Gafe: para advogados paulistas, Pedrinhas fica na cidade de Pedreiras

Advogado paulista é acompanhado por Othelino Neto na Assembleia

Advogado paulista é acompanhado por Othelino Neto na Assembleia Legislativa

Os sete advogados e uma bacharel, todos de São Paulo – com a exceção de um profissional maranhense -, que protocolaram ontem pedido de Impeachment contra a governadora Roseana Sarney (PMDB) na Assembleia Legislativa, demonstraram estarem totalmente desinformados a respeito da real situação do Maranhão.

Além dos inúmeros erros de grafia e da falta de fundamentação jurídica, a peça apresentada pelos advogados, que para o deputado estadual Roberto Costa (PMDB) não passa de uma manobra política comandada por Flávio Dino (PCdoB), cita o Complexo Penitenciário de Pedrinhas como situado na cidade de Pedreiras, distante 273 quilômetros da capital. Isso mesmo, para eles Pedrinhas está bem distante de São Luís.

Imagem do blog de Gilberto Léda

Imagem do trecho da peça dos advogados / blog do Gilberto Léda

Um erro gravíssimo e que compromete todo o teor da ação explorado com exaustão pela mídia dinista. O documento, que será arquivado pelo presidente da Assembleia, deputado Arnaldo Melo (PMDB), tamanha a pobreza e ausência de segurança jurídica, foi desqualificado pelo deputado Roberto Costa, que pedirá à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) a investigação dos profissionais.

Costa quer saber qual a situação dos registros profissionais dos advogados, que não informaram na peça os seus respectivos números de inscrição na OAB, e quer investigação sobre a atuação dos profissionais. Para ele o Coletivo de Advogados em Direitos Humanos foi criado apenas para uma situação política no Maranhão e não dispõe sequer de CNPJ. “É um coletivo fantasma e picareta a serviço do senhor Flávio Dino. A peça é tão fajuta e sem fundamentação jurídica, que não vai prosperar na Assembleia Legislativa”, afirmou o deputado.

É rasteira a manobra no PT

PTÉ rasteira e covarde, sob todos os aspectos, a manobra de um pequeno grupo político dentro do PT no Maranhão.

O grupo, que apoia a candidatura de Henrique Sousa, perdeu a eleição no primeiro turno com uma diferença absurda, uma prova concreta de que a militância do partido optava pela manutenção do atual presidente no posto, Raimundo Monteiro.

Com um argumentação frágil, mas aceitável, o grupo que parece atuar na base do coronelismo, alegou que a eleição não poderia ter sido validada em 41 municípios, por haver impedimento em relação a militantes inadimplentes. Os débitos, no entanto, já haviam sido pagos coletivamente e as cédulas emitidas pela Direção Nacional do partido, o que automaticamente, autorizava a realização da eleição naqueles municípios.

Até aí tudo bem. Os questionamentos feitos por Henrique e companhia eram válidos, aliás, se havia algum tipo de brecha no processo e isso pudesse o beneficiar, essa brecha tinha de ser explorada a exaustão.

Mas, o processo começou a declinar de uma forma tão medíocre, mesquinha e a ganhar contornos tão rasteiros, que o grupo alinhado a Henrique, que tanto condenou manobras políticas e práticas não republicanas, conseguiu lançar por terra todo o seu discurso e se mostrou pior do que aquilo que condenava.

Domingo, além de impedir a realização da eleição municipal em São Luís, sob o argumento de que não aceitaria a definição da Executiva Nacional em relação ao PED Estadual – que pode inclusive ser favorável ao grupo – e que estava suspenso, o bloco decidiu realizar, com total aval da mesa [coordenada por Ivaldo Coqueiro], a eleição em cerca de 70 municípios.

Eleição sem validade, respaldo ou credibilidade dentro do PT. Ao mesmo tempo, plantaram notas na mídia paulista, de que Henrique havia vencido a eleição – que estava suspensa -, na tentativa de provocar constrangimento e mal estar na base petista no Maranhão, que é maior do que os interesses de Henrique e companhia.

O grupo, que tenta de todas as formas manipular o processo, age com as garras de um coronelismo que tanto atacou em seus discursos no estado. Age de forma rasteira, ignora a moralidade e se transforma, cada dia mais, num arsenal de insanidade. Lamentável episódio.