Flávio Dino nunca foi e nunca será Sergio Moro, escreve O Antagonista

Nunca, Dino, nunca

Flávio Dino bateu no peito e disse:

“Fui juiz federal por 12 anos e nunca: 1) mandei no Ministério Publico; 2) determinei que procuradora fosse fazer “treinamento”; 3) opinei sobre ação penal antes de ser ajuizada; 4) orientei procurador sobre como produzir provas; 5) mandei descumprir decisão de desembargador.”

Ele também nunca:

1) prendeu um ex-presidente; 2) desbaratou a maior quadrilha de todos os tempos, instalada no governo e no Congresso Nacional; 3) desmontou o cartel da Petrobras, que reunia as maiores empreiteiras do Brasil; 4) mandou para a cadeia as pessoas mais poderosas do país; 5) recuperou dezenas de bilhões de reais para o Tesouro Nacional.

Flávio Dino tem razão: ele nunca foi e nunca será um Sergio Moro.

Demissão de cobradores: o silêncio covarde de Edivaldo

Terminal de passageiros do São Cristóvão

O prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) tem se recolhido ao silêncio sobre o polêmico acordo entre o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) e o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário que deve resultar no fim da função de cobrador de ônibus no sistema de transporte público de São Luís.

O tema já provocou discussões na Câmara Municipal de São Luís, na Assembleia Legislativa, foi levada por parlamentares ao Ministério Público e até a Justiça do Trabalho.

Mas Edivaldo limita-se, por meio de sua assessoria, a afirmar que não vai comentar nada sobre o imbróglio.

É o retrato da inaptidão para o comando do Poder Executivo – apesar de ali ter sido colocado pelo povo -, falta de habilidade política e completa submissão ao sistema que comanda o transporte público há mais de 20 anos na capital.

Edivaldo, aliás, já pode ser considerado o prefeito que mais ‘beneficiou’ a categoria dos empresários nos últimos anos.

A licitação realizada por sua gestão garantiu ao setor mais 20 anos de concessão no transporte público. Empresas que já atuavam na capital vão passar de pai para filho, de geração a geração, graças à licitação de Edivaldo.

Ele também foi o responsável por aumentar o valor da passagem de ônibus [tarifa] repetidas vezes. A última, em fevereiro deste ano. Penalizou de forma dura o usuário.

Agora, em silêncio – como que num pacto sabe-se lá com quem -, sobre o acordo que deixará desempregados centenas de cobradores de ônibus, tenta se isentar da função que é sua, de cobrar respostas e impor ordem no transporte público.

Edivaldo é completamente incapaz de se posicionar como autoridade que lhe confere o cargo.

Uma decepção…

 

Hasselmann e o inevitável constrangimento do Governo

Foi constrangedora para o governador Flávio Dino (PCdoB) e sua equipe, a denúncia feita em rede social pela deputada mais votada de São Paulo, Joice Hasselmann, que visitou São Luís no fim de semana.

Hasselmann gravou um vídeo em meio a buraqueira em rodovia estadual e cobrou trabalho do chefe do Executivo, que nesta semana viaja a Curitiba para visitar na prisão o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

“Buraco em cima de buraco. Ei governador, vamos se mexer aí rapa, vai trabalhar ou vai ficar aí de frescura?”, disse Hasselmann no vídeo postado nas redes sociais.

A publicação da deputada mostrou ao país a realidade das rodovias estaduais no Maranhão.

Na propaganda – que circula na internet e em alguns dos principais veículos do Brasil -, as estradas do Maranhão vão bem, obrigado.

Mas, como bem mostrou Halssemann, o cenário é outro.

Que coisa feia…

SES tenta diminuir alerta após divulgação de casos de Meningite

Após ampla repercussão do conteúdo da nota informativa da Secretaria de Estado da Saúde (SES) com alerta a profissionais da área sobre o número elevado de casos de Meningite no Maranhão, o secretário Carlos Lula utilizou o seu perfil em rede social para tentar diminuir a situação.

Ele afirmou que não há surto da doença no estado. Disse que esta possibilidade está descartada e que trata-se de uma irresponsabilidade “espalhar pânico sob a forma de fakenews”.

Não há, contudo, informação na imprensa maranhense sobre um eventual surto da doença – apesar de assustadores os números de casos identificados e mortes registradas em 2019 -, portanto, desqualificada a defesa do auxiliar de Flávio Dino.

Não há também fakenews sobre o tema.

Todas as informações levadas à mídia até o momento, estão sustentadas num documento oficial da SES [baixe aqui], que detalha todos os casos notificados, registrados e confirmados na Saúde do Maranhão.

O problema de Carlos Lula, do Governo do Estado e gestores da Saúde, foi o vazamento da informação que, pelo visto, tentava-se esconder da imprensa.

No documento, há sim um ALERTA para profissionais de Saúde e registro de 124 casos suspeitos notificados no estado, com 44 confirmações e 13 mortes.

Tentar esconder, diminuir, ou amenizar dados tão relevantes é que é irresponsável.

E irresponsabilidade não combina com gestão pública.

Nem rima com Saúde.

 

Tadeu Palácio em defesa dos atos pró-Bolsonaro

O ex-prefeito de São Luís, Tadeu Palácio [sem partido], saiu em defesa dos atos públicos realizados ontem, em todo o país, em apoio às medidas do governo Jair Bolsonaro (PSL).

A manifestação de Palácio ocorreu em seu perfil, em rede social. Para ele, os atos pró-Bolsonaro ocorrem como “reafirmação de propósito”.

“Um dia de reafirmação de propósito. O país insatisfeito, desejoso de mudanças, elegeu o presidente que se identificava com as transformações pretendidas”, declarou.

“Os brasileiros de verdade não permitirão que o antagonismo nos façam mudar de rumo. Queremos um Brasil justo, progressista, honesto e já estamos com o nosso presidente Bolsonaro, rumando nesta direção”, finalizou.

Tadeu é pré-candidato a prefeito da capital.

Com informações do blog de Gilberto Léda

Flávio Dino reclama de Bolsonaro, mas retirou R$ 8,4 milhões da UEMA

O governador Flávio Dino (PCdoB) tem utilizado o seu perfil em rede social para elevar críticas ao presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) após o anúncio de contingenciamento na Educação.

Em uma publicação, Dino destacou as manifestações de estudantes, em todo o país.  “Hoje no Maranhão as comunidades universitárias e escolares se encontraram nas ruas com outras milhares de pessoas que acreditam na Educação. Democracia viva é a maior garantia de que o Brasil tem jeito”, disse.

Em 2017, contudo, Dino cancelou dotação orçamentária e retirou investimentos na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

O corte foi de R$ 8,4 milhões da universidade estadual, em ato oficializado por meio de três decretos.

O primeiro decreto cancelou dotação de R$ 2 milhões que seriam aplicados na “Promoção de Eventos Científicos, Tecnológicos e Sócio-Culturais” e foram destinados à Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema).

Da administração da Uema o comunista retirou mais R$ 1 milhão, que foi destinado à construção de um prédio anexo do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA), em São Luís.

Logo em seguida, ele retirou R$ 5,4 milhões da “Formação de Profissionais de Nível Superior” e mandou os recursos para a Procuradoria-Geral de Justiça do Estado do Maranhão (PGJ-MA).

Esse Flávio Dino…

E a maternidade da Cidade Operária, Edivaldo Holanda Júnior?

Reeleito para um segundo mandato em outubro de 2016, quando derrotou o então deputado estadual Eduardo Braide (PMN) no segundo turno, o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT), jamais cumpriu a promessa de entregar à população da Cidade Operária, uma maternidade.

A obra, que recebeu aporte milionário do Governo Federal, foi iniciada em 2014, mas jamais concluída. O local onde seria instalada a maternidade, situado próximo da feira [Mercado] do bairro, está abandonado.

Edivaldo prometeu, na campanha de 2012 e novamente reafirmou a promessa na campanha de 2016, concluir os serviços e dar maior dignidade às gestantes dos bairros Cidade Operária, Cidade Olímpica, Janaína, Vila Riod, Santa Clara, Santa Efigênia, Tropical, Maiobinha, Jardim América, Mata, Recanto dos Pássaros e outros adjacentes. Nada disso, contudo, ocorreu.

O projeto previa a construção de uma unidade com mais de 14 mil m², com 120 leitos – 100 leitos de internação e outros 20 de UTI -, 10 UTIs Neonatais e outras 10 UTIs Infantis e estrutura moderna para atender toda a região. ste blog torce para que a obra seja retomada ao ritmo regular o quanto antes e que a maternidade seja de fato construída. Até porque, como mostra a imagem ao fundo, apesar de ter sido iniciada há quase 2 anos, nenhuma parede, sequer, foi levantada.

Ontem, na comemoração de mais um Dia das Mães, a promessa ficou no esquecimento. E na falta de compromisso de um gestor que sonha em chegar ao Palácio dos Leões…

As movimentações de Weverton rumo a disputa para o Governo do Estado

As movimentações*

Como já vinha sendo falado nos bastidores, o presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), vai ter pela frente mais três anos e meio no comando da Casa. Além de mais um ano e meio do atual mandato, o comunista conseguiu mais dois em eleição consensual realizada ontem, em sessão extraordinária.

Apesar de Othelino falar que sua reeleição é fruto de união do parlamento, entendimento consensual entre os deputados e trabalho em prol do Maranhão, pesa na recondução do presidente da Assembleia uma disputa interna no grupo do governo Flávio Dino (PCdoB) que passa pelas eleições de 2020 (em São Luís, principalmente) e também pelo pleito de 2022.

E nessa disputa estão nomes como Neto Evangelista (DEM), Rubens Júnior (PCdoB), Osmar Filho (PDT), o próprio Othelino Neto e os espaços de poder em que cada um vem atuando e conquistando. Dos citados, todos fazem parte de um subgrupo governista: o de Weverton Rocha.

Do outro lado da disputa tem o vice-governador, Carlos Brandão (PRB), que já afirmou e reafirmou que disputará o Governo do Estado em 2022.

Pelos movimentos e articulações, por enquanto, o senador Weverton Rocha parece ter saído mais à frente. Assembleia, Câmara Municipal de São Luís, Prefeitura da capital e Famem são os espaços que o pedetista costurou e conquistou colocando seus aliados. Brandão, por enquanto, parece ter força no Palácio dos Leões e assim tenta ampliar para fora dos muros.

O fato é que 2020 será uma prévia do que deverá ocorrer dois anos depois.

*Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Duarte Júnior cada vez menor no cenário político…

A crise provocada na base governista da Assembleia Legislativa pelo deputado estadual Duarte Júnior (PCdoB), resultou numa derrota pessoal do comunista recém-chegado ao Parlamento.

A namorada do parlamentar e até então presidente do Procon-MA, Karen Barros, foi exonerada do posto e substituída pelo advogado Carlos Sérgio.

O anúncio foi feito pelo governador Flávio Dino (PCdoB) na sexta-feira, mesmo em dia em que a agenda oficial do Governo dava publicidade a uma reunião entre Dino e Karen no Palácio dos Leões.

Karen estava no posto desde a desincompatibilização de Duarte do cargo, em 2018, para a disputa das eleições ao Parlamento Estadual.

Duarte Júnior acumulava uma série de polêmicas junto aos colegas governistas e posicionava-se como o homem de confiança de Dino na Casa.

Foi acusado por colegas de plagiar projetos de lei e de se beneficiar do lançamento de uma lei [RG+], de autoria do deputado Zé Gentil e do qual ele figurava apenas como coautor; também criou problema à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa ao tratar dos recursos públicos utilizados por ele durante a sua visita aos Estados Unidos ao lado de Karen e ganhou a antipatia de deputados governistas e de oposição no Parlamento.

Duarte não conseguiu identificar-se ainda como um deputado estadual. Parece não ter a noção exata do que é atuar num Parlamento.

Perdido, ele perdeu espaço e força política no Governo para disputar a eleição para a Prefeitura de São Luís em 2020.

Pior para ele…

 

 

E a educação?

O prefeito do município de Paço do Lumiar, Domingos Dutra (PCdoB), abandou todo o discurso que o havia levado para o comando do Executivo e agora tenta agir com imposição aos professores da rede municipal.

Dutra, que no discurso pregava o diálogo aberto, a valorização do servidor, a moralidade no serviço público e incentivo à educação, tem descartado qualquer disposição para o diálogo, para com os professores que estão em greve desde o mês de março.

Os docentes reivindicam o cumprimento da Lei do Piso; respeito à jornada de trabalho de 30 horas semanais; hora-aula de 50 minutos; reajuste salarial de 4,17% [Fundeb]; progressão salarial; calendário de pagamento anual e novo Estatuto do Educador.

E Dutra, por outro lado, tenta forçar “goela-abaixo” medidas que vão de encontro à dignidade dos educadores.

O resultado disso é um cenário alarmante e lamentável de milhares de crianças fora da sala de aula, de escolas com as suas atividades paralisadas e de um município sem conseguir cumprir com o que determina a Constituição no que diz respeito à garantia da educação. Inevitavelmente, os efeitos disso serão sentidos a curto, médio e longo prazo.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão