AMMA já interpelou Fernando Furtado

Fernando Furtado é do PCdoB

Fernando Furtado é do PCdoB

A Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA) já interpelou o deputado estadual Fernando Furtado (PCdoB), que no mês de julho, durante uma audiência pública, assegurou ter presenciado um esquema de venda de sentenças entre um colega de parlamento e um emissário de desembargador, num posto de combustíveis na capital.

Na interpelação, que ocorreu por meio de processo criminal em tramitação até ontem no Órgão Especial do Tribunal de Justiça, a AMMA requereu ao deputado que declinasse, em juízo, deforma exata e concreta, os nomes dos membros da Justiça Estadual envolvidos no suposto esquema de corrupção.

O órgão sustenta que as declarações atribuídas ao parlamentar e divulgadas na imprensa, atentam contra a honra, a dignidade e garantias de todos os membros do Tribunal de Justiça – que foi quem determinou a interpelação -, e consequentemente, a todos os magistrados. O desembargador Paulo Vélten foi quem atuou como relator no processo.

Fernando Furtado, como atesta o sistema de busca de processos judiciais JurisConsult, já respondeu á interpelação. O blog, contudo, não teve acesso ao conteúdo da resposta do parlamentar.

Por meio de sua assessoria, o deputado Fernando Furtado afirmou que não se manifestará à imprensa sobre o tema.

Fernando Furtado só se manifestará após ser notificado pelo TJ

Fernando Furtado é do PCdoB

Fernando Furtado é do PCdoB

A assessoria de comunicação do deputado estadual Fernando Furtado (PCdoB), afirmou ao blog que o parlamentar somente se manifestará da decisão do Tribunal de Justiça, de que ele seja submetido a interpelação judicial, após ele ser notificado pelo TJ.

Até o fim da tarde de ontem, segundo a assessoria, o parlamentar só havia tomado conhecimento da decisão do TJ por meio da imprensa.

O TJ decidiu pela interpelação de Furtado, que deve ser conduzida pela Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) e pela Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA) após ter denunciado um suposto esquema de venda de sentenças na Corte Estadual.

Ele afirmou ter presenciado o pagamento de propina de um deputado estadual a um emissário de desembargador num posto de combustível. Apesar disso, jamais delatou os nomes dos envolvidos no “esquema”.

A decisão pela interpelação judicial ocorreu na sessão jurisdicional de ontem, do Órgão Especial do TJ após ter sido apresentada, oralmente, proposição do desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos.

O magistrado sustentou que a denúncia acaba colocando toda a Corte sob suspeita, por isso a necessidade de explicações por parte do deputado.

Ainda não há data para que a interpelação seja realizada.