Flávio Dino estimula boicote ao Habib’s

O governador Flávio Dino (PCdoB) passou a estimular, nas redes sociais, o boicote ao Habib’s.

Ele compartilhou, no twitter, a imagem que faz alusão a uma agressão física de dois homens a um garoto, pulicado por outra internauta, com o nome Habib’s, como numa placa, e na legenda a frase: “não compre”.

O boicote ocorreu após a morte do menino João Victor, de 13 anos de idade, no domingo de carnaval, em São Paulo. Testemunhas afirmaram que o garoto – que havia ameaçado atirar pedras em clientes e no estabelecimento -, teria sido agredido por funcionários do empreendimento.

Os funcionários, por outro lado, sustentaram a defesa de que apenas perseguiram o menino e que ele sofreu de um mal súbito.

A polícia investiga o caso

Para Edilázio, Governo do Estado boicota gestão de Edivaldo Júnior

edilázio júnior 2O deputado estadual Edilázio Júnior (PV) questionou hoje, na Assembleia Legislativa, a efetividade da suposta parceria institucional entre o Governo do Estado e a Prefeitura de São Luís. Para ele, o governador Flávio Dino (PCdoB) boicota diariamente o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), o que deve acabar inviabilizando a reeleição do pedetista.

Ele alertou Edivaldo para os movimentos políticos de Dino, desconstruiu o discurso de unidade do grupo do governador e classificou de “fraco” o Governo do Estado.

“Venho fazer um questionamento ao governador do Maranhão: todos falam muito do apoio do governador Flávio Dino ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior. A minha pergunta é: qual é o apoio que o governador dá ao prefeito Edivaldo? Flávio Dino é responsável hoje pela grande rejeição do prefeito de São Luís. Não há dúvida quanto a isso. Falo com convicção”, disse.

Edilázio afirmou que tem ouvido de eleitores, que somente não irão votar pela reeleição de Edivaldo, por causa da proximidade do pedetista com o governador do Estado.

“As pessoas que me cercam, os meus amigos, as pessoas com as quais eu converso são quase unânimes em afirmar que não votam em Edivaldo não por objeção a ele – até porque trata-se de uma boa pessoa, um jovem correto, que não tem mácula, e talvez o político desta nova geração de maior carisma no Maranhão -, mas por essa relação com o governador Flávio Dino. Edivaldo hoje é muito prejudicado pelo governador Flávio Dino, que boicota a sua gestão diariamente”, disse.

O parlamentar afirmou que a falta de ações efetivas do Governo do Estado na capital, inviabiliza o discurso de parceria institucional que eventualmente será utilizado por Edivaldo na campanha eleitoral.

 “Hoje é muito difícil para o prefeito andar nas ruas da capital e afirmar que o governador é parceiro dele, dizer que o governador o ajuda. O prefeito não tem condições de subir num palanque ou de ir para a TV e falar que o Governo do Estado é parceiro da Prefeitura de São Luís. Ele não tem como fazer isso justamente porque o Governo não ajuda”, completou.

Ele afirmou que Dino apoia a eventual candidatura do advogado Mário Macieira pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e tem como candidato preferido do Palácio dos Leões, o deputado estadual Bira do Pindaré. Todos pertencentes ao mesmo grupo político de Edivaldo.

“Quando assumiu o Governo, Flávio Dino vetou a secretários a participação nas eleições desse ano. Disse, na ocasião, que o candidato dele era Edivaldo. Já esse ano, o deputado Bira deixou a Secretaria ao qual estava, e pleiteia ser candidato a prefeito. Neto Evangelista até ontem pleiteava a disputa também. Agora o governador coloca Mário Macieira para ir para o PT para ser candidato justamente contra o candidato dele [Edivaldo]. Eliziane é aliada e também candidata. Deputado Wellington eleito ao lado do governador é candidato a prefeito. Quem quer ser candidato pode ser. E aí eu pergunto onde está o apoio do governador? Até porque com todas as dificuldades que tivemos, a ex-governadora Roseana Sarney quando disse que o seu candidato era Washington, conduziu os 14 partidos da base para apoio a ele. Governo forte faz assim. Flávio Dino não faz porque é fraco”, finalizou.

Base governista esvazia plenário e não vota projeto prioritário de Dino

PPA ALPor falta de quórum, o Projeto e Lei nº 235/2015, de autoria do Poder Executivo, protocolado junto a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa em caráter de regime de prioridade, acabou não sendo apreciado na manhã de ontem pela Casa.

O projeto trata do Plano Plurianual (PPA) para o quadriênio 2016-2019, conta com parecer favorável da Comissão de Orçamento, Finanças e Fiscalização do parlamento e tem como relator o deputado estadual Rigo Teles (PV).

Ao notar a mobilização de parte da base governista, que começou a deixar o plenário, após ter sido iniciada a Ordem do Dia, o deputado oposicionista Edilázio Júnior (PV), primeiro secretário da Mesa, pediu a conferência do quórum.

O primeiro vice-presidente da Casa, deputado Othelino Neto (PCdoB), que presidiu a sessão, autorizou a contagem. Depois de constatar o número insuficiente de parlamentares, suspendeu os trabalhos por 5 minutos para que os deputados que estavam em seus gabinetes retornassem ao plenário. A estratégia, contudo, não deu certo. Em decorrência da ausência de número expressivo de deputados, o projeto – repita-se, protocolado em regime de prioridade pelo governador Flávio Dino (PCdoB) -, não foi apreciado.

O deputado Adriano Sarney (PV), presidente da Comissão de Orçamento da Assembleia, chegou a discutir o projeto na tribuna, pedindo a rejeição da peça.

Ele voltou a apontar uma série de inconsistências e ausência de esclarecimentos por parte do Poder Executivo, a respeito de dados sobre arrecadação, receitas e pagamento do empréstimo adquirido junto ao BNDES para os próximos quatro anos.

“Se aprovarmos esse projeto do jeito que ele está, sem as informações necessárias, estaremos nos tachando de irresponsáveis”, disse.

A apreciação do PPA foi transferida para a sessão de hoje.

Tavares acusa a PM de boicote ao governo Flávio Dino; Zanoni rebate

Marcelo Tavares acusou PMs de boicote ao governo Flávio Dino

Marcelo Tavares acusou PMs de boicote ao governo Flávio Dino

O deputado estadual e futuro secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB), utilizou ontem a tribuna da Assembleia Legislativa para acusar a cúpula de da Polícia Militar de uma tentativa de boicote ao governador eleito Flávio Dino (PCdoB).

A justificativa de Marcelo é de que um curso de aperfeiçoamento da PM, marcado para 2015 e que será realizado em outro estado, é um ato de insubordinação ao governo comunista, que segundo ele, precisava ter sido consultado, apesar de ainda não ter assumido o Poder. Contundente, Marcelo Tavares afirmou que Dino não aceitará qualquer ato dentro da corporação que fuja de seu controle, e alertou oficiais e praças da Polícia Militar, para o fato de que a partir de 1º de janeiro de 2015, o Governo será outro. O comandante geral da PM, coronel Zanoni Porto, rebateu as acusações do socialista.

O discurso de Marcelo Tavares contra policiais militares tomou como base um edital publicado hoje pela corporação, que dá direito a 12 coronéis, 18 tenentes-coronéis ou majores, 10 oficiais e seis oficiais e praças e outros membros da corporação, tenham o direito a matrícula num curso de aperfeiçoamento de 2 anos que será realizado na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. O curso não é em sua totalidade presencial.

Para ele, oficiais e praças querem na verdade fugir do exercício do trabalho e conseqüentemente boicotar o governo Flávio Dino. “Um exemplo da falta de compromisso com a coisa pública é o que está acontecendo na Polícia Militar, que não quer se curvar a força da urna que escolheu o novo governador”, disse.

Coronel Zanoni rebateu acusações de Tavares

Coronel Zanoni rebateu acusações de Tavares

“Não somos contra curso de aprimoramento em lugar nenhum do serviço público, desde que respeitado os limites do bom senso. A polícia quer mandar coronéis pelos próximos 24 meses para as belas praias de Natal. […] Ou seja, esses coronéis querem boicotar o próximo Governo. Querem mostrar insubordinação ao governador eleito Flávio Dino”, completou.

Rebateu – O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Zanoni Porto, rebateu as acusações do deputado Marcelo Tavares (PSB), de que a cúpula da corporação tenta boicotar o governador eleito Flávio Dino (PCdoB).

Zanoni afirmou que cursos de aperfeiçoamento são disponibilizados a policiais como forma de aprimoramento do serviço público e assegurou que não há qualquer tipo de viés político, no fato de a PM ter disponibilizado vagas para oficiais e praças.

“Essa é uma denúncia sem fundamento. A Policia Militar é uma instituição permanente e não pode parar por conta de mudanças de governo. A polícia trabalha para melhorar a sua atuação e isso em momento algum significa boicote a qualquer que seja o governador”, disse.

Zanoni Porto afirmou que em 2014, 67 oficiais e praças se submeteram ao curso de aperfeiçoamento e disse que a expectativa é de que pelo menos 20 policiais passem pela nova formação. “Há quatro anos, eu mesmo passei por um curso de aperfeiçoamento no Rio Grande do Sul. Para 2015 queríamos que outros 67 oficias e praças fossem para o curso, mas acredito que apenas 20 devem ir”, disse.

Ele lembrou que todo o ano é oferecido este tipo de curso para a Polícia Militar do Maranhão e rechaçou as insinuações de Tavares. “Vejo com muita estranheza esse posicionamento do deputado. A Polícia Militar sempre trabalhou com aprimoramento de suas ações. Não podemos querer politizar a polícia”, finalizou.

Partidos estudam isolar PMDB

Movimentação é grande na Assembleia

Movimentação é grande na Assembleia

Corre nos bastidores da Assembleia Legislativa entre membros de partidos considerados de médio porte, uma articulação que tem por objetivo isolar o PMDB na eleição de 2014.

Isso porque deputados destes mesmos partidos acreditam que se formarem chapa com a legenda da governadora Roseana Sarney, correrão o risco de não se reelegerem no próximo pleito.

A tese foi fortalecida ontem, após o PMDB reafirmar posicionamento de que formará chapa tanto para a eleição estadual quanto para a Câmara dos Deputados. Por enquanto, nada está definido, mas os parlamentares estudam formar uma chapa única, na tentativa de deixar mais igualitária a disputa, sem a presença do PMDB.

Mas há quem resista a ideia. Até porque o PMDB é o partido do também pré-candidato Luis Fernando Silva, que estará na disputa majoritária em 2014. E isso pode beneficiar alguns deputados.