Deputados criticam SSP após explosão de bancos em Tutóia

Os deputados Wellington do Curso (PSDB) [estadual] e Edilázio Júnior (PV) [federal], apontaram fragilidade do comando da Segurança Pública do Maranhão após uma quadrilha ter provocado pânico na cidade de Tutóia, durante a madrugada de ontem, com a explosão de três agências bancárias.

Wellington cobrou do governador Flávio Dino (PCdoB) a nomeação de 1.750 soldados aprovados em concurso público e com formação já concluída na Polícia Militar e solicitou ao Executivo, um relatório com as ações desenvolvidas no combate à criminalidade.

“No Maranhão a segurança só existe na propaganda. Até hoje, os 1.750 soldados formados e não nomeados da Polícia Militar aguardam a boa vontade de Flávio Dino. Enquanto isso, bandidos explodiram três agências bancárias e fuzilaram até o carro da PM. Isso é Segurança, governador? É essa a Segurança do Maranhão? Solicitamos que o Governo encaminhe relatório com as ações que tem adotado para combater a criminalidade no Maranhão. Afinal, quem sofre com a criminalidade é a população”, disse.

Wellington também cobrou a concretização de uma proposta dada por ele ao Executivo, que trata de uma ação mais enérgica da Segurança Pública do Maranhão na divisa com os estados vizinhos.

“Nós já cobramos aqui e apresentamos solução. Nós já apresentamos a solução ao governador Flávio Dino de colocar barreiras policiais nas fronteiras (sic) [divisas] do Maranhão com o Piauí, do Maranhão com o Tocantins e do Maranhão com o Pará. Mas, nada disso foi feito. O que o governador quer fazer é tomar carro e moto do trabalhador maranhense. É só isso que ele sabe fazer”, pontuou, ao fazer referência as blitze para o recolhimento de veículos.

Terror

Edilázio Júnior, por sua vez, utilizou o seu perfil em rede social para criticar a gestão de Segurança Pública do estado.

Ele lembrou que somente este ano, mais de 20 crimes deste tipo já foram registrados no estado.

“Mais uma noite de terror em mais um município do Maranhão. Dessa vez explodiram três bancos de uma vez só em Tutóia. Isso só comprova que a segurança do estado é ineficaz, já são mais de 20 casos só em 2019”, enfatizou.

De acordo com o Sindicato dos Bancários do Maranhão, 30 agências bancárias já foram alvo de bandidos em 2019. Em 2018 foram 21 as explosões de bancos.

Além das explosões, também houve registros de tentativas de assaltos e de explosões. Em praticamente todos os casos, cidadãos e/ou funcionários de bancos foram feitos reféns.

Reportagem de O Estado

MP vai investigar denúncia de espionagem na SSP

Bardal e Ney Anderson acusam Jefferson Portela de espionagem

O Ministério Público do Maranhão acatou uma notícia de fato protocolada pelo deputado federal Edilázio Júnior (PSD) e vai investigar a denúncia de espionagem na estrutura da Secretaria de Estado de Segurança Pública do estado.

A denúncia tomou por base depoimento à Justiça do delegado Tiago Bardal e a manifestação pública do delegado Ney Anderson – ambos atuavam na cúpula da SSP -, e que tem trata de grampos ilegais contra desembargadores do Tribunal de Justiça, seus filhos e assessores, além de lideranças políticas de oposição ao governador Flávio Dino (PCdoB).

O MP decidiu ouvir amanhã, em audiência, o delegado Tiago Bardal.

“Apurar possível investigação indevida de agentes detentores de foro especial por quem não detém tal autorização”, destaca trecho do documento publicado com exclusividade pelo jornalista Marco D’Eça.

O documento é assinado pelos promotores Adélia Maria Souza Rodrigues Morais, Ilana Franco Boueres Laender Morais, Marcos Valentim Pinheiro Paixão e Geraulides Mendonça Castro, todos assessores especiais da PGJ.

Delegados reafirmam acusações contra Jefferson Portela em oitiva na Câmara

De O Estado – Os delegados de Polícia Civil do Maranhão Tiago Mattos Bardal e Ney Anderson da Silva Gaspar confirmaram ontem aos parlamentares que integram a Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado, da Câmara Federal, graves denúncias contra o secretário de Estado da Segurança Pública, Jefferson Portela (PCdoB), de determinação para a realização de investigações clandestinas contra desembargadores do
Tribunal de Justiça, seus familiares e assessores, além de lideranças políticas do estado.

As declarações dos delegados ocorrem em oitiva realizada ontem, na Câmara. Tiago Bardal foi ouvido por meio de videoconferência, da sede da Polícia Federal, em São Luís. Já Ney Anderson, de forma presencial, em Brasília.

A audiência extraordinária do colegiado com a oitiva dos delegados – realizada a pedido dos deputados federais Aluisio Mendes (Pode) e Paulo Teixeira (PT-SP) – foi transmitida ao vivo por meio da página da comissão hospedada no Youtube. Aluisio foi quem presidiu a oitiva.

Ney Anderson assegurou que Jefferson Portela determinou em várias ocasiões a inserção de números de telefones de assessores e parentes de desembargadores e de políticos, em operações que estavam em andamento, numa manobra ilegal chamada de “Barriga de Aluguel”. Ele chegou a citar dois números de telefones – de um advogado e de um assessor de magistrado [Thiago e Bebetinho, respectivamente]- e pediu a auditoria no
Sistema Guardião.

“Jefferson Portela mandou várias vezes que inseríssemos números de políticos e assessores de magistrados. Ele fazia o direcionamento das investigações e usava a polícia para interesses político-partidárias. Eu e Bardal nunca concordamos. Por isso, fomos perseguidos”, disse.

Ney Anderson também afirmou que as denúncias são de fácil comprovação. “É muito simples de se comprovar. Basta fazer uma auditoria no Sistema Guardião. É necessário que haja a federalização das investigações, que fique sob a responsabilidade da Polícia Federal. Não há possibilidade de isenção de uma investigação da Polícia Civil do Maranhão nesse caso”, disse.

Ney Anderson citou três investigações sob as quais disse haver direcionamento de Portela: as operações Constelação, Beno e Tentáculos.

Manobra
Bardal também afirmou que Portela determinava a realização de investigações clandestinas contra membros do Judiciário e de lideranças políticas.

Da mesma forma que Ney Anderson, ele sustentou jamais ter compactuado com as determinações.

Bardal citou intervenções da cúpula da SSP na Operação Jenga, iniciada em 2017, após ter sido constatada, segundo ele, a ligação de aliados de membros do Governo com agiotas. Ele deu detalhes de uma reunião realizada antes da primeira fase da operação. Informou que, após isso, a segunda fase da operação foi cancelada.

Ney Anderson reafirmou as denúncias e também citou a Operação Jenga como fundamental para se chegar a supostas provas materiais contra Jefferson Portela.

A O Estado, o secretário se manifestou sobre a reunião. Jefferson Potela respondeu que não houve nenhuma novidade. “Trata-se de acusações vazias, proferidas por bandidos que foram presos por ordem do Poder Judiciário. Por vingança contra a atuação firme do sistema de segurança, criaram versões mentirosas para tentar escapar da atuação da lei”, disse.

Investigações contra políticos
O delegado Ney Anderson afirmou que Jefferson Portela tentou investigar aliados e adversários políticos do Governo. Ele citou nominalmente o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) e o senador Roberto Rocha (PSDB), que participavam da audiência, como alvos de Portela, além de o vereador Astro de Ogum e seu filho. Assegurou, contudo, que Astro e o seu filho jamais cometeram qualquer crime. “Ele inseria números de telefones para fazer chantagem política. Mandou fazer a interceptação telefônica do vereador, um político de expressão no estado. Mas não havia nada contra o
vereador e seu filho. Eles não haviam cometido crime algum. Foi ilegal”, disse. Ney Anderson também citou manobra da SSP para evitar investigação
contra a prefeita de Raposa, Talita Laci (PCdoB).

OUTRO LADO

A O Estado, o secretário de Segurança, Jefferson Portela, se manifestou sobre a reunião. Ele disse que não houve novidade. “Tratam-se de acusações vazias proferidas por bandidos que foram presos por ordem do Poder Judiciário. Por vinganças contra a atuação firme do sistema de segurança criaram versões mentirosas para tentar escapar da atuação da lei”, disse.

Coronel Luongo cai do comando da PM

O coronel Jorge Luongo foi exonerado do cargo de comandante-geral da Polícia Militar do Maranhão.

Ele foi substituído pelo coronel Ismael Fonseca, que já se apresentou à tropa. O governador Flávio Dino (PCdoB) anunciou o ato oficial em seu perfil, em rede social.

Luongo estava no posto desde o ano passado, quando o coronel Pereira se desincompatibilizou o cargo para disputar a eleição do mês de outubro.

Crise…

Relatório da PF sobre fraude no Porto do Itaqui foi encaminhado à Polícia Civil

O relatório da Polícia Federal, no bojo da Operação Draga, que aponta fraude no processo de fiscalização das obras de dragagem de aprofundamento do P-100 do Porto do Itaqui, já foi encaminhado para a Polícia Civil.

O relatório é assinado pelo delegado da PF, Dhiego Job de Almeida.

“Proceda com a digitalização integral dos autos e encaminha os autos e os bens apreendidos à Central de Inquéritos para que a investigação possa prosseguir com a Polícia Civil do Estado do Maranhão.

No documento, que agora está sob o poder da PC, o delegado relata que após as investigações, ficou constatado que a empresa contratada pela Emap para fiscalizar a obra, a Fotogeo, não realizou o servi;o de batimetria, limitando-se a copiar dados da própria empresa que realizou a dragagem, a Jan de Nul do Brasil Dragagem Ltda.

O empreendimento custou aos cofres públicos o montante de R$ 62,1 milhões. Já a fiscalização, R$ 1,5 milhão.

Bandidos explodem caixas eletrônicos de agência do BB em São Luís

Pelo menos quatro caixas eletrônicos de uma agência do Banco do Brasil situada na avenida Santos Dumont, em São Luís, foram explodidos na madrugada de hoje durante uma ação criminosa.

A ação foi rápida e organizada. Além de explosivos e de ferramentas utilizadas para a recuperação das cédulas, os bandidos utilizaram carros para conseguir fugir do local antes da chegada da polícia.

Não há informações até o momento a respeito da quantidade subtraída pela quadrilha durante a ação criminosa.

Essa foi a terceira agência bancária atacada por bandidos em São Luís somente em 2019, o que mostra a audácia da quadrilha.

Até o ano passado, esse tipo de ação era concentrada no interior do estado, sobretudo em municípios com pouco efetivo policial.

 

Audácia: bandidos explodem caixas eletrônicos na Avenida dos Holandeses

Uma organização criminosa resolveu desafiar a Secretaria de Estado de Segurança Pública e numa ação de deboche ao comando do setor no Maranhão, explodiu um caixa eletrônico situado na Avenida dos Holandeses, a pouco mais de 3 quilômetros de distância do Comando Geral da Polícia Militar.

A ação ocorreu durante a madrugada de hoje. Dois caixas do Banco do Brasil instalados em frente a Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB) foram explodidos.

A audácia foi tamanha, que os bandidos sequer se preocuparam com o sistema de videomonitoramento existente no trecho da via.

O local da explosão fica próximo a prédios residenciais. A polícia ainda não divulgou a quantidade em dinheiro levada pelos bandidos.

 

Delegado é preso por envolvimento com quadrilha de assalto a bancos

O delegado de Polícia Civil, Thiago Bardal, que até o ano passado comandava a Superintendência de Investigações Criminais do Maranhão, foi preso na manhã de hoje por envolvimento com a quadrilha que assaltou banco e tocou o terror em Bacabal.

Além de Bardal, foram presos na ação conjunta do  Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e da Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor), o investigador de polícia João Batista de Sousa Marques e dos advogados Werther Ferraz Junior e Ary Cortez Prado Junior.

De acordo com as investigações, Thiago Bardal e os demais presos se associaram em uma organização com o objetivo de extorquir grupos criminosos, recebendo parte do apurado em assaltos a bancos e fazendo a proteção das quadrilhas, mediante o recebimento de propina. As práticas vinham acontecendo desde 2015, quando Tiago Bardal assumiu a chefia da Seic.

Os policiais recebiam cerca de R$ 100 mil por assalto realizado. A cobrança era feita por intermédio dos advogados presos.

As investigações continuam e buscam averiguar a participação de outros policiais no esquema.

Terror em Bacabal: bandidos assaltam banco, fazem reféns e incendeiam veículos

A cidade de Bacabal viveu uma noite de pânico ontem. Bandidos fortemente armados invadiram o município por volta das 22h e articularam uma ação violenta num assalto a banco.

Os criminosos atacaram uma Delegacia de Polícia Civil, incendiaram viaturas e metralharam um quartel de Batalhão da Polícia Militar.

Eles também incendiaram carros para bloquear a ponte que dá acesso à cidade, com o objetivo de evitar que reforço policial chegasse até o local e segundo a própria PM, utilizaram uma carreta para dificultar a ação das forças de segurança.

Moradores da cidade foram capturados como reféns e abandonados em municípios vizinhos, durante a fuga dos criminosos.

O Cosar – batalhão de elite criado justamente para o combate a assalto a bancos no interior do estado -, foi acionado, entrou em confronto com a quadrilha e matou três bandidos. Um quarto integrante da organização criminosa foi preso.

A força de segurança do estado busca agora os demais membros da organização criminosa.

Vídeo acima publicado no blog do Gilberto Léda

Sermão aos Peixes: PF cumpre 9 mandados de prisão em São Luís e Imperatriz

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 18, de forma simultânea, duas fases da Operação Sermão aos Peixes – Peixe de Tobias (6ª Fase) e a Abscondito II (7ª Fase).

Estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, oito de prisão temporária e um de prisão preventiva, todos expedidos pela 1ª Vara Criminal Federal do Maranhão. A Justiça determinou o bloqueio judicial e sequestro de bens num valor que supera os R$ 15 milhões.

As diligências estão sendo realizadas em seis cidades: São Luís, Imperatriz/MA, Parauapebas/PA, Palmas, Brasília e Goiânia.

A investigação contou com a participação do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita.

As investigações da Peixe de Tobias identificaram que, entre 2011 e 2013, aproximadamente de R$ 2 milhões destinados ao sistema de saúde estadual teriam sido desviados para uma empresa sediada na cidade de Imperatriz/MA, tendo ocorrido o pagamento de valores mensais a blogueiros. A PF apura as circunstâncias do repasse.

A Abscondito II apura o vazamento da primeira fase da Sermão aos Peixes. O esquema investigado teria cooptado servidores públicos para obter informações privilegiadas sobre a investigação. A PF aponta indicativos de destruição e ocultação de provas.

Além disso, violando medidas cautelares impostas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, um dos investigados teria dilapidado seu patrimônio e transferido seus bens para terceiros visando impedir que fosse decretada a perda.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, dentre outros que possam ainda ser apurados.

Após os procedimentos legais, os presos serão encaminhados ao sistema penitenciário estadual, onde permanecerão à disposição da justiça federal.

Os nomes escolhidos para estas fases são uma referência a trechos do Sermão do Padre Antônio Vieira (1654), que ficou conhecido como o “Sermão aos Peixes”, no qual o Padre utiliza vários peixes como símbolos dos vícios e corrupção da sociedade. O fel do Peixe de Tobias, apesar de amargo, teria a capacidade de curar a cegueira dos ouvintes.

No contexto da investigação, o Peixe de Tobias busca revelar (trazer luz sobre) parte da trama delitiva que envolveu o desvio de recursos públicos.

Já o nome Abscondito II, continuidade da Operação Abscondito, deflagrada em outubro de 2016, remonta a um trecho do Sermão segundo o qual alguns peixes, quanto maiores, mais se escondem. Trata-se de uma referência aos atos de ocultação de provas e de patrimônio a partir da tentativa de dissimulação e ocultação dos bens adquiridos com valores desviados do sistema de saúde estadual.