Madeira diz que Zé Reinaldo só não será candidato no PSDB se insistir em apoiar Braide

O secretário-Geral do PSDB no Maranhão, ex-prefeito de Imperatriz Sebastião Madeira, não amenizou a crise política instalada no partido comandado no Maranhão pelo senador Roberto Rocha.

A O Estado, ele afirmou que o ex-governador José Reinaldo Tavares continua como opção da sigla para a disputa do Senado da República, desde que pare de insistir no “seu posicionamento”.

Madeira referia-se ao fato de Zé Reinaldo ter defendido apoio à pré-canididatura de Eduardo Braide, do PMN, ao Palácio dos Leões. A postura tem incomodado porque o PSDB tem um pré-candidato próprio ao Executivo: Roberto Rocha.

“O Zé Reinaldo permanece candidato. Isto somente poderá mudar se ele insistir na posição que tem tomado”, disse Madeira.

De acordo com Madeira, a partir do momento em que reafirmou apoio a pré-candidatura de Eduardo Braide, Zé Reinaldo não voltou a conversar com a direção do PSDB.

“Não chegamos a conversar após a posição do deputado Zé Reinaldo. Ele não nos procurou para falar a respeito da polêmica que foi gerada”, explicou.

Rejeitado pelo governador Flávio Dino, Zé Reinaldo também enfrenta forte resistência no PSDB.

E já não pode mais mudar de partido…

Zé Reinaldo anuncia filiação ao PSDB

COMUNICADO À IMPRENSA

Com o respeito e a cordialidade que sempre mantive com a imprensa maranhense e por entender que o compromisso fundamental dos comunicadores profissionais é com a responsabilidade na divulgação da verdade dos fatos, acima de especulações, faço os esclarecimentos que seguem.

Tenho uma antiga e sólida ligação com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Fomos colegas na Câmara dos Deputados, fomos vice-governadores e, em seguida, governadores de nossos estados, na mesma época. Possuo muito respeito pelo homem e pelo político Alckmin. Conservo também uma amizade muito antiga e forte com o coordenador da campanha do governador Alckmin à Presidência, senador Tasso Jereissati, pois vivemos juntos grandes episódios da história política brasileira e isso permitiu que, por diversas vezes, conversássemos sobre o Maranhão.

Na última terça-feira (20), encontrei com o governador Alckmin, na posse da deputada Tereza Cristina, minha amiga do PSB, agora no DEM, na Frente Parlamentar em Defesa da Agricultura. Ele me viu e veio falar comigo sobre o Maranhão e eu disse que estou sempre pronto a ajudá-lo. Na terça feira à noite, recebi uma ligação do governador me convidando para ir a São Paulo conversarmos, convite que eu prontamente atendi na quarta-feira passada (21).

Tivemos um longo e produtivo diálogo. O governador pediu apenas que eu aguardasse uma conversa sua com o senador Roberto Rocha, presidente do partido no Maranhão. Queria ouvi-lo sobre o que discutimos. Ontem (30), sexta-feira, logo cedo pela manhã, ele me ligou para dizer que tinha conversado com Roberto Rocha que, por sua vez, teceu elogios à minha pessoa, o qual agradeço agora, publicamente. Roberto afirmou que não havia impedimento da parte dele para que esse entendimento pudesse se concretizar. Com essa compreensão, esclareço o que ficou decidido:
o governador Alckmin terá, como em São Paulo, dois palanques no Maranhão. Um, do seu partido, o PSDB, que terá como candidato a governador Roberto Rocha, como já está decidido, e outro palanque com Eduardo Braide, candidato ao governo do Maranhão, também com o apoio de Alckmin.

Eu, portanto, me filiarei ao PSDB, serei candidato ao Senado e apoiarei Alckmin nos dois palanques. Além do apoio que recebi do governador paulista, discutimos muito a sua campanha no Estado e fiz um acordo com ele. Se eleito presidente do Brasil, Geraldo Alckmin apoiará os projetos estruturantes do Maranhão, bem como viabilizará o programa proposto pelo Nobel de Economia, James Heckman, a ser transformado em projeto social por mim e outros, com objetivo de diminuir a desigualdade e a pobreza, preparando melhor as novas gerações de maranhenses. Consegui ainda o compromisso de Alckmin com a nossa refinaria e com o polo petroquímico, que trará milhares de empregos e empresas para o Maranhão. Firmamos compromisso também com o Centro Espacial Brasileiro de Alcântara, com o Programa Espacial Brasileiro, com o apoio à vinda de um parque industrial da indústria espacial e com o Fundo de Desenvolvimento das Comunidades Quilombolas de Alcântara, que estou propondo.

O governador prometeu uma Cooperativa de Microcrédito para homens e mulheres pobres poderem ter acesso a dinheiro barato e, assim, abrirem seus pequenos negócios, além de apoio técnico de São Paulo para qualificar professores, capacitar trabalhadores maranhenses para o trabalho, apoio firme para o nosso Sistema de Saúde e da nossa Segurança.

Desta forma, meus amigos, entraremos firmes na campanha, não apenas a eleitoral, mas na mais importante de todas, a de combater as causas ainda intocadas da pobreza em nosso Estado – a minha maior aspiração como homem público. Vamos juntos colocar o Maranhão em novo patamar de desenvolvimento.
Com minhas cordiais saudações,

José Reinaldo Tavares
Deputado Federal

DEM na briga…

Engana-se quem pensa ser fato consumado a aliança do partido Democratas com o PCdoB do governador Flávio Dino. Apesar das articulações de interesses do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (RJ), com o comunista maranhense, há outras peças vinculadas ao DEM que não vêem com bons olhos essa aliança.

E trabalham freneticamente contra isso.

E nesse meio de campo está ninguém menos do que o ex-governador José Reinaldo Tavares (sem partido). Filiado histórico ao DEM, desde quando a legenda se chamava PFL, Tavares tem relações de longa data com os principais dirigentes do partido, que não dão uma pataca furada pela candidatura de Rodrigo Maia ao Palácio do Planalto.

E a possibilidade de entrada do presidente Michel Temer (MDB) na disputa pela reeleição anima ainda mais o xadrez político.

O DEM fica numa espécie de meio-caminho entre o MDB e o PSDB e tem quase nada ou nenhuma relação política, ideológica, programática ou doutrinária com o PCdoB. Os dois partidos são absolutamente distintos entre si, e só na cabeça oportunista de Flávio Dino há a possibilidade de unidade entre eles.

José Reinaldo se empenha em Brasília para encaminhar o projeto democrata, que pretende ter um palanque próprio no Maranhão, o que beneficiaria o próprio Rodrigo Maia, se este for mesmo candidato a presidente.

E até julho, as coisas continuarão indefinidas…

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Marcelo Tavares diz que fica no Governo

Em meio a crise que abateu o grupo do governador Flávio Dino (PCdoB) no último fim de semana, com o anúncio do rompimento do deputado federal Zé Reinaldo Tavares (PSB) com o comunista, o secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB), sobrinho de Zé Reinaldo, afirmou que ficará no Governo.

A declaração do pré-candidato a deputado estadual foi dada ao jornalista Gilberto Léda.

Para Tavares, não houve rompimento do tio com Dino. Ele asssegurou, contudo, que se o afastamento for confirmado por ambas as partes, isso não abalará a sua permanência no Executivo.

“Sinceramente ainda não acredito em rompimento. Mas se houver, sem nenhuma dúvida, permanecerei onde estou”, declarou.

Zé Reinaldo em busca de outros caminhos…

Embora o grupo do governador Flávio Dino (PCdoB) tente forçar a barra de um cenário consolidado a ponto de levá-lo a uma vitória até em primeiro turno, o fato é que nada no processo eleitoral no Maranhão está definido. Dino não sabe, sequer, que adversários enfrentará. Também não tem garantia alguma de que terá partido X ao seu dispor e enfrentará partido Y.

Ao que tudo indica, o deputado federal Zé Reinaldo Tavares, que está prestes a se filiar no DEM, decidiu colocar um ponto final em sua saga de ser um dos candidatos a senador na chapa do governador Flávio Dino (PCdoB).

Tavares finalmente percebeu ou explicitou o que todos já sabiam: ele nunca seria escolhido pelo comunista para compor a chapa.

Com esta decisão, o deputado agora deve buscar outro candidato a governador para se aliar e assim entrar na sonhada disputa pelo Senado. Para Tavares, há dois caminhos: Eduardo Braide (PMN) e Roberto Rocha (PSDB).

Pela história dos três, é mais fácil Zé Reinaldo se juntar a Braide, caso este decida lançar candidatura a governador este ano. Por sinal, o deputado do PMN já até externou essa possibilidade.

A relação com o senador Roberto Rocha é mais difícil porque há rusgas desde 2011, com a entrada de Rocha no PSB tirando do deputado o comando do partido, e que se estenderam passando pelas eleições de 2014 – quando Tavares teve que abrir mão de ser candidato a senador na chapa de Dino – e também 2016.

Agora é esperar para saber os próximos passos do deputado federal, que pode até não conseguir o espaço que espera dentro do DEM para ter a desejada candidatura de senador.

 

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão 

Aliados de Zé Reinaldo são exonerados do Governo

O Estado – A novela entre o governador Flávio Dino (PCdoB) e o deputado federal José Reinaldo Tavares (sem partido) – que aparentemente ainda não se entenderam sobre a candidatura do parlamentar ao Senado – ganhou novo capítulo no início deste ano.

No dia 2 de janeiro, primeiro dia útil de 2018, foram exonerados oito servidores da Secretaria de Estados da Indústria, Comércio e Energia (Seinc), todos indicados pelo ex-governador. Saíram da pasta cinco assessores sênior, um assessor técnico, um assessor especial e uma secretária executiva.

O ato, curiosamente, além do titular da Seinc, Simplício Araújo, foi assinado também pelo sobrinho de José Reinaldo, o secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB), e publicado no Diário Oficial do dia 3 de janeiro. Procurado pela reportagem de O Estado, o socialista não se manifestou sobre o assunto.

O Estado apurou, no entanto, que a exoneração dos aliados irritou o pré-candidato a senador, que tomou conhecimento das baixas apenas depois de deixar o país para uma viagem de férias.

A José Reinaldo, membros do governo disseram que as exonerações foram um equívoco e que o ato seria anulado. Um aliado do deputado garantiu, ontem, que a anulação já foi efetivada. Mas ainda não oficialmente publicada.

Tensão

O fato é mais um foco de tensão já existente entre o governador Flávio Dino e o deputado José Reinaldo.

Recentemente, o comunista deu uma declaração que desagradou ao parlamentar. Em entrevista coletiva no Palácio dos Leões, o chefe do Executivo negou que tenha prometido ao deputado Rodrigo Maia, presidente nacional do DEM – partido para onde José Reinaldo deve ir – que o ex-governador já estaria garantido como seu segundo candidato a senador – o primeiro é Weverton Rocha (PDT).

“Não foi bem assim. Essa reunião realmente houve aqui no Maranhão. Eu e o Rodrigo somos amigos há muitos anos, fomos deputados juntos, e me foi feita a seguinte pergunta: ‘O fato de o ex-governador Zé Reinaldo se filiar no DEM é um critério que o exclua da chapa do Senado?’ Eu respondi: ‘De modo algum’. E devolvi ao Maia outra pergunta: ‘E o DEM ficará conosco?’ Ele respondeu: ‘Sim, ficará’.”, disse.

No mesmo dia em que a entrevista fora divulgada, o próprio pré-candidato, que participou da reunião, reagiu.

“Acho que estou velho demais e não devo ter entendido bem o que ouvi. Só pode ser isso”, desdenhou José Reinaldo, que tem sustentado a tese de que, mesmo sem apoio do Palácio, será candidato a senador.

Governistas em disputa pelo Senado

A definição do governador Flávio Dino (PCdoB) pelo apoio ao deputado federal Weverton Rocha (PDT) como sua primeira opção de pré-candidato a senador nas eleições de 2018 – declaração oficial do comunista a favor do pedetista foi dada há dez dias, em evento do PDT -, acirrou a disputa entre outros aliados pela indicação ao segundo posto na chapa majoritária governista.

No ano que vem haverá eleição de dois senadores e, no Maranhão, após o apoio formal de Dino a Weverton, intensificaram as agendas políticas os deputados federais José Reinaldo Tavares (ainda no PSB) e Eliziane Gama (PPS), ambos também pretensos candidatos ao Senado.

No sábado, 9, Gama reuniu-se com jornalistas em São Luís e garantiu que sua pré-candidatura é “irreversível”. Ela garantiu que segue em conversas com o governador, mesmo após notícias dando conta de que ele teria definido Zé Reinaldo como seu segundo candidato.

“Aqueles que falam em distanciamento de Flávio Dino desconhecem minha aproximação política com o governador em diversos momentos. Ele continuará contando com meu apoio”, disse.

A parlamentar também mandou uma espécie de recado a Weverton Rocha, ao citar “grandes estruturas de campanha”. O pedetista é quem tem mobilizado maior militância, em eventos por todo o estado, para reforçar seu projeto.

“Estamos firmes nesta meta, principalmente por corresponder às expectativas. Não vou me acovardar diante das grandes estruturas de campanha que turvam as escolhas do eleitorado”, declarou Eliziane.

Suplência – Tratado como prioridade no DEM – partido para o qual deve migrar assim que oficializar sua saída do PSB -, Zé Reinaldo já trabalha na montagem da sua chapa própria.

Ontem ele esteve em Teresina, na residência do empresário Dedé Macedo (PDT). Na ocasião, fechou-se questão sobre dois pontos: o apoio da família do pedetista à pré-candidatura do parlamentar em troca de uma vaga de primeiro suplente.

O mais cotado para o posto é Hernando Macedo, ex-prefeito de Dom Pedro, mas não se descarta o nome do próprio empresário como companheiro de chapa.

Acompanharam o encontro o suplente de deputado estadual Rafael Leitoae o ex-deputado Chico Leitoa, ambos também do PDT.

Dedé Macedotem fortes ligações com o próprio governador Flávio Dino e ganhou notoriedade nas eleições de 2014, quando foi um dos principais financiadores da campanha.

De O Estado.

Aliados pressionam Flávio Dino por apoio a Zé Reinaldo

O Estado – Enquanto o comunista protela um anúncio formal – e embora, nos bastidores, demonstre preferências pelas candidaturas dos também deputados federais Weverton Rocha (PDT) e Waldir Maranhão (PP) -, aliados que defendem que José Reinaldo tem preferência nas eleições de 2018 começam a se manifestar publicamente.

O gatilho para clima de desavenças entre aliados foi disparado pelo próprio pré-candidato. Em entrevista à Difusora AM, na semana passada, o socialista declarou não ter tempo “para esperar mais quatro anos para ser escolhido candidato ao Senado”.

Segundo ele, depois de haver abdicado duas vezes de uma candidatura ao Senado, chegou sua oportunidade de disputar o cargo, seja numa chapa do governador Flávio Dino ou em outra chapa.

“[Se não for um dos escolhidos de Dino] terei que procurar outra chapa para disputar a eleição em 2018”, declarou.

Pressão – A declaração de Reinaldo foi encarada como pressão pelo Palácio dos Leões, que se manteve silente sobre o assunto. Mas também foi a senha para que os seus defensores assumissem a defesa do seu projeto.

No sábado, 28, pelo menos quatro importantes aliados de Flávio Dino manifestaram-se em apoio à candidatura de Zé Reinaldo: o deputado federal Rubens Júnior (PCdoB) e o seu pai, Rubens Pereira; além dos prefeitos de São Mateus, Miltinho Aragão, e de Tuntum, Cleomar Tema, ambos do PSB.

“Em três oportunidades [2006, 2010 e 2014], em prol da unidade política de nosso grupo, Zé Reinaldo abdicou do projeto de chegar ao Senado. Poucos são os políticos no Brasil que possuem a sua trajetória e, ao mesmo tempo, sua humildade. Em 2018, será o ano do Zé Reinaldo. Será o ano no qual o povo maranhense o elegerá senador. Tenho certeza e total confiança que ele mostrará, de fato, para que serve um senador”, afirmou Rubens Júnior, ao participar da segunda edição do “Encontro da Gratidão”, evento organizado pelo socialista para divulgar sua pré-candidatura pelo interior do estado.

Miltinho Aragão também fez discurso em apoio ao aliado. “Zé Reinaldo foi o governador que mais ajudou e investiu nos municípios. Tenho certeza que será o melhor e o maior senador municipalista que o nosso estado já teve”, disse.

Já Cleomar Tema citou a necessidade de “reconhecimento” ao apoio que Zé Reinaldo deu aos municípios quando fora governador. “Ele sempre trabalhou pelo desenvolvimento dos municípios. E será, tenho certeza, o primeiro senador verdadeiramente municipalista do nosso estado”, comentou.

PCdoB só declarou apoio ao PDT

Embora nos bastidores o governador Flávio Dino (PCdoB) também demonstra preferência pela pré-candidatura do deputado federal Waldir Maranhão (PP) ao Senado, oficialmente o PCdoB só confirmou apoio ao pré-candidato Weverton Rocha (PDT), também deputado federal.

O anúncio coube ao presidente estadual do PCdoB, Márcio Jerry, no fim do mês de setembro.

Durante discurso em evento do pedetista na cidade de Imperatriz, o principal auxiliar do governador não deixou dúvidas sobre de quem será o apoio do partido na disputa por uma das vagas de senador em 2018.

“O PCdoB te abraça nessa campanha, não apenas com responsabilidade política, não apenas por seres companheiro de luta. O PCdoB do Maranhão te abraça nessa campanha como irmão de caminhada e, por isso, o faz de maneira envolvida, de maneira apaixonada. Tu podes contar com cada militante do PCdoB, com cada dirigente, como se cada um fosse, ele próprio, Weverton Rocha”, disse.

Para Jerry, Weverton representa a tradição de Brizola e Neiva Moreira e “o snho de Jackson Lago”.

“Weverton não vem de agora, não vem de hoje. Weverton é a tradição de Leonel Brizola, de Neiva Moreira, é a continuidade do sonho de Jackson Lago, é a representação, no plano partidário, daquilo que é a expressão das lutas mais profundas e fortes do povo maranhense”, completou.

Senado: aumenta a pressão de aliados sobre Flávio Dino

*Flávio Dino encurralado

Aliados políticos do governador Flávio Dino (PCdoB) começam a pressioná-lo de várias formas – uns mais, outros menos – pela sua decisão em relação à chapa de senadores com a qual vai para a disputa de 2018. Os pré-candidatos -Weverton Rocha (PDT), Waldir Maranhão (sem partido), Eliziane Gama (PPS) e José Reinaldo Tavares (PSB) – querem uma definição de Dino para que possam botar o bloco na rua e buscar viabilização entre prefeitos, classe política e população.

E essa pressão de vários lados encurrala cada vez mais o governador. Dino tem suas preferências para o cargo, mas sabe que não poderá contar apenas com elas para fazer suas escolhas. Se pudesse, já teria dado uma das vagas para um amigo pessoal (nomes como Mário Macieira, Francisco Gonçalves e Bira do Pindaré seriam os favoritos) e a outra para Waldir Maranhão, honrando o compromisso assumido quando da votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

O governador não tem afeições porWeverton Rocha, parece não confiar em Eliziane Gama e guarda ressentimento de José Reinaldo Tavares. Mas sabe que não pode, simplesmente, abrir mão desses aliados antes das convenções de julho de 2018. E vai querer empurrar a decisão até lá.

E é exatamente porque sabem da estratégia do governador que os pré-candidatos a senador começam a fazer pressão cada vez mais forte por uma decisão imediata. Afinal, sabem que, chegando julho, não terão tempo hábil para tomar outro rumo se forem preteridos.

E ele só tem duas vagas.

*Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Rubens Júnior prega compromisso com a eleição de Zé Reinaldo

Marco D’Eça – O deputado federal Rubens Pereira Júnior (PCdoB) pregou ontem, no II Encontro da Gratidão, em São Mateus, que a base do governo Flávio Dino (PCdoB) se una em prol da candidatura do ex-governador José Reinaldo Tavares ao Senado, em 2018.

Como justificativa, Pereira Júnior lembrou do sacrifício do ex-governador em prol das eleições de Jackson Lago (PDT) – em 2006 – e Flávio Dino, em 2014; e defendeu que, 2018, seja o ano do socialista.

– Em três oportunidades [2006, 2010 e 2014], em prol da unidade política de nosso grupo, Zé Reinaldo abdicou do projeto de chegar ao Senado. Poucos são os políticos no Brasil que possuem a sua trajetória e, ao mesmo tempo, sua humildade. Em 2018, será o ano do Zé Reinaldo. Será o ano no qual o povo maranhense o elegerá senador. Tenho certeza e total confiança que ele mostrará, de fato, para que serve um senador – afirmou Rubens Júnior.

Presidente da Famem, Tema Cunha tem atuado fortemente entre os prefeitos pela candidatura de Tavares

Principal aliado de Tavares entre os prefeitos, o presidente da Famem, Cleomar Tema, pregou que o apoio à candidatura do ex-governador é um gesto de reconhecimento.

– Os gestores apoiam Zé Reinaldo porque reconhecem o seu trabalho enquanto governador e político que já exerceu vários mandatos e cargos importantes. Ele sempre trabalhou pelo desenvolvimento dos municípios. E será, tenho certeza, o primeiro senador verdadeiramente municipalista do nosso estado – defendeu Tema.

O ex-governador divulgou documento em que se compromete a lutar pelos municípios na Câmara Alta

Durante o evento, José Reinaldo leu a Carta de Compromisso com os Municípios do Maranhão. Ele garantiu que, na Câmara Alta, trabalhará incansavelmente para trazer novos investimentos para as prefeituras maranhenses.

– Vamos continuar seguindo em frente, levando nossa pré-candidatura e nossas propostas para todo o estado. Tenho muito amor pelo Maranhão e, no Senado, transformarei esse sentimento em ações concretas e que resultem em investimentos que beneficiem os municípios e suas populações – assegurou.