The Intercept: deputados divididos sobre vazamentos da Lava Jato

O vazamento de diálogos entre o ministro da Justiça e Segurança Pública, ex-juiz federal Sergio Moro, e o procurador da República Deltan Dallagnol, da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, dividiu deputados ouvidos por O Estado na Assembleia Legislativa na tarde de ontem (10).

Em discurso durante o expediente final da sessão de ontem, o petista Zé Inácio Lula – o nome do ex-presidente foi incluído na identificação oficial a pedido do parlamentar – defendeu que as revelações do site The Intercept confirmam a tese de que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi perseguido pelo Judiciário para não ser candidato em 2018.

“O diálogo que veio a público entre Sérgio Moro e o procurador Dallagnol demonstra que muita coisa do que eu dizia aqui era verdadeiro, era correto, e que, de fato, o presidente Lula foi perseguido politicamente via Poder Judiciário, para condená-lo, depois condená-lo novamente em segunda instância e impedi-lo de participar do processo eleitoral. E aí não ser candidato nas últimas eleições de 2018”, declarou.

Já Arnaldo Melo (MDB), ex-presidente da Assembleia, deu destaque ao que considerou “ilegalidade” do ataque hacker que atingiu procuradores da Lava Jato e o ministro da Justiça. Segundo ele, há que avaliar o que foi divulgado na íntegra e o que pode ter sido descontextualizado.

“As coisas, quando entram por esse caminho da ilegalidade, das gravações clandestinas, tudo isso, a gente não sabe o que foi realmente contextualizado numa conversa e o que foi extraído do contexto daquela conversa”, pontou.

Ele ponderou que procuradores e juízes não devem ter contato sobre processos que não ocorram nos autos, mas acrescentou que, do material já vazado, não viu nada de errado no contato entre Moro e Dallagnol.

“A gente compreende que não pode o Ministério Público fazer esse tipo de referência com os julgadores. Isso é algo que a gente não aceita. Porém, nesse caso específico, pelo que eu li dos textos, não vejo nada que possa comprometer a decisão do à época juiz Sergio Moro nesse julgamento”, completou.

Com informações de O Estado

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