Secretário de Edivaldo diz que fechamento de hospital do Governo vai superlotar Socorrão II

O secretário municipal de Saúde de São Luís, Lula Fylho, afirmou à imprensa na última terça-feira que o fechamento do Hospital Geral de Matões do Norte, administrado pelo Governo do Maranhão por meio da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh), vai superlotar o Hospital Municipal Clementino Moura, o Socorrão II.

“Catorze municípios que tinham ortopedia vão vir para o Socorrão II. Então vai superlotar. Na medida em que alguns hospitais da rede estadual não conseguem manter [as unidades] funcionando, vêm [pacientes] para cá. Quando lota Socorrão é porque está faltando hospital em algum lugar”, disse.

Com a declaração, o secretário municipal – que está em meio a um crise por conta de uma ação da Defensoria Pública e do Ministério Público por causa da precariedade e do abandono de obra no Hospital da Criança -, tenta responsabilizar a gestão de Flávio Dino, aliado de Edivaldo Holanda Júnior (PDT), sobre a crise na Saúde de São Luís.

Curioso é que ambos trabalham há pelo menos 4 anos em “parceria institucional”, e não conseguem, juntos, resolver problemas elementares na saúde de São Luís.

Prefeito anuncia fechamento de UPA em Estreito por falta de ajuda do Governo

Documento assinado pelo prefeito anuncia desativação de UPA 24 horas

O prefeito de Estreito, Cícero Neco, Cicinho, encaminhou à Câmara de Vereadores da cidade um documento por meio do qual confirma que fechará a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) construída no município.

Inaugurada em maio deste ano, a unidade custa, segundo apurou O Estado, algo em torno de R$ 400 mil mensais para funcionar adequadamente.

No comunicado, o prefeito diz que nunca conseguiu apoio, nem do governo federal, tampouco do governo Flávio Dino (PCdoB), o que o impossibilitou de manter a UPA em funcionamento.

“Desde a data de sua inauguração, […] o município de Estreito vem arcando com todas as despesas para manter o seu funcionamento, apesar da busca, sem sucesso, de parcerias com o Governo Estadual e/ou Governo Federal”, diz o texto.

Cicinho reclama, ainda, “falta de decisão” para a habilitação da unidade “junto ao Governo Estadual”.

“Todos os procedimentos legais exigidos para habilitar nossa UPA junto ao Governo Estadual foram rigorosamente cumpridos em tempo hábil e, até a data de hoje por falta de decisão do órgão responsável, não obtivemos a devida homologação de funcionamento, fator preponderante ao recebimento de recursos que contribuem, parcialmente, com o total dispendido pelo Município”, destacou.

A SES foi procurada para comentar a alegada “falta de decisão” para a habilitação da UPS de Estreito “junto ao Governo Estadual”, como informado pelo prefeito, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

Informações de O Estado

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