Demissão de cobradores: o silêncio covarde de Edivaldo

Terminal de passageiros do São Cristóvão

O prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) tem se recolhido ao silêncio sobre o polêmico acordo entre o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) e o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário que deve resultar no fim da função de cobrador de ônibus no sistema de transporte público de São Luís.

O tema já provocou discussões na Câmara Municipal de São Luís, na Assembleia Legislativa, foi levada por parlamentares ao Ministério Público e até a Justiça do Trabalho.

Mas Edivaldo limita-se, por meio de sua assessoria, a afirmar que não vai comentar nada sobre o imbróglio.

É o retrato da inaptidão para o comando do Poder Executivo – apesar de ali ter sido colocado pelo povo -, falta de habilidade política e completa submissão ao sistema que comanda o transporte público há mais de 20 anos na capital.

Edivaldo, aliás, já pode ser considerado o prefeito que mais ‘beneficiou’ a categoria dos empresários nos últimos anos.

A licitação realizada por sua gestão garantiu ao setor mais 20 anos de concessão no transporte público. Empresas que já atuavam na capital vão passar de pai para filho, de geração a geração, graças à licitação de Edivaldo.

Ele também foi o responsável por aumentar o valor da passagem de ônibus [tarifa] repetidas vezes. A última, em fevereiro deste ano. Penalizou de forma dura o usuário.

Agora, em silêncio – como que num pacto sabe-se lá com quem -, sobre o acordo que deixará desempregados centenas de cobradores de ônibus, tenta se isentar da função que é sua, de cobrar respostas e impor ordem no transporte público.

Edivaldo é completamente incapaz de se posicionar como autoridade que lhe confere o cargo.

Uma decepção…

 

Greve dos rodoviários é suspensa

Atualizada às 12h52

Terminal de passageiros do São CristóvãoGe

Depois de assegurar a manutenção da greve para segunda-feira, rodoviários que atuam no sistema de transporte público de São Luís anunciaram a suspensão do movimento.

Motoristas, cobradores e fiscais de ônibus vão se reunir na próxima segunda-feira, data previamente marcada para ocorrer o protesto, com membros do Sindicato das Empresas de Transportes (SET), que representa os empresários do setor.

Os rodoviários cobram 13% de aumento nos salários. Os empresários, contudo, apresentaram proposta de apenas 2,5%, por isso o impasse.

A categoria também quer a fixação do tíquete-alimentação em R$ 650,00.

A greve, portanto, está suspensa…

 

Greve: São Luís pode ficar sem ônibus durante o Carnaval

O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário anunciou há pouco que fará uma paralisação geral das atividades durante o período do carnaval.

A “greve” foi decidida pela categoria após o Sindicato das Empresas de Transportes (SET) ter comunicado que em decorrência da falta de recursos, que as empresas somente poderão efetuar o pagamento do mês de janeiro após o Carnaval.

Isaias Castelo Branco, presidente do Sindicato dos Rodoviários, afirmou que o comunicado revoltou a categoria.

“Já informamos nosso posicionamento ao SET. As empresas não podem causar esse tipo de transtorno aos seus colaboradores. Não vamos mudar nossa postura. Isso é um desrespeito a classe. Os empresários têm sempre essa conduta toda vez que se aproxima a data-base, período que é negociado o reajuste salarial da categoria. Estamos cansados desse tipo de situação. Se o dinheiro não cair na conta dos trabalhadores até essa sexta-feira (5), toda a categoria irá cruzar os braços, durante o período carnavalesco, isso significa que não haverá ônibus circulando em São Luís”, disse.

A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes ainda não se posicionou sobre a polêmica.

 

Rodoviários ameaçam greve e usuário deve novamente ‘pagar’ a conta

greveO presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (STTREMA), Gilson Coimbra, encaminhou ao presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de São Luís (SET), José Luiz Medeiros, ofício comunicando que os rodoviários vão entrar em greve a partir da 0h de amanhã (25).

De acordo com o sindicalista, a decisão por uma paralisação dos serviços se deu pelo não pagamento de 40% dos salários de motoristas, cobradores e fiscais de ônibus até o dia 20 deste mês, como estabelecia Convenção Coletiva de Trabalho.

A paralisação, como já se comentava há pelo menos dois meses nos bastidores, deve apenas anteceder novo reajuste nas tarifas de ônibus.

É um script que deverá ser seguido fielmente nos próximos dias.

Simples: Os motoristas, cobradores e fiscais de ônibus vão parar, para exigir o pagamento do reajuste nos salários. A greve vai se estender e os empresários devem alegar impossibilidade de conceder o reajuste, e vão utilizar como argumento a compra dos veículos novos que estão sendo entregues à população.

Deste modo, “pressionará” a Prefeitura a autorizar novo reajuste na tarifa de ônibus. E no fim de tudo, que pagará a conta novamente é usuário.

Obs: Vale ressaltar que apesar de utilizar o argumento de que teve que arcar com a compra de novos ônibus, os empresários conseguiram ano passado – também para este fim -, reajuste na passagem de ônibus.

Rodoviários ameaçam parar 100% da frota de ônibus em São Luís

Frota de ônibus deve parar 100% amanhã

Frota de ônibus deve parar 100% amanhã

Toda a frota de ônibus de São Luís poderá deixar de rodar amanhã, caso as negociações sobre aumento salarial, entre rodoviários e empresários não avancem. Foi o que disse ontem o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (Sttrema), Gilson Coimbra, sobre a greve da categoria, que começou na quinta-feira, dia 22. Na capital, atualmente, operam 1.107 ônibus e o número de pessoas que utilizam esse tipo de transporte chega a 740 mil.

Motoristas e cobradores protestam por reajuste salarial de 16% e reclamam de não ter recebido contraproposta de reajuste até agora. Ontem, o percentual de ônibus que circulou foi 50%, o que circula normalmente aos domingos. Hoje, no entanto, 70% da frota deve circular, conforme determinação da Justiça.

Mas o Sttrema afirma que, caso não haja nenhuma contraproposta dos empresários até a noite de hoje, a categoria poderá paralisar 100% das atividades amanhã, mesmo com a multa de R$ 4 mil por hora, em caso de descumprimento de percentual determinado pela Justiça do Trabalho.

De acordo com Gilson Coimbra, o maior empecilho para as negociações é a Justiça do Trabalho, que atrapalha as reivindicações. “Por um lado, nos dão o direito de fazer greve. Por outro, nos impedem de protestar”, frisou Coimbra, afirmando que as negociações não avançaram de sexta-feira até ontem.

Ele afirmou, ainda, que nenhuma reunião foi marcada pelos representantes do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de São Luís (SET), o qual alega que a falta de lucratividade do setor é o motivo para a inexistência de uma proposta aos rodoviários. Desde 2006, o maior aumento salarial conseguido pelos trabalhadores desse setor foi de 8,3% (2011).

Nas ruas, a população reclama por ser prejudicada. Na quinta e sexta-feira, os pontos de ônibus ficaram lotados de passageiros, o que também aconteceu nos terminais de integração. Aulas foram canceladas em instituições de ensino e muitos funcionários de repartições públicas e privadas não compareceram em seus locais de trabalho.

Informações de O Estado