Oito ‘pastores’ evangélicos disputam as eleições 2014 no Maranhão

pastor federalOito candidatos que dispõem de título, ou se auto intitulam pastores evangélicos, disputam as eleições 2014 no Maranhão. Três deles são candidatos a deputado estadual. Os outros cinco tentam cadeira na Câmara Federal.

Para a Assembleia Legislativa disputam vagas, o baiano de Itapetinga, pastor Marcos Aurélio (PRP), registrado na Justiça Eleitoral pela coligação “Força Jovem”. Em relação ao grau de instrução declarado, ele especifica que apenas lê e escreve.

O segundo candidato a deputado estadual que exerce liderança religiosa é o pastor Sebastião Ferreira (PSDC). Ludovicense, ele tem ensino superior completo.

O outro pastor candidato à uma vaga na Assembleia Legislativa é Silvano Pinho de Sousa, o pastor Silvano (PSDC). Ele é natural de Santa Rita.

Câmara – O maior número de ‘pastores’ candidatos, no entanto, se concentra para a disputa da Câmara Federal.

Dois deles ganham destaque no cenário político. Trata-se do suplente de senador pastor Bel e do vice-prefeito de Imperatriz, pastor Porto. Heber Waldo Silva Costa, o pastor Bel (PEN), é segundo suplente de senador e pertence ao grupo do candidato a governador Lobão Filho (PMDB).

Já Luiz Carlos Porto, conhecido na política como pastor Porto (PPS), integra o grupo do comunista Flávio Dino (PCdoB).

Os outros três pastores candidatos a deputado federal são Antonio Cicero (PTB), pastor Santiago (PTdoB) e pastor Marcos Nascimento (PTC).

De todos eles, apenas o pastor Porto declara à Justiça, como ocupação, ser “sacerdote ou membro de uma seita religiosa”.

Bel e Marcos Nascimento não informam ocupação e Cícero e Santiago justificam ser empresários.

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Para se tornar pastor em determinas denominações evangélicas, é necessário que o líder tenha concluído seminário, em instituição credenciada, curso que equivale a graduação de nível superior, é o que exigem, por exemplo, as tradicionais Igreja Batista e Assembleia de Deus. O curioso é que, dos oito ‘pastores’ registrados na Justiça Eleitoral para a disputa da eleição 2014, apenas dois – para a Câmara Federal [pastor Porto e pastor Cícero], completaram o ensino superior. Outros dois têm apenas o ensino médio [Bel e pastor Marcos Nascimento] e um [Satiago], o ensino superior incompleto. Já para a Assembleia, dos três candidatos, dois completaram o ensino superior [Sebastião Ferreira e Silvano]. Um [Marcos Aurélio] declarou que apenas lê e escreve.pastor estadual

Alarme falso em Pedrinhas

A peça metálica não era afiada e não foi achada dentro do sapato, como divulgado inicialmente  (Foto: De Jesus)

A peça metálica não era afiada e não foi achada dentro do sapato, como divulgado inicialmente (Foto: De Jesus)

Daniel Matos – O pedaço de metal encontrado no sapato de um homem que tentou entrar hoje no Complexo Penitenciário de Pedrinhas não era uma lâmina. Foi o que constatou o delegado Newton Martins, titular do 12ºDistrito Policial, no Maracanã, para onde o acusado foi encaminhado por policiais militares no início da tarde desta terça-feira.

Na verdade, a peça metálica entrou acidentalmente no solado do sapato de José Luís Sousa Neres, 35 anos, operador de máquinas residente no Maracanã, que há dois anos faz um trabalho de evangelização com os encarcerados. Na delegacia, Neres explicou que fora a Pedrinhas nesta  terça-feira solicitar a renovação da licença para continuar pregando aos detentos do complexo.

O pedaço de metal, feito em zinco, mede cinco centímetros de comprimento por 1 centímetro de largura e nem sequer era afiado. Tudo indica que a peça entrou acidentalmente na parte de baixo do calçado quando o homem caminhava.

Desfeito o mal entendo, José Luís Sousa Neres foi liberado.

Polícia esclarece transferência de presos

A polícia esclareceu que os três presos que ficaram em São Luís e permanecem no Comando Geral da Polícia Militar, não são  Marinaldo Assunção Roxo, conhecido como Cerequinha; Nilson da Silva Sousa, o Diferente, e Rone Lopes da Silva, o Roney Boy, apontados como líderes da rebelião ocorrida no Anexo do Presídio São Luís.

Os detentos que continuam em São Luís, na verdade, fizeram parte do núcleo que liderou o movimento. Dentre eles, está um índio Guajajara, apontado como o mentor e executor da barbárie que teve como objetivo, decapitar três presos.

De acordo com a polícia, a transferência dos 20 detentos foi feita por policiais da Força Nacional de Segurança (FNS), encaminhados ao Maranhão pelo Ministério da Justiça (MJ).

Todos os presos que embarcaram são considerados de alta periculosidade e, alguns deles, já estavam em trâmite processual para que a transferência fosse feita. Segundo o secretário de Segurança, Aluísio Mendes, a decisão faz parte do conjunto de decisões que estão sendo tomadas por conta da rebelião.

Mais informações em breve…

“Pastor, em quem Deus disse que devemos votar?”

Por Renato Vargens do Lagoinha.com

Em tempo de eleição essa é uma das dúvidas mais comuns em nossas igrejas. Isto porque irmãos em Cristo que temem ao Senhor e que desejam fazer o melhor para o seu país acreditam que os seus pastores receberam de Deus orientações claras quanto àqueles que deverão governar a nação. Nesta perspectiva, buscam em seus líderes orientações em quem votar. No entanto, o que talvez muitos não saibam é que do ponto de vista ético e cristão, o pastor não possui o direito de manipular o voto de ninguém. Todavia, em virtude de desejos escusos, alguns pastores inescrupulosos, imbuídos de messianismo político fajuto, enganam o povo, determinando ao rebanho o nome daqueles que deverão ser votados. Caro leitor, como disse anteriormente, não creio na manipulação religiosa em nome de Deus. Não acredito num messianismo em que a utopia de um mundo perfeito se constrói a partir do momento em que crentes são eleitos, nem tampouco comercializo o rebanho de Cristo, vendendo-o por interesses escusos a políticos inescrupulosos. Diante do exposto, gostaria de reproduzir aqui o décalogo do voto ético que foi defendido na década de 1990 pela Associação Evangélica Brasileira:

1. O voto é intransferível e inegociável. Com ele o cristão expressa sua consciência como cidadão. Por isso, o voto precisa refletir a compreensão de que o cristão tem de seu País, Estado e Município;

2. O cristão não deve violar a sua consciência política. Ele não deve negar sua maneira de ver a realidade social, mesmo que um líder da igreja tente conduzir o voto da comunidade noutra direção;

3. Os pastores e líderes têm obrigação de orientar os fiéis sobre como votar com ética e discernimento. No entanto, a bem de sua credibilidade, o pastor evitará transformar o processo de elucidação política num projeto de manipulação e indução político-partidário;


4.
Os líderes evangélicos devem ser lúcidos e democráticos. Portanto, melhor do que indicar em quem a comunidade deve votar, é organizar debates multipartidários, nos quais, simultanea ou alternadamente, representantes das correntes partidárias possam ser ouvidos sem preconceitos;

5. A diversidade social, econômica e ideológica que caracteriza a igreja evangélica no Brasil impõe que não sejam conduzidos processos de apoio a candidatos ou partidos dentro da igreja, sob pena de constranger os eleitores (o que é criminoso) e de dividir a comunidade;

6. Nenhum cristão deve se sentir obrigado a votar em um candidato pelo simples fato de ele se confessar cristão evangélico. Antes disso, os evangélicos devem discernir se os candidatos ditos cristãos são pessoas lúcidas e comprometidos com as causas de justiça e da verdade. E mais: é fundamental que o candidato evangélico queira se eleger para propósitos maiores do que apenas defender os interesses imediatos de um grupo religioso ou de uma denominação evangélica. É óbvio que a igreja tem interesses que passam também pela dimensão político-institucional. Todavia, é mesquinho e pequeno demais pretender eleger alguém apenas para defender interesses restritos às causas temporais da igreja. Um político de fé evangélica tem que ser, sobretudo, um evangélico na política e não apenas um “despachante” de igrejas. Ao defender os direitos universais do homem, a democracia, o estado leigo, entre outras conquistas, o cristão estará defendendo a Igreja.
7. Os fins não justificam os meios. Portanto, o eleitor cristão não deve jamais aceitar a desculpa de que um evangélico político votou de determinada maneira porque obteve a promessa de que, em assim fazendo, conseguiria alguns benefícios para a igreja, sejam rádios, concessões de TV, terrenos para templos, linhas de crédito bancário, propriedades, tratamento especial perante a lei ou outros “trocos”, ainda que menores. Conquanto todos assumamos que nos bastidores da política haja acordos e composições de interesse, não se pode, entretanto, admitir que tais “acertos” impliquem na prostituição da consciência cristã, mesmo que a “recompensa” seja, aparentemente, muito boa para a expansão da causa evangélica. Jesus Cristo não aceitou ganhar os “reinos deste mundo” por quaisquer meios, Ele preferiu o caminho da cruz.
8. Os votos para Presidente da República e para cargos majoritários devem, sobretudo, basear-se em programas de governo e no conjunto das forças partidárias por detrás de tais candidaturas que, no Brasil, são, em extremo, determinantes; não em função de “boatos” do tipo: “O candidato tal é ateu”; ou: “O fulano vai fechar as igrejas”; ou: “O sicrano não vai dar nada para os evangélicos”; ou ainda: “O beltrano é bom porque dará muito para os evangélicos”. É bom saber que a Constituição do país não dá a quem quer que seja o poder de limitar a liberdade religiosa de qualquer grupo. Além disso, é válido observar que aqueles que espalham tais boatos quase sempre têm a intenção de induzir os votos dos eleitores assustados e impressionados na direção de um candidato com o qual estejam comprometidos.
9. Sempre que um eleitor evangélico estiver diante de um impasse do tipo: “o candidato evangélico é ótimo, mas seu partido não é o que eu gosto”, é compreensível que dê um “voto de confiança” a esse irmão na fé, desde que ele tenha as qualificações para o cargo. Entretanto, é de bom alvitre considerar que ninguém atua sozinho. Por melhor que seja o irmão em questão, ele dificilmente transcenderá a agremiação política de que é membro, ou as forças políticas que o apoiem.
10. Nenhum eleitor evangélico deve se sentir culpado por ter opinião política diferente da de seu pastor ou líder espiritual. O pastor deve ser obedecido em tudo aquilo que ensina sobre a Palavra de Deus, de acordo com ela. No entanto, no âmbito político-partidário, a opinião do pastor deve ser ouvida apenas como a palavra de um cidadão, e não como uma profecia divina.