Para manter as atenções

Já de volta ao comando do Executivo – depois de alguns dias de “férias” em Brasília -, o governador do Maranhão segue imbuído da missão de se fazer evidente no debate nacional, de olho em uma possível candidatura a presidente da República, em 2022.

Na segunda-feira, ele, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) e o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Guilherme Boulos (PSOL-SP), assinaram uma nota defendendo a liberdade de imprensa e pedindo o afastamento do ministro Sergio Moro e do procurador Deltan Dallagnol de suas funções.

O documento também é subscrito pelo ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho, o ex-senador Roberto Requião e a excandidata à vice-presidência da República Sônia Guajajara, e se baseia em atos e falas de representantes do governo federal decorrentes da publicação de mensagens, pelo site The Intercept Brasil, trocadas entre o Moro e procuradores da Lava Jato.

– São absurdas as ameaças contra o jornalista Glenn Greenwald [americano, fundador do The Intercept Brasil], seja por palavras do presidente da República ou por atos ilegais, a exemplo da portaria 666, do Ministério da Justiça – diz o texto.

Mais uma demonstração de que o comunista maranhense efetivamente está interessado em se manter em alta na cena nacional.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Governo confirma limite de R$ 500 para saques no FGTS

BRASÍLIA – O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, confirmou na manhã desta quarta-feira, 24, a liberação do saque de até R$ 500 das contas ativas e inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Em entrevista à Rádio Gaúcha, o ministro disse que a liberação irá injetar cerca de R$ 30 bilhões na economia brasileira neste ano e mais R$ 10 bilhões no ano que vem. Com os recursos do PIS/Pasep, o total chegará a R$ 42 bilhões, até março de 2020.

De acordo com o ministro, os saques terão o limite de R$ 500 por conta e não por CPF, contudo, serão proporcionais ao montante que o trabalhador tem na conta. Ou seja, quem tem um montante na faixa dos R$ 500, não poderá sacar tudo, pois terá de respeitar a proporcionalidade elaborada pela Caixa e que será anunciada na tarde desta quarta-feira, na cerimônia que ocorrerá a partir das 16h, no Palácio do Planalto. Onyx confirmou que dos 260 milhões de contas do FGTS, mais de 80%, ou 211 milhões, possuem saldo de apenas R$ 500.

A medida, de acordo com Onyx, deve ajudar até 96 milhões de trabalhadores e vem da preocupação do presidente Bolsonaro com os mais de 60 milhões de brasileiros endividados, que têm o nome sujo no Serasa.

Questionado sobre recentes comentários críticos do presidente Bolsonaro sobre a multa de 40% paga por empregadores a trabalhadores demitidos sem justa causa, o ministro afirmou que a regra, por enquanto, não será mudada, mas que concorda com Bolsonaro que há muitos encargos envolvidos. “Para rever isso, vamos ter que mexer na questão estruturante. A questão deverá ser tratada na reforma tributária”, disse.

Edvaldo tem o 4º maior salário de prefeito de capital do país

O prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT) dispõe do 4º maior salário entre os prefeitos de capitais do país.

O levantamento foi feito pelo G1, portal de notícias, e divulgado hoje.

Com salário de R$ 25 mil, Edivaldo fica atrás apenas de Alexandre Kalil, de Belo Horizonte, com salário de R$ 31.061,47; Gean Loureiro, de Florianópolis, com salário de R$ 26.385,00 e Iris Rezende, de Goiânia, com salário de R$ 25.865,00.

O vencimento de Edivaldo Holanda Júnior é superior a prefeitos de capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza, João Pessoa, Natal, Porto Alegre e Curitiba.

Está tudo bem…

Projeto de Edilázio garante meia-entrada para professores de todo o país

O deputado federal Edilázio Júnior (PSD), apresentou hoje Projeto de Lei na Câmara Federal que dispõe sobre a instituição do benefício da meia-entrada para professores da rede pública de todo o país.

Ele é autor de lei de semelhante teor, sancionada pela ex-governadora Roseana Sarney e que está vigor no Maranhão, que beneficia docentes de toda a rede estadual e municipal no estado.

Pela proposta do parlamentar, com a aprovação do projeto, professores ativos e aposentados de todo o país poderão ter acesso, com descontos de 50% nas bilheterias de teatros, circos, casas de shows, museus e quaisquer outros ambientes, públicos ou privados, que promovam espetáculos artísticos e/ou culturais no país.

O projeto, que já tramita na Casa, segundo o parlamentar, representa a valorização do educador no país.

“Sou autor da lei em vigor no Maranhão que beneficia todos os professores da rede pública no estado. Trata-se de uma medida muito bem recebida pela classe e que valoriza o professor e também o estudante, uma vez que a medida que o professor é enriquecido de cultura, isso reflete diretamente na sala de aula, no aluno. É uma causa justa e que precisa ser estendida para todos os professores do país”, disse.

Brasil deve fechar acordo com Estados Unidos para uso de Alcântara

O presidente  Jair Bolsonaro deve assinar na próxima terça-feira (19), em Washington, o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas entre Brasil e Estados Unidos, ao lado do presidente norte-americano Donald Trump. A medida permitirá o uso comercial da base de lançamentos aeroespaciais de Alcântara (MA). Estima-se que, em todo o mundo, exista uma média de 42 lançamentos comerciais de satélites por ano.

Esse mercado movimentou, apenas em 2017, cerca de US$ 3 bilhões, um crescimento de mais de 16% em relação ao ano anterior, segundo dados da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos.

“O Brasil vai entrar no mercado de lançamento de satélites. Há anos, o Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos aguarda o acordo de salvaguardas com os americanos. Nossa expectativa é de que passaremos a exportar serviços relacionados a essa indústria”, afirmou o gerente-executivo de Assuntos Internacionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Diego Bonomo.

A Base de Alcântara é internacionalmente reconhecida como um ponto estratégico para o lançamento de foguetes, por estar localizada em latitude privilegiada na zona equatorial, o que permite uso máximo da rotação da Terra para impulsionar os lançamentos. Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), o uso do local pode significar uma redução de 30% no uso de combustível, em comparação a outros locais de lançamentos em latitudes mais elevadas.

A partida do presidente para os Estados Unidos está marcada para as 8h de hoje (17), na Base Aérea de Brasília. Acompanhado de seis ministros, Bolsonaro deve chegar a Washington às 16h (horário local). O presidente ficará hospedado na Blair House, palácio que faz parte do complexo da Casa Branca.

A comitiva brasileira será integrada pelos ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Paulo Guedes (Economia), Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Tereza Cristina (Agricultura) e Ricardo Salles (Meio Ambiente), além do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Livre Comércio

O setor empresarial brasileiro também vê com muita expectativa a reaproximação entre os dois países. Segundo principal destino das exportações do Brasil, atrás apenas da China, os Estados Unidos ocupam a primeira posição no quesito de compras de produtos industrializados.

O mercado norte-americano é também onde o Brasil tem o maior número de empresas no exterior. Cerca de 21% de todo o investimento estrangeiro no Brasil também provém de empresas estadunidenses.

O que falta, ainda, segundo os empresários, são acordos comerciais mais amplos. “Tem uma defasagem entre a dinâmica empresarial, que é forte entre os dois países, e as ações do governo. O que não temos ainda são acordos entre os dois governos para potencializar essa relação”, explica Diego Bonomo.

Na última década, conforme Bonomo, houve acordos de patentes (2015),  de céus abertos, que entrou em vigor no ano passado, liberando a operação de voos comerciais entre os dois países, além do acordo previdenciário, também de 2018, que passou a legalizar a contagem de tempo e de contribuição para aposentadoria e recebimento de outros benefícios da Previdência de cidadãos brasileiros que vivem nos EUA e vice-versa.

“São acordos importantes, mas que não têm um impacto econômico assim tão grande”, afirmou. Em pesquisa recente, a CNI mostrou que pelo menos 134 grupos de produtos brasileiros poderiam ser beneficiados com um acordo de livre comércio com os Estados Unidos que reduzisse ou zerasse as tarifas de importação entre os dois países.

A pauta empresarial também inclui o desejo por um acordo para evitar a dupla tributação (ADT) de produtos e serviços comercializados entre os dois países, bem como remessa de lucros e dividendos, além de um acordo de cooperação para facilitação de investimentos (ACFI), que prevê medidas para aumentar a segurança jurídica dos negócios bilaterais.

Janela de oportunidade

Os gestos de aproximação entre Bolsonaro e Trump são vistos como uma oportunidade de destravar acordos mais ambiciosos entre os dois países.

“Vamos ver o que vai sair na declaração conjunta entre os dois, porque isso é o que vai determinar e ditar o ritmo da relação pelos próximos 6 a 12 meses. Ano que vem tem eleições presidenciais nos EUA, então é importante aproveitar ao máximo essa janela de oportunidade de aproximação política entre os dois países”, avaliou Bonomo.

O gerente de assuntos internacionais da CNI destacou que o atual presidente dos EUA nem precisa de autorização do Congresso para negociar acordos comerciais com outros países, já que a Autorização para a Promoção de Comércio (TDA, na sigla em inglês) foi aprovada pelo Legislativo do país ainda na gestão de Barack Obama, e tem validade até 2021.

“Se a gente quiser ter essa ambição e lançar a negociação com eles, o Trump nem depende do Congresso dos EUA e pode deslanchar esse processo”, destacou.

Agência Brasil

Para Flávio Dino, segundo semestre será “turbulento” no país

O governador Flávio Dino (PCdoB) afirmou – em um debate sobre as saídas democráticas para a crise no país, promovida pela Escola de Políticas Públicas e Gestão Governamental da Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro -, que a perspectiva é para um segundo semestre “turbulento” no país.

Também participaram do debate, Rui Falcão, ex-presidente do PT e o ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Gilson Dipp.

Para Dino, a saída “tem que ir onde a democracia tem legitimidade”. O governador do Maranhão, que é irmão do vice-procurador-geral da República, Nicolao Dino, não aposta em uma estabilidade institucional depois da absolvição da chapa Dilma-Temer no TSE. E acha que um segundo semestre turbulento é o cenário mais provável para o Brasil, “a não ser que surjam fatos novos, alguma delação espetacular”

Questionado sobre a falta de manifestações durante o julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Falcão disse que elas existem. E citou a Frente Parlamentar de Defesa das Diretas e a Frente Ampla pelas Diretas Já na Bahia. “O golpe não pode continuar. A democracia brasileira foi violada” afirmou.

Gilson Dipp afirma que as saídas têm que ser institucionais, eleitorais e com reformas pontuais, citando as reformas política, legislativa e eleitoral, e que reflitam “a vontade da maioria”.

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Max Barros: “impeachment é legal e legítimo”

Deputado-Max-BarrosO deputado estadual Max Barros garantiu, na sessão de ontem, na Assembleia Legislativa, que a presidente Dilma Rousseff (PT) não segue o legado deixado pelo ex-presidente Lula. O parlamentar disse, em caráter pessoal, que respeita a trajetória do Partido os Trabalhadores, por ter visto o PT nascer, crescer enfrentando o Regime Militar e em 21 anos chegar ao poder.

Max Barros classificou o momento de muito difícil, mas responsabilizou a presidente Dilma pela crise e garantiu que o impeachment é constitucional. “Infelizmente, a presidente Dilma está destruindo todas as conquistas que foram anteriormente construídas”, afirmou.

De acordo com o deputado, a beleza do Direito está em não ser uma ciência exata, mas sim permitir a interpretação das leis, tanto é que as petições da Justiça nem sempre são unânimes. Afirmou também que respeita os que pensam de forma diferente, mas acredita que “o impeachment não é golpe, pelo contrário, é um instrumento previsto nas constituições de países democráticos, como é o caso do Brasil, permitindo que a população, seguindo a legislação vigente, retire os gestores que infligem às leis”.

“Se deputados e senadores podem ser cassados, é lógico que o presidente da República, dentro da Constituição, se cometer irregularidades, ele também pode e deve ser afastado”, garantiu.

Segundo o parlamentar, a presidente Dilma desrespeitou a Lei n.º 10.079/1950, que regulamenta o impeachment, ao infringir a lei orçamentária em dois momentos. No primeiro, quando fez decreto remanejando recursos sem autorização do Congresso; e as chamadas pedaladas fiscais, porque feriu a Lei do Orçamento, utilizando recursos de maneira incorreta, em vez de quitar os débitos que tinha com os bancos estatais, aumentando sobremaneira a dívida pública brasileira, conforme atesta o TCU.

O parlamentar assegurou ainda que o Governo Dilma transferiu R$ 400 bilhões para o BNDES, dinheiro repassado para a Odebrecht, Bumlai, Eike Batista e outros, que em parte foi desviado; e mais R$ 400 bilhões para desonerar grandes empresas como a automobilística, em vez de financiar as pequenas empresas para gerar mais empregos.

Max Barros elogiou o Bolsa Família, criado por Lula, e lembrou que o mesmo quando assumiu a Presidência da República adotou uma política econômica ortodoxa, saneou as finanças e com a adoção de uma política econômica correta, pôde fazer o Bolsa Família, talvez um dos maiores programas sociais do mundo.

Na avaliação de Max Barros, Dilma jogou por terra todo esse legado e as conquistas alcançadas estão sendo perdidas, exemplificou, citando o aumento da dívida e dos juros à população; só no ano passado 1,5 milhão de brasileiros perderam seu emprego com carteira assinada; milhares de lojas foram fechadas; e o poder aquisitivo do povo sendo corroído pela inflação.

Por último, Max Barros disse que, de acordo com a Constituição do Brasil, todo poder emana do povo e em nome dele é exercido. Porém, destacou que “as pesquisas de opinião pública que foram realizadas e o povo na rua dizem que o poder não está mais emanando do povo e quem está lá na Presidência não representa mais a população brasileira”.

Alemanha fez um favor ao futebol brasileiro

Thiago Bastos*

Felipão levou o Palmeiras para a segunda divisão

Felipão levou o Palmeiras para a segunda divisão

Quando o Barcelona deu um baile no Santos em 2011 por 4 a 0 (e nem vou lembrar àqueles 8 a 0 no Camp Nou tempos depois), Neymar – à época jogador do time brasileiro – disse que o Santos havia tomado uma “aula de futebol”. Passaram-se quase quatro anos e a pergunta que fica: o que o futebol brasileiro evoluiu nesse período? Ou melhor, o quanto regredimos?  Para perceber isso, é bom mirar a realidade das ligas nacionais, a qualidade técnica questionável da grande maioria dos clubes brasileiros (incluindo os de série A) e a falta de repertório dos nossos treinadores, que se resumem apenas a copiar, de forma grosseira e mal feita, os esquemas táticos europeus, salvo exceções (apenas Tite nesse grupo).

Falar em aspectos táticos da pior derrota do futebol brasileiro em toda a sua história é “chover no molhado”. Foi um baile, a maior superioridade que vi de um time sobre o outro nos últimos tempos. Não foi um simples apagão, conforme dito pelo nosso limitado técnico Felipão (e venho dizendo isso há tempos…rebaixou o Palmeiras e foi premiado com a seleção em seguida por seu passado). Foi a comprovação de planejamento, de um trabalho a longo prazo. A Alemanha foi ao fundo do poço em 2004, eliminada na Euro daquele ano. Em 2006, começou a sua reestruturação – com base na formação de atletas, desenvolvimento da liga de seu país e estipulação de metas (conforme bem explicado por Paul Breitner, célebre jogador alemão em entrevista brilhante dada à Espn Brasil há alguns meses).

Esses atletas que simplesmente comeram a bola, Schweinsteiger, Kroos, Ozil, Muller, que constituem a base desse time foram garimpados ano após ano. Aprendendo com derrotas, como em 2008 na final da Euro para a Espanha (campeã do mundo dois anos depois) ou como em 2012 para a Itália do talentoso Balotelli. Derrotas que não fizeram a seleção alemã perder o foco ou ter dúvidas sobre suas convicções.

A Alemanha provou que o papo de psicológico, do apenas “Vamos lá, Brasil” não seria suficiente. Em algum momento, seria preciso mais do que apenas bolas paradas, lançamentos longos e lampejos de craque (leia-se Neymar). A Alemanha fez um favor ao futebol brasileiro, caso nossos dirigentes aprendam e revejam tudo, mas tudo mesmo. Desde a qualidade dos gramados dos estádios brasileiros, passando por calendários, até esquemas táticos e, principalmente, formação de jogadores. Na minha opinião, com os dirigentes que atualmente comandam o futebol brasileiro, difícil crer em tal transformação.

Resta apenas nestas últimas e humildes linhas lembrar dos heróis brasileiros de 1950. Barbosa, Friaça, Bauer, Jair, e tantos outros, que carregaram por 64 anos a marca de terem proporcionado o maior vexame da história do futebol brasileiro. Pois essa marca, se é que um dia pertenceu a eles, não os pertence mais. A partir de agora, essa marca é total de Felipão e seus comandados.

 Em tempo – A Alemanha provavelmente treinará amanhã. Prova da seriedade de uma seleção que, em tempo, pode ainda perder a Copa. Há uma final ainda para se jogar.

Repórter de O Estado do Maranhão

Leia também: Felipão, retrato do atraso no futebol

Felipão sinaliza em poucas mudanças

Thiago Bastos*

Felipão: arrogante, deu mais um show de grosseria hoje em entrevista coletiva

Felipão: arrogante, deu mais um show de grosseria hoje em entrevista coletiva

Após idas e vindas e diversas especulações, Felipão deu a entender na entrevista de hoje antes da partida contra a Colômbia que irá incluir apenas Paulinho no lugar de Luiz Gustavo suspenso, apesar dos problemas evidentes da seleção brasileira, especialmente no meio-campo. Claramente, se fizer isso (e acredito nisso!), ou seja, mudar pouco a equipe, Felipão apostará em dois fatores: em sua estrela e principalmente no trabalho realizado desde o ano passado de montagem desta equipe.

Caso esta opção seja confirmada, acho preocupante, especialmente por se tratar de um enfrentamento contra uma equipe que, apesar da baixa experiência em grandes jogos, está mais entrosada e tem um trabalho a longo prazo mais consolidado. As dúvidas que ficam, caso Felipão opte pela escalação mais conservadora, deverá ter cuidado com o posicionamento dos seus volantes. Fernandinho, mais recuado, deverá ficar com a incumbência de dar o primeiro combate em James Rodriguez, ou o homem da sobra da defesa nas estocadas de Guardado, que não guarda posição e que gosta de jogar verticalmente, ou seja, da ponta para o centro.

É preciso também analisar o que Felipão apresentará como opções ofensivas, no caso de adversidade do placar. Deu indícios durante o pálido e improdutivo período de treinos (só um na verdade pra valer) que deverá lançar William (mal aproveitado por sinal nesta Copa do Mundo) e Hernanes (ou talvez Ramires). Bernard e Jô deverão ser, neste caso, as segundas opções do professor brasileiro para tentar mudar o jogo. Henrique deverá ser utilizado apenas circunstancialmente, para defender o resultado e fechar a casinha.

Já a Colômbia deverá vir com a mesma equipe que venceu o Uruguai, com Téo Gutierrez e Jackson Rodriguez enfiados entre os zagueiros brasileiros.  Jogo de amanhã dependerá fundamentalmente do comportamento colombiano. Se não sentir a partida emocionalmente (lá vem esse papo de novo…), será o adversário mais difícil do Brasil nesta Copa. Caso contrário, poderá ser presa fácil.

Independentemente do resultado, como amante do futebol, espero que finalmente o Brasil se apresente ao mundo com um futebol moderno e empolgante de se ver em campo. Futebol brasileiro precisa se transformar, se reinventar. E a nossa seleção é parte integrante nesse processo.

Repórter de O Estado do Maranhão*

França e Holanda mais fortes; Brasil segue como interrogação

Thiago Bastos*

Antes da análise, é preciso deixar claro que faremos aqui apenas um exercício, com base em observações do que cada seleção classificada para as quartas-de-final da Copa Mundo fez até agora. Além de expor os pontos fortes e fracos de cada time, vamos fazer algumas previsões dos confrontos e até ter a ousadia de apontar um favorito em cada jogo (não quer dizer que o mesmo vencerá no final).

Jogo 1 – Brasil x Colombia.

Felipão reuniu alguns jornalistas e chegou à conclusão de que o time taticamente precisa de ajustes (ufa, aleluia!). Porém como analisar um time que não treinou nos últimos dois dias e cuja psicóloga chama mais a atenção do que nosso “professor”?. Difícil. Repito: Não vamos nem considerar mudanças na escalação inicial. Se Brasil tiver o mesmo comportamento das oitavas, com ligação direta, abusando das bolas aéreas e indo muito mais na base do “vamu lá, Brasil!” do que da técnica, seleção corre grandes riscos de ser eliminada pela Colombia que, a meu ver, apesar de adversários tecnicamente um tanto quanto questionáveis, jogou o futebol mais consistente até o momento desta Copa.

É preciso que Felipão, por exemplo, defina a marcação (individual ou por setor) em cima de James Rodriguez. Será necessário ainda um reforço na cobertura nas costas de Marcelo, já que Cuadrado jogará por ali.

Bem, imaginando um Brasil com um meio campo com Fernandinho e Paulinho, e talvez sem Fred e com Hernanes no meio, vamos dar um crédito aqui e apostar no Brasil, apenas e exclusivamente por jogar em casa e com maior responsabilidade de vencer.

Palpite – Brasil

Jogo 2 – França x Alemanha

Apesar do futebol germânico com mais tradição em Copas e de trabalho a longo prazo feito por Joachim Low (com a base de Klismann lá em 2006), com meio campo mais consistente, vejo a França à frente neste confronto. As características atuais do time alemão,com posse de bola e infiltração através de triangulações, pode favorecer o ataque rápido da França, que conta com os ótimos Valbuena e Grizzemann. Se Deschamps não inventar, colocando Giroud e Benzema na mesma equipe, creio em França na próxima fase.

Palpite – França

Jogo 3 – Holanda e Costa Rica

A Holanda é a equipe que apresentou maiores variações táticas, até aqui no torneio. Saiu por exemplo do 5-3-2 contra o México para um 4-4-2 com dois pontos e dois centroavantes na frente. Van Gaal, apesar da sua arrogância, tem conceitos de posicionamento de equipe mais bem definidos. Contra os bravos costarriquenhos, de bom time, deverão sofrer – porém deverão passar.

Palpite – Holanda

Jogo 4 – Argentina e Bélgica

Esse deverá ser o jogo mais aberto dessa fase, pelas características das equipes. Argentina tem um problema grave e que, até agora, não foi resolvido. Com dois homens enfiados na linha de frente, Messi é obrigado a virar enganche e organizar o time. Muitas vezes, o 10 da Argentina recua e busca a bola com os dois volantes argentinos (Mascherano e Gago). A distância entre o setor do campo onde ele busca a bola e o gol fica distante.

Os melhores momentos de Messi foram nas costas dos volantes adversários, ou seja, mais próximo do gol. Se Argentina resolver quem levará a bola para o craque argentino (poderia ser Di Maria, com uma função mais bem definida nesse sentido), deverá passar. A Bélgica tem um time que se provou talentoso, porém não maduro o suficiente para encarar uma fase ainda mais aguda da Copa.

 Palpite – Argentina

*Repórter de O Estado do Maranhão