirmou que por sua orientação, o prefeito de Timon, Luciano Leitoa, deve permanecer na presidência do partido. “Voltaremos todos para a Executiva do partido: eu, Marcelo [Tavares], José Antônio [Almeida] e Cleide [Coutinho], que também terá espaço para outras alas do partido. Sugerimos a permanência de Luciano Leitoa, correligionário muito querido no partido, na executiva, como desejar Eduardo”, disse.

Informações de O Estado