Após discussão e vexame, Beto Castro e Honorato recuam

Os vereadores Honorato Fernandes (PT) e Beto Castro (PROS), se retrataram na sessão de ontem, após a forte discussão da semana passada, que resultou em troca de acusações e anúncio de investigação no Ministério Público, a um suposto esquema de venda de emendas no Legislativo Municipal.

Honorato pediu desculpas a todos os membros do Legislativo e à sociedade. “Tenho muito respeito por esta Casa. Nesta ainda curta trajetória política, sempre primei pelo tom de conciliação e busquei sempre a conversa amigável como meio de solucionar os problemas. Por isso me desculpo com todos os meus pares e também com a nossa população pelo incidente da última quarta-feira”, disse.

Honorato também rechaçou ter negociado emendas parlamentares a um instituto, como sugeriu Beto Castro na última quarta-feira.

“Todos aqui neste parlamento são sabedores de que esta emenda foi integralmente destinada para a realização do Carnaval de Passarela e de terça feira, através do Instituto Lógica. Sem a destinação desta emenda o mesmo não aconteceria. Esta destinação inclusive foi objeto de várias matérias no período carnavalesco. Nada foi feitos às escondidas e de forma ilegal”, explicou.

Logo em seguida, o vereador Beto Castro também se posicionou sobre o episódio. Ele criticou a abordagem do caso e pediu desculpas ao petista.

“O episódio que aconteceu aqui nesta Casa foi lamentável. Fiquei indignado pela forma com que alguns veículos de comunicação trataram o caso, que muitas das vezes usaram o fato para denegrir a minha imagem. Mesmo assim, peço desculpas ao vereador Honorato, a esta Casa e à população de minha querida cidade pelo ocorrido na última quarta-feira”, finalizou.

Vereadores ‘batem boca’ na Câmara de São Luís: “Você é bandido”

A Câmara Municipal de São Luís foi palco hoje de um dos episódios mais lamentáveis da política maranhense.

Uma discussão entre os vereadores Beto Castro e Honorato Fernandes, resultou em troca de acusações – gravíssimas, por sinal -, provocações e encerramento da sessão.

O blog ainda não obteve a informação do que teria motivado a discussão, mas conseguiu um vídeo em que os vereadores, reeleitos em 2016, promovem a deplorável cena.

“Você é um bandido, bandido”, diz Beto Castro.

“Vossa excelência é um covarde”, rebate Honorato.

“Puxa as tuas contas. Mostra o teu patrimônio para comparar com o teu salário. Tu recebeu R$ 1 milhão e porrada aí, rapá [sic]. Passou perna em todo mundo com essas emendas aí. Tu sabe do que eu tô falando [sic]”, disse Beto Castro.

“Prove”, contesta, Honorato.

“Provo pelo teu instituto. Tu sobe naquela tribuna para dizer que é santo. E fale na minha frente, porque homem faz é assim. Olha no olho e fala. Tu é bandido, rapá. Lava dinheiro com emenda e vem com conversa pra cá rapá [sic]”, finalizou Beto Castro.

O clima ficou insustentável e a sessão acabou encerrada precocemente.

A discussão, contudo, ainda vai dar o que falar.

Com informações de Jorge Aragão

PT sumiu

A menor campanha eleitoral dos últimos 18 anos está apenas no início, mas já permite a análise a respeito de uma constatação inequívoca em São Luís: o desaparecimento do PT das ruas.

Manchado por escândalos nacionais de corrupção e abalado com o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e com o mais recente indiciamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Partido dos Trabalhadores se apequenou no processo eleitoral.

Além de não ter candidatura para a Prefeitura de São Luís, o partido também passou a ser “escondido” por seus candidatos ao Legislativo Municipal.

Exemplo disso está no material de campanha do vereador e candidato à reeleição, Honorato Fernandes.

Honorato retirou de parte do material que é distribuído ao eleitorado, a sigla PT. A própria foto do perfil do candidato no Facebook, que apresenta a candidatura e o número para votação na urna eletrônica, esconde o PT. Lá, há apenas uma pequena estrela vermelha, sem a tradicional identificação da legenda, que timidamente faz alusão ao partido.

Na fachada do seu comitê central de campanha, situado na Avenida São Luís Rei de França, o parlamentar também ofuscou a sigla. A identificação ficou diminuta, em segundo plano, protocolar até.

A situação do PT é complemente o inverso do que ocorreu nas eleições 2014, quando a legenda pertencia à coligação do candidato Lobão Filho (PMDB), mas era disputada por Flávio Dino (PCdoB), que na ocasião, aproveitava-se de dissidentes.

Os dois candidatos chegaram a lançar comitês de campanha para elevar, cada um ao seu modo, o PT na capital e ganhar desta forma a prerrogativa de ser o candidato apoiado por Lula e Dilma.

No pleito deste ano, a legenda está coligada a Edivaldo Holanda Júnior (PDT), que se dizia conselheiro de Dilma em 212. Mas nem ele faz referência ao partido.

O PT sumiu…

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão