A influência dos debates

TV Guará realizou debate ontem a noite

TV Guará realizou debate ontem a noite

Os candidatos entraram ontem naquilo convencionalmente chamado de reta final das campanhas eleitorais, com o início dos debates em emissoras de televisão. E são esses debates – o primeiro, ontem, na TV Guará, outro, dia 26, na TV Difusora, e o Gran Finale, dia 29, na TV Mirante – que formam o principal fator de influência na definição e consolidação do voto do eleitor.

São numerosos os exemplos de debates, em todo o país, que praticamente definiram uma eleição. Esses programas têm o poder de influenciar enormemente o voto do eleitorado indeciso – e até mudar o voto de quem já tinha candidato escolhido.

Foi no debate da TV Mirante, por exemplo, que, em 2008, o então candidato a prefeito Flávio Dino (PCdoB), acabou por perder a eleição para o tucano João Castelo (PSDB), ao passar uma dose de arrogância que foi mal vista pelo eleitor.

Na mesma Mirante, em 2012, a até então apagada candidata do PPS, Eliziane Gama, conseguiu emparedar os demais candidatos e chegou a subir oito pontos entre quinta-feira e o dia da eleição, superando vários adversários e alcançando o terceiro lugar, chegando com poder à mesa de negociações.

São apenas exemplos da importância dos debates no cronograma eleitoral, sobretudo em uma eleição que se mostra distante do interesse do eleitorado. E não basta apenas ir para ser reconhecido pelo eleitor. É preciso mostrar preparo, sem ser arrogante, e educação, sem ser submisso. O eleitor saberá avaliar essas características.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Para Cláudia Durans, Castelo deveria estar preso no VLT

Cláudia Durans é sabatinada por O Estado / Foto: Biaman Prado

Cláudia Durans é sabatinada por O Estado / Foto: Biaman Prado

A professora universitária Cláudia Durans, candidata a prefeita de São Luís pelo PSTU, afirmou hoje durante a sua participação na Sabatina O Estado, transmitida ao vivo na internet pelo site oestadoma.com, que o ex-prefeito João Castelo (PSDB).

A declaração da candidata ocorreu no momento em que o tema discutido abordado pelos jornalistas Ronaldo Rocha [autor do blog], Marco Aurélio D’Eça e Gilberto Léda, era a mobilidade urbana.

“São R$ 7 milhões que poderiam ser investidos em educação, na mobilidade urbana, mas não foi feito. Todo esse dinheiro gasto no VLT que para nada serve. Deveria estar preso, dentro do VLT”, disse a candidata, sem contudo, citar o nome do tucano.

Durans afirmou que para o setor de transporte, tem como proposta de passe livre para desempregados e estudantes; a criação de uma Companhia Municipal de Transportes Urbanos; investimentos em transporte de massa e garantia de acessibilidade para pessoas com deficiência.

Castelo exige prerrogativa de indicar vice de Eliziane Gama

PSDB e ElizianeMarco D’Eça – O deputado federal João Castelo (PSDB) tem atuado forte nos bastidores para emplacar um aliado na chapa da deputada federal Eliziane Gama (PPS) à Prefeitura de São Luís.

Castelo aparecia em segundo lugar nas pesquisas de intenção de votos, mas abriu mão da candidatura em favor de Eliziane, como forma de forçar o próprio PSDB a aderir à candidata.

Desde então, trabalha para emplacar um aliado como candidato a vice na chapa do PPS.

Primeiro, apostou no ex-secretário de Obras Marco Aurélio, até descobrir que este nem era mais filiado ao PSDB. Em seguida, trabalhou o nome do ex-vereador Afonso Salgado, com pouca penetração no ninho tucano.

O nome castelista da vez agora é o vereador José Joaquim Ramos.

Sob a orientação de Castelo, Joaquim passou, inclusive, a cooptar parceiros do PSDB, a fim de tornar consolidada sua indicação.

Continue lendo aqui…

Lançamento de candidatura de Castelo foi maior que convenção do PSDB

Castelo mobilizou quase mil pessoas em auditório para lançar candidatura

Castelo mobilizou quase mil pessoas em auditório para lançar candidatura

O ex-prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB) e lançou ontem no Hotel Luzeiros, na capital, a sua candidatura a deputado federal para as eleições 2014. A candidatura à reeleição da deputada estadual Gardênia Castelo (PSDB), também foi lançada durante o evento.

O ato político contou com a presença de vereadores, ex-vereadores, lideranças políticas e comunitárias de todas as regiões do estado, além de parte da militância e da juventude do PSDB.

Espaço ficou tomado de militantes e da juventude do PSDB

Espaço ficou tomado de militantes e da juventude do PSDB

Com cerca de 750 pessoas no auditório, o lançamento das candidaturas de Castelo e de Gardênia, sem dúvida, foi maior do que a fracassada convenção do PSDB realizada em Imperatriz pelo prefeito Sebastião Madeira, e que contou com a articulação – se assim pode ser definida -, do deputado federal e candidato a vice-governador na chapa de Flávio Dino (PCdoB), Carlos Brandão.

A mobilização em torno de candidatura de Castelo e o vazio que

Mais uma prova de quem de fato tem voto no PSDB

Mais uma prova de quem de fato tem voto no PSDB

hoje envolve Madeira e Brandão, mostra exatamente quem é quem dentro da sigla, que poderá sair menor do que entrou nas eleições 2014.

O PSDB vetou a candidatura de Castelo ao Senado da República e fechou de forma traumática aliança com o PCdoB de Dino. Sem o apoio da militância, o partido segue apenas como mais um, na coligação que também integra o descontente PDT e o PSB, de Roberto Rocha, que conseguiu manter candidatura após ameaçar em várias oportunidades romper com o comunista e lançar candidatura própria ao Governo do Estado.

Magoado, Castelo assiste a tudo em sua volta com um largo sorriso no rosto…

Convenção do PSDB em Imperatriz, sem a presença de Castelo, fracassou em junho

Convenção do PSDB em Imperatriz, sem a presença de Castelo, fracassou em junho

A situação incômoda de Neto Evangelista

Neto ganhou notoriedade para a eleição de 2016 com Castelo

Neto ganhou notoriedade para a eleição de 2016 com Castelo

É incomoda, pelo menos em relação ao ex-prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB), a situação do deputado estadual Neto Evangelista (PSDB).

Alinhado ao projeto do comunista Flávio Dino (PCdoB) e talvez [até provável], com a promessa de apoio para a eleição de 2016, quando deve concorrer à Prefeitura da capital, Evangelista virou as costas para Castelo.

Demonstração mais clara disso foi o seu posicionamento pelo veto ao nome de Castelo para a disputa do Senado da República numa reunião da executiva da legenda, em São Luís.

Em 2012, Neto Evangelista foi candidato a vice-prefeito de Castelo, ganhou notoriedade e

Na convenção, Evangelista pareceu deslocado...

Na convenção, Evangelista pareceu deslocado…

principalmente surgiu como um virtual candidato a 2016 naquela ocasião, graças ao empenho do próprio Castelo, que valorizava ali a “jovem promessa”.

Indiferente a tudo isso, Evangelista preferiu seguir a cartilha de Dino e do deputado federal Carlos Brandão – que sequer tem força política -, e vetou o até então candidato mais bem avaliado nas pesquisas de intenções de voto para a disputa do Senado.

Ontem, no entanto, Neto e os demais tucanos-comunistas, durante a convenção esvaziada do PSDB em Imperatriz, talvez se atentaram para o erro que cometeram com o político de maior expressão da própria legenda. A convenção foi um fiasco.

E Neto sabe muito bem por qual motivo…

Flávio Dino vira o jogo sobre Castelo

Castelo foi vítima de articulação do próprio Flávio Dino

Castelo foi vítima de articulação de Flávio 

Derrotado em 2008 de forma traumática pelo ex-prefeito João Castelo (PSDB), o comunista Flávio Dino (PCdoB) deu o troco em 2012, elegendo o seu afilho político Edivaldo Holanda Júnior (PTC) para o comando do Executivo Municipal e conseguiu virar o jogo contra o tucano, o anulando, de forma humilhante para a disputa ao Senado em outubro deste ano.

A guerra silenciosa travada por Castelo e Flávio Dino, ainda deve ter novos capítulos. Castelo tem magoas de Flávio por ter sido duramente atacado nas últimas duas eleições para prefeito de São Luís.

Já foi classificado pelo comunista de “símbolo do atraso”, “ultrapassado” e de “incapaz” de tocar a administração pública. Com o discurso do “novo e da mudança”, impôs a primeira derrota histórica ao tucano recentemente. O porquê?: Castelo foi o primeiro prefeito da história política de São Luís a não conseguir a reeleição.

Hoje, está vetado pelo seu próprio partido para a disputa pelo Senado. E não é segredo para ninguém, que o veto partiu de uma forte articulação de Flávio Dino. Caso a candidatura de Castelo fosse mantida, o vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha (PSB), poderia romper a aliança com Dino.

Também pressionado por Dino e por Rocha, o presidente do PSDB, deputado federal Carlos Brandão, acabou esnobando a trajetória política e o fato de Castelo liderar todas as pesquisas de intenções de votos para o Senado, e em troca do projeto pessoal dos novos aliados, vetou o correligionário.

Humilhado e isolado dentro de seu próprio partido, Castelo agora amarga agora o resultado do contra-ataque de Dino. Resta saber se vai deixar tudo isso barato…

Castelo cobra dívida de Flávio e Brandão

Brandão e Dino formam a chapa majoritária

Brandão e Dino formam a chapa majoritária

Poucos se atentaram a um detalhe exposto pelo ex-prefeito João Castelo (PSDB), na entrevista de ontem à TV Guará.

Ao reafirmar candidatura ao Senado e tratar sobre o acordo do PSDB com o PCdoB para o Governo, Castelo deixou nas entrelinhas, uma cobrança a Flávio Dino e Carlos Brandão, presidente estadual de seu partido.

“O PSDB já tomou as suas decisões. Ele resolveu fazer um acordo com o candidato a governador Flávio Dino para o Governo, e inclusive aceitou a sugestão de Flávio para colocar o vice […]”, disse.

João Castelo cobra a dívida de Dino

João Castelo cobra a dívida de Dino

Em outras palavras, Castelo deixou claro que foi Flávio Dino quem pediu ao PSDB, a indicação de Carlos Brandão para ocupar espaço de vice na chapa majoritária. Outros nomes do partido poderiam ter sido lançados, a exemplo do próprio João Castelo, de Neto Evangelista ou de Pinto do Itamaraty. Mas os demais nomes sequer foram especulados. E por quê?

Somente Brandão tinha legitimidade no momento para pleitear os espaços na chapa majoritária de Dino? Duvido muito.

O PSDB, e principalmente João Castelo [que não tolera o comunista], aceitou o pedido de Dino e não causou problemas a Brandão, que caminhava para uma eleição difícil de deputado federal. Mas isso tudo a troco de nada?

Flávio Dino e Brandão possuem uma dívida com Castelo, e é isso que está sendo cobrado agora.

Roberto Rocha (PSDB) pressiona Flávio Dino, no sentido de que ele e Brandão deem um basta nas investidas de Castelo ao Senado.

Dino e Brandão, no entanto, se fingem de desentendidos, e assistem calados o fortalecimento da pré-candidatura de Castelo. E assim devem permanecer até o início das convenções partidárias.

Flávio Dino não abrirá mão do PSDB. Castelo não abrirá mão do Senado. E Brandão não dá a mínima demonstração de que pretende abrir mão da vice.

Já Roberto Rocha, só o tempo dirá…

Sobra cinismo…

Roberto Rocha, Flávio  Dino, adeira e João Castelo

Roberto Rocha, Flávio Dino, Sebastião Madeira e João Castelo

O comunista Flávio Dino resolveu retornar à Imperatriz após o fiasco da semana passada, quando não conseguiu reunir sequer meia dúzia de aliados em encontro político, quando no mesmo dia, o seu adversário, Lobão Filho (PMDB), arrancou apoio de 15 prefeitos, vice-prefeitos e quase uma centena de vereadores da Região Tocantina.

Na foto acima, que registra o momento do mais alto cinismo da política maranhense, ele aparece abraçado com José Reinaldo Tavares (PSB), Roberto Rocha (PSB), João Castelo (PSDB) e Sebastião Madeira (PSDB).

Madeira desembarcou na campanha de Flávio Dino após virar as costas para o Governo do Estado, do qual foi aliado até há três semanas.

José Reinaldo não fala com Roberto Rocha e tenta emplacar a candidatura de João Castelo ao Senado justamente para esvaziar a candidatura do correligionário.

Castelo e Rocha não se suportam, sequer se cumprimentam. Flávio Dino tem relação estremecida também com Roberto e Castelo, esse último que foi massacrado em 2008 e 2012, quando o comunista conseguiu eleger seu afilhado político, Edivaldo Holanda Júnior (PTC), prefeito de São Luís. Dino atura os dois, porque precisa do PSB e PSDB para alcançar o Poder.

Estão todos no mesmo palanque. Cada um com um objetivo pessoal e intransferível. Não há grupo, não há unidade, não há sinceridade e sobra cinismo…

A difícil relação do PSB com o PSDB na coligação de Flávio Dino

Flávio Dino está entre a cruz e a espada

Flávio Dino está entre a cruz e a espada

Definitivamente a relação entre os partidos que compõem a oposição em prol de Flávio Dino (PCdoB) para o Governo do Estado não é boa após a adesão do PSDB.

Hoje, logo após a sessão ordinária, os deputados Neto Evangelista e Gardênia Castelo, ambos do PSDB, conversavam e faziam análises do atual cenário político com jornalistas no plenário.

Tratava-se naquela ocasião, sobre a candidatura de João Castelo (PSDB) ao Senado, segundo Gardênia, algo já consolidado e irreversível, quando o deputado Marcelo Tavares (PSB) se aproximou  e se posicionou a respeito.

Tavares disse que vota no candidato da coligação para o Senado, que é Roberto Rocha (PSB) e em Flávio Dino (PCdoB), para o Executivo. “Meu compromisso é com o candidato da oposição, com o candidato do PSB”, disse.

Gardênia reafirmou o seu posicionamento: “Marcelo, não adianta, Castelo não abre mão dessa candidatura. Ele é candidato ao Senado”, disse.

Tavares insistiu: “Tudo bem, mas vou dar a minha opinião. Não acho inteligente a oposição sair com duas candidaturas ao Senado a essa altura. Agora, eu voto no candidato da coligação e eu sei que os dois candidatos desta coligação sairão vencedores da eleição. Para o Senado e para o Governo”, completou.

Gardênia novamente contrapôs: “Ninguém está pedindo para Roberto retirar a sua candidatura ao Senado. Ele lança a candidatura dele o nós lançamos a nossa. Castelo não abre mão de sair candidato ao Senado”, finalizou, em tom ameno.

O diálogo ocorreu de forma tranquila e respeitosa, mas traduziu com fidelidade a relação dos partidos que compõem a base de Dino.

Resta saber se diante do posicionamento firma do PSDB em relação a Castelo, se Roberto Rocha cumprirá a sua promessa e lançará candidatura própria ao Governo do Estado.