Janela se fechando…

Faltam exatos 15 dias para o fechamento da janela partidária que permite aos candidatos às eleições de outubro a troca de partidos sem infringir leis eleitorais. Até o dia 7 de abril, candidatos a presidente, governador, senador e deputado federal e estadual terão de buscar um abrigo partidário que lhes garanta condições de se eleger em outubro. E é exatamente este o problema.

É cada vez mais restrito o espaço em legendas que ofereçam o mínimo de condições estruturais para seus filiados – militância, tempo de propaganda, consolidação programática… – sem que oprimam seus valores. E há uma profusão de candidatos ainda em busca deste espaço.

Na lista dos “sem-partido” está desde o candidato a governador Eduardo Braide (ainda no minúsculo PMN), até centenas de candidatos a deputado federal e estadual, passando pelos candidatos a senador José Reinaldo Tavares (sem partido) e Waldir Maranhão (Avante).

Além de encontrar uma legenda que lhes dê abrigo, esses candidatos precisam ter tempo na propaganda eleitoral, uma chapa de qualidade para a disputa e, sobretudo, um palanque de peso, que abrigue um candidato a presidente e um candidato a governador com o mínimo de competitividade.

E são esses pré-requisitos que tornam ainda mais tensos os últimos dias de janela aberta para filiações.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Compasso de espera

Três partidos com forte atuação política no Maranhão – PMDB, PSDB e PSB – estão em uma espécie de compasso de espera em relação ao andamento das questões políticas de Brasília. E qualquer que for o resultado da crise federal terá influência direta nas eleições maranhenses de 2018.

O PMDB é o partido do presidente Michel Temer, alvo de pressões por uma renúncia. Se o ato extremo ocorrer, obviamente que a legenda ganha nova configuração de cenário para a disputa no estado. Entraria o partido em uma disputa sem o fundamental apoio do governo central?

O PSDB, por sua vez, tem seu principal nome – senador Aécio Neves – envolvido diretamente nas denúncias de corrupção trazidas à tona pela delação dos executivos da JBS. E seu revés acaba por diminuir a importância eleitoral do seu partido. Aos tucanos resta esperar se um deles possa almejar o poder em uma eventual troca de comando em Brasília.

Das três principais legendas, o PSB foi a única que já tomou posição em relação ao governo Temer. O partido decidiu anunciar-se na oposição. E isso, claro, influencia diretamente no projeto do senador maranhense Roberto Rocha. O socialista tem cargos e acesso a verbas no governo Temer, que também podem cair em caso de queda do atual presidente. E sem espaços em Brasília, torna-se missão difícil competir no Maranhão em 2018.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Base de Flávio se dissolve para 2016

Rose Sales se filiou ao PP na manhã de ontem em São Luís

Rose Sales se filiou ao PP no sábado em São Luís

O Estado – Faltando pouco mais de um ano para as eleições municipais, o bloco partidário que se formou para eleger Flávio Dino (PCdoB) governador do Maranhão vai dando mostras de que, no ano que vem, marchará rachado, com pelo menos quatro candidaturas a prefeito de São Luís.

Uniram-se em coligação na eleição de 2014 nove partidos: PCdoB, PSB, PTC, PPS, PDT, PSDB, PP, PROS e Solidariedade.

Em 2016, o PTC deve ter o atual prefeito, Edivaldo Holanda Júnior, como candidato à reeleição, com o apoio do PCdoB e do PDT.

No mais recente movimento de articulação, o Partido Progressista oficializou, no sábado, 16, a filiação da vereadora Rose Sales, recém-egressa das hostes comunistas. Ela foi apresentada como pré-candidata a prefeita.

“Temos a convicção de que hoje estamos selando uma aliança duradoura e de ouro. Aqui é a pedra fundamental, um lançamento de uma pré-candidatura a prefeita de Rose Sales a prefeita de São Luís”, destacou o presidente estadual do PP, deputado federal Waldir Maranhão.

Sales endossou o movimento de Maranhão ao fazer um discurso carregado de críticas ao prefeito. “São Luís não tem gestão, não tem prefeito. A cidade precisa ser tratada como mais carinho, precisa urgentemente de gestão”, destacou.

Adversários

Outro aliado de 2014 que pode virar adversário em um ano é o Partido Popular Socialista. Nesse caso, a candidata a prefeita deve ser a deputada federal Eliziane Gama, que conta com dois cenários para isso: no primeiro, sai mesmo pelo PPS; no outro, como candidata do partido que nascer da fusão do seu partido com o PSB, atualmente comandado pelo senador Roberto Rocha na capital.

Dos quatro partidos que podem ter candidatura própria em São Luís no ano que vem, apenas do PSDB ainda não tem um nome pré-definido.

O presidente estadual da legenda, Carlos Brandão, vice-governador do Estado, garante participação dos tucanos na majoritária. Falta escolher um nome.

“O PSDB sempre aqui em São Luís teve participação nas eleições municipais. Nós temos muitos quadros e acho que é praticamente certa a presença do PSDB com um candidato a prefeito de São Luís”, disse, há duas semanas.

O nome natural da sigla seria o deputado estadual Neto Evangelista, candidato a vice-prefeito em 2012, na chapa com o ex-prefeito e atual deputado federal João Castelo. Mas ele abdicou da possibilidade ao firmar acordo com o governador Flávio Dino para assumir a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedes).

Atualmente, próceres do PSDB tentam convencer Luis Fernando Silva, recém-filiado, a aceitar a missão. “O Luis Fernando pode ser candidato aqui ou em São José de Ribamar. Até setembro isso vai ser decidido, porque o Luis Fernando vai decidir o domicílio eleitoral dele”, destaca Brandão.

Flávio Dino já contemplou cinco partidos políticos

Tavares lidera a equipe de transição de Flávio Dino e será chefe da Casa Civil

Tavares lidera a equipe de transição de Flávio Dino e será chefe da Casa Civil

A indicação de Julião Amin (PDT) para o comando da Secretaria de Estado do Trabalho e Economia Solidária do futuro governo, que será iniciado em janeiro de 2015, consolidou a abertura de espaços para cinco partidos políticos pelo governador eleito Flávio Dino (PCdoB).

Até o momento, já foram contemplados pelo comunista, PP, PDT, PSB, PCdoB e PSDB, todos apoiadores de Dino na eleição 2014. Outras siglas como PTC, SDD, PROS, PPS e a resistência do PT, aguardam indicações.

Pelo PP quem foi confirmada como futura secretária de Cidades na administração de Dino, é Flávia Alexandrina, ex-gerente da Caixa Econômica Federal. Flávia, que atualmente trabalha como gerente de projetos de uma empresa de engenharia e construção, teve o nome aprovado pelo deputado federal Waldir Maranhão (PP).

Pelo PSB quem já ocupa espaços com Dino é o deputado estadual Marcelo Tavares, coordenador da equipe de transição. O partido havia indicado o ex-governador José Reinaldo Tavares, mas acabou sendo contemplado com o parlamentar, que ocupará o posto de secretário-chefe da Casa Civil.

Já pelo PCdoB dois nomes foram confirmados. O primeiro é presidente da sigla, Marcio Jerry, que ocupará a Articulação Política da futura gestão, o segundo é de Cleyton Noleto, para a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra). Noleto é da Região Tocantina.

PPS de Eliziane, por outro lado, ainda não foi contemplado

PPS de Eliziane, por outro lado, ainda não foi contemplado

Desenvolvimento – O PSDB, por sua vez, que elegeu como vice-governador o deputado federal Carlos Brandão, acertou a indicação do deputado federal Neto Evangelista. O tucano ocupará a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, que cuida dos programas sociais vinculados ao Governo Federal.

O PDT, do deputado federal Weverton Rocha, garantiu espaços com a indicação de Julião Amin para a Secretaria de Estado do Trabalho e Economia Solidária.

Outros cinco partidos ainda não garantiram espaços na futura administração estadual. PTC do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, SDD dos deputados federais Domingos Dutra e Simplício Araújo, PROS de Zé Vieira, PPS da deputada estadual Eliziane Gama e a ala da resistência do PT, articulada por Marcio Jardim, aguardam a confirmação de nomes.

Do PT foi confirmado o nome de Francisco Gonçalves para a pasta de Direitos Humanos, mas ele não integra a ala de resistência liderada por Jardim.

Fusões e incorporação de partidos altera cenário para 2016 no estado

César Pires não fica no DEM se partido se fundir a outra siglsa

César Pires não fica no DEM se partido se fundir a outra siglsa

Após finalizado o processo eleitoral no Brasil, partidos políticos intensificam as negociações a respeito de possíveis fusões e incorporações no campo nacional. Esse tipo de movimentação atinge diretamente as estruturas políticas de algumas legendas no Maranhão, que já trabalham perspectivas de possíveis cenários para as eleições 2016.

Negociam fusões o PPS com o PSB e o DEM com PSDB – estes últimos de forma mais tímida. Já no que diz respeito à incorporação, PDT com o PTC. Todas estas siglas, exceto o DEM, integram o grupo oposicionista no estado, liderado pelo governador eleito Flávio Dino (PCdoB).

Em Brasília, as direções de PPS e PSB já começaram a discutir com mais profundidade a possibilidade de fusão já para os dois últimos meses do ano. O PSB elegeu 34 deputados federais e o PPS outros 10. O objetivo é unificar e fortalecer a bancada, para atuar na oposição ao governo Dilma Rousseff (PT). O Solidariedade (SD) também sustenta a possibilidade de fusão.

Eliziane Gama  torce para que ocorra fusão com o PSB

Eliziane Gama torce para que ocorra fusão com o PSB

No Maranhão, a deputada estadual Eliziane Gama, presidente do diretório estadual do PPS, avalia positivamente a possibilidade de fusão. Ela destacou a O Estado o fortalecimento da legenda que comanda e disse que apoia o modelo proposto por dirigentes nacionais da sigla.

“Se houver de fato a fusão do PPS com o PSB, nós passaremos a ser a quinta maior legenda do Brasil, e isso significa muito. Significa, por exemplo, aumentar a bancada na Câmara Federal, presidir comissões na Câmara, obter mais tempo para debates, ampliação de fundo partidário, ou seja, nós conseguiríamos crescer bastante partidariamente”, afirmou.

Gama explicou que o debate foi iniciado durante a disputa do segundo turno das eleições presidenciais e revelou que a expectativa é de que uma definição ocorra em curto prazo.

“Antes da posse dos deputados federais, que ocorrerá em fevereiro, já teremos uma noção da possiblidade ou não da fusão. Particularmente acredito que é totalmente possível. Nas conversas que a gente tem com alguns colegas, dá para perceber também esse desejo. O PPS já vem tentando há muito tempo uma reformulação. Alguns falam até em refundação. A própria Marina Silva chegou a elogiar a determinação do PPS de debater essa refundação. Acho que os partidos brasileiros hoje precisam ter esse sentimento”, completou.

Não fica – Outras siglas que discutem a possiblidade de fusão no campo nacional, são o DEM e o PSDB, que quer ampliar as suas bases na oposição ao governo Dilma. Até o momento, segundo o deputado estadual César Pires (DEM), as negociações não alcançaram os membros da legenda no Maranhão. Pires, porém, já deixa claro que se a proposta for concretizada, ele deixa o partido.

“Até o momento, nada foi discutido no âmbito estadual, pelo menos que tivesse alcance dos deputados. Mas se houver fusão eu terei de procurar uma outra alternativa. Estarei liberado para isso [juridicamente]. Então o que digo é isso: se houver fusão eu não fico”, enfatizou.

Saída de Evangelista fortalece PDT na Assembleia, que equilibra forças com PV e PMDB

Saída de Neto Evangelista aumenta a bancada do PDT

Saída de Neto Evangelista aumenta a bancada do PDT

A indicação do deputado estadual Neto Evangelista (PSDB) para o primeiro escalão do futuro Governo de Flávio Dino (PCdoB), tem um reflexo direto no equilíbrio de forças na Assembleia Legislativa.

Isso porque quem assume o posto do parlamentar é o suplente Rafael Leitoa, do PDT, que passa a formar a maior bancada parlamentar junto ao PMDB e ao PV.

Cada um dos partidos agora terá quatro deputados na próxima legislatura. Pelo menos se o cenário se mantiver o mesmo até 2015.

Rafael Leitoa engrossa as fileiras do PDT ao lado de Fabio Macedo, Valéria Macedo e Humberto Coutinho, preferido por Flávio para comandar o Legislativo.

Pelo PMDB atuarão os deputados Roberto Costa, André Murad, Nina Melo e Max Barros. Já pelo PV, os parlamentares Edilázio Júnior, Hemetério Weba, Rigo Teles e Adriano Sarney.

Se inalterado o quadro, PDT, PMDB e PV terão poder de fogo para disputar espaços na Mesa Diretora, nas Comissões Parlamentares e nos Blocos da Casa.

Dezesseis partidos políticos já indicam apoio a Lobão Filho para a eleição

Lobão Filho conta com o apoio de Lula para a eleição

Lobão Filho conta com o apoio de Lula para a eleição

De O Estado – Dezesseis partidos políticos já indicam apoio à pré-candidatura do senador Lobão Filho (PMDB) ao Governo do Estado.

As legendas compõem a base governista no Legislativo Estadual e são as mesmas que apoiavam, no grupo, a pré-candidatura do ex-secretário de estado da Infraestrutura, Luis Fernando Silva (PMDB).

O objetivo do candidato, agora, é ampliar esta base, em conversas com o PR e o PP, que ainda não definiram oficialmente que caminho seguirão no Maranhão.

Amanhã, representantes destes partidos participarão do lançamento oficial da pré-candidatura do peemedebista. A governadora Roseana Sarney (PMDB) também participará do ato, no auditório Fernando Falcão, na Assembleia Legislativa.

Os partidos que têm representantes na Assembleia e que acompanham a pré-candidatura de Lobão Filho são o PMDB, PT, PTB, PSD, DEM, PV, PHS, PMN, PRB, PRP, PEN, PRTB, PSL, PTN, PSC, e PTdoB.

Não há dentre as legendas citadas, qualquer divergência em relação ao nome de Lobão Filho. Outras siglas consideradas menores, mas que vão participar ativamente das eleições proporcionais, também devem apoiar o peemedebista.

Além dos 16 partidos já relacionados, Lobão Filho tenta agregar o PP e o PR, que até o ano passado integravam a base do Governo do Estado.

Ele já entrou em contato com os representantes das siglas e tentará acordo político nos próximos dias para as eleições.

Fim do prazo para filiações partidárias

Trinchão não conseguiu evitar esvaziamento no PSD

Trinchão não conseguiu evitar esvaziamento no PSD

Acaba hoje o prazo determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para filiações partidárias daqueles que pretendem disputar a eleição de 2014.

 A movimentação é intensa tanto nos partidos da base quanto naqueles que compõem a oposição ao Governo do Estado. O clima de tensão, no entanto, é predominante entre os governistas.

 Somente na Assembleia Legislativa, devem confirmar novos rumos partidários ainda o deputado estadual Rogério Cafeteira [sem partido]; Alexandre Almeida (PSD), André Fufuca (PSD), Dr. Pádua (PSD), Camilo Figueiredo (PSD), Fábio Braga (PMDB), Hélio Soares [sem partido] e Max Barros (PMDB).

 Esses são os principais nomes citados nos bastidores da Casa. Por conta do sentimento de instabilidade na Casa o líder do governo no legislativo, deputado Cesar Pires (DEM), chegou a pedir a intervenção da governadora Roseana Sarney (PMDB) na formação de coligações proporcionais. O deputado Roberto Costa (PMDB), em contrapartida, reagiu e disse que Roseana não poderia intervir na questão.

 O clima foi de tensão ao longo da semana, e houve até registro de discussões no plenário. Por tudo isso, hoje o dia promete nos bastidores…

Partidos estudam isolar PMDB

Movimentação é grande na Assembleia

Movimentação é grande na Assembleia

Corre nos bastidores da Assembleia Legislativa entre membros de partidos considerados de médio porte, uma articulação que tem por objetivo isolar o PMDB na eleição de 2014.

Isso porque deputados destes mesmos partidos acreditam que se formarem chapa com a legenda da governadora Roseana Sarney, correrão o risco de não se reelegerem no próximo pleito.

A tese foi fortalecida ontem, após o PMDB reafirmar posicionamento de que formará chapa tanto para a eleição estadual quanto para a Câmara dos Deputados. Por enquanto, nada está definido, mas os parlamentares estudam formar uma chapa única, na tentativa de deixar mais igualitária a disputa, sem a presença do PMDB.

Mas há quem resista a ideia. Até porque o PMDB é o partido do também pré-candidato Luis Fernando Silva, que estará na disputa majoritária em 2014. E isso pode beneficiar alguns deputados.

Eliziane de braços abertos

Jorge Aragão – A deputada estadual Eliziane Gama (PPS), cada vez mais candidata aoeliziane 3 Governo do Maranhão, está acompanhando de perto a situação do PSB e não desistiu de contar com a legenda para as eleições de 2014.

O PSB, como deixou claro o ex-governador José Reinaldo e o vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha, espera ter um palanque forte para o seu candidato a presidente, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Os dois afirmaram que Flávio Dino (PCdoB) irá proporcionar esse palanque para o Eduardo Campos aqui no Maranhão.

No entanto, poucos acreditam que Dino tenha a coragem de romper com o PT, leia-se Dilma Rousseff e Lula. Dino não iria cometer a ingratidão de ter participado durante quase quatro anos do Governo Dilma e de repente apoiar outra candidatura e não a continuidade do governo da petista.

Além disso, Dino tem plena consciência que apoiando a candidatura de Eduardo Campos, deixará Dilma Rousseff e Lula liberados para apoiarem integralmente e pessoalmente a candidatura de Luis Fernando (PMDB).

Se Dino optar por apoiar Dilma, mesmo sem receber seu apoio, ele estará praticamente obrigando o PSB a seguir outro caminho no Maranhão.

E é nesse momento que surge a candidatura de Eliziane Gama, que receberia o PSB de braços abertos e de quebra concederia um forte palanque par Eduardo Campos.

Se Flávio Dino está entre a cruz e a espada (reveja), Eliziane Gama, por sua vez, está aguardando o desfecho da situação e é claro, de braços abertos para o PSB.