Caso Sefaz: Justiça começa a desmontar acusações do MP

O Estado – A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão deve deferir pedido do advogado e ex-procurador-adjunto do Estado do Maranhão Ricardo Gama Pestana para o trancamento da ação penal a que responde em decorrência do chamado “Caso Sefaz”.

Gama foi incluído na ação porque, segundo denúncia do promotor Paulo Ramos, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Tributária e Econômica de São Luís, emitiu parecer pelo pagamento de um precatório do Banespa (hoje Santander).

O ex-procurador já conseguiu dois dos três votos da Câmara. Decidiram pelo trancamento o desembargador relator da matéria, José Bernardo Rodrigues, e o desembargador José Luís Almeida. Falta apenas o voto do desembargador Vicente de Paula, que pediu vistas do caso.

Em tese, a ação já estaria trancada, uma vez que um único voto não seria capaz de modificar o entendimento do colegiado sobre o tema. Mas como os outros desembargadores ainda podem mudar de opinião após o voto do único membro da Câmara que ainda não se manifestou, não se pode garantir que a decisão final será pelo trancamento.

Parecer – O voto do relator da matéria acompanhou parecer da procuradora de Justiça Flávia Vieira. Representando o Ministério Público no colegiado, ela modificou em banca – após leitura do relatório e sustentação oral da defesa de Ricardo Pestana – parecer que havia sido encaminhado pela Procuradoria Geral de Justiça do Maranhão (PGJ/MA) e assinado pela procuradora de Justiça Rita de Cassia Moreira, opinando pelo indeferimento.

A denúncia formulada pelo promotor Paulo Ramos contra Ricardo Pestana e outras nove pessoas – dentre elas a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) – aponta indícios de irregularidades em compensações de débitos tributários com créditos de precatórios que podem ter gerado, segundo a acusação, prejuízo de mais de R$ 400 milhões aos cofres públicos. Ele pede a devolução de R$ 1,6 bilhão.

De acordo com o representante do MP, acordos judiciais reconheciam a possibilidade da compensação de débitos tributários do ICMS com créditos não tributários oriundos de precatórios.

Além disso, diz o MP, foram criados filtros para mascarar compensações muito acima dos valores estabelecidos no acordo homologado judicialmente.

A denúncia foi recebida pela juíza Cristiana Ferraz, então respondendo pela 8ª Vara Criminal da capital, em novembro do ano passado, no que transformou-se em polêmica após Paulo Ramos antecipar que ela daria decisão sobre o pedido para que os investigados virassem réus. O caso agora está sob análise da juíza Oriana Gomes, titular da Vara.

Promotor acumula derrotas no caso

Antes da iminente derrota na 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, o promotor Paulo Ramos, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Tributária e Econômica de São Luís e autor da denúncia do “Caso Sefaz”, já havia experimentado outra derrota expressiva.

No final de novembro, a juíza Cristiana Ferraz, que então respondia interinamente pela 8ª Vara Criminal, indeferiu pedido de prisão formulado por ele contra seis denunciados.

O representante do MP pretendia, cautelarmente, a prisão dos ex-secretários da Fazenda Cláudio Trinchão e Akio Valente, do ex-secretário de Fazenda de São Luís, Raimundo José Rodrigues, de Edmilson Santos Anid Neto, do advogado Jorge Arturo e de Euda Maria Lacerda.

Para tanto, alegou que, em liberdade, estes acusados poderiam “perturbar o desenvolvimento da instrução criminal, ameaçando testemunhas, destruindo provas, dentre outras ações”. A magistrada, contudo, não acolheu seus argumentos. Segundo ela, Paulo Ramos “não logrou êxito em demonstrar ações concretas dos denunciados, mas limitou-se a tecer conjecturas sobre uma possível atuação dos mesmos”.

Seguiu a magistrada: “Em que pese a gravidade do delito, é indispensável a demonstração objetiva, com base em fatos concretos, da efetiva necessidade de segregação cautelar, evidenciando-se a real ameaça à ordem pública ou econômica, o risco para a regular instrução criminal ou o perigo de se ver frustrada a aplicação da lei penal”.

Cristiana Ferraz acrescentou, ainda, que não conseguiu vislumbrar no pedido do MP qualquer “hipótese concreta” de ação dos acusados com o objetivo de provocar óbices à apuração. Ela também esclareceu que a prisão provisória “não pode servir como aplicação antecipada da pena, havendo de ser empregada apenas em casos excepcionais e extremamente necessários, obedecidos os requisitos e pressupostos”.

Por conta disso, ela decidiu não deferir o pedido de prisão e determinou apenas o recolhimento dos passaportes dos seis acusados, a proibição de que os acusados acessem as dependências da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), a proibição de que eles mantenham contato com servidores da pasta e de órgãos correlatos e que todos se apresentem a cada dois meses na sede da 8ª Vara Criminal para “informar e justificar suas atividades”.

Caso Sefaz: Justiça nega pedido de prisão a denunciados

promotor-paulo-ramosA Justiça Estadual indeferiu pedido de prisão formulado pelo Ministério Público, por meio do promotor de Justiça Paulo Roberto Barbosa Ramos, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Tributária de São Luís, em desfavor dos denunciados no fatídico Caso Sefaz.

O indeferimento do pedido é da juíza Cristiana Ferraz, titular da 8ª Vara Criminal de São Luís.

A magistrada substituiu a prisão dos denunciados ao recolhimento dos passaportes dos ex-secretários de Estado da Fazenda, Cláudio Trinchão e Akio Valente, do advogado Jorge Arturo, do ex-secretário municipal da Fazenda, Raimundo José Rodrigues, de Edmilson Santos Anid Neto e da advogada Euda Maria Lacerda.

Não há decisão pelo recolhimento do passaporte da ex-governadora Roseana Sarney.

A sustentação do promotor de Justiça, que revelou ter investigado os denunciados numa força tarefa que incluiu até magistrados, é de que 10 pessoas cometerem fraudes fiscais. Ele pede a devolução de R$ 1,6 bilhão aos cofres públicos.

 O promotor acusa dez pessoas – dentre elas a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) – de fraudes fiscais e pede, no mérito, a condenação criminal dos denunciados, bem como a devolução, em conjunto, de R$ 1,6 bilhão.

Leia também:

Denúncia do Caso Sefaz partiu do Governo_________________

Deputado sugere suspeição de promotor e juíza_____________________

Lobão Filho promete obras em Marajá do Sena e Paulo Ramos

Maraja do SenaO Senador Lobão Filho (PMDB), candidato da coligação “Pra Frente, Maranhão” ao governo estadual, garantiu que a estrada que interliga os municípios de Marajá do Sena e Paulo Ramos será concluída, além de um elenco de ações, programas e projetos que serão desenvolvidos para elevar a qualidade de vida dos moradores dessas cidades.

“Vamos incentivar a agricultura familiar cooperativada para gerar emprego e renda. Estimular todos os setores e ramos da economia para incrementar a nossa economia, gerar divisas ao Estado e aos municípios, e, em especial gerar renda e riqueza que serão melhor distribuídas aos quase sete milhões de cidadãos que residem em nosso rico e próspero Maranhão”, enfatizou Lobão Filho.

O candidato peemedebista disse que ainda que a sua palavra fale mais do que uma assinatura em papel. “Fizemos um compromisso de alma e vamos mudar a realidade de nosso Estado para muito melhor. A população pode ter certeza que, com amor no coração, vamos conquistar o nosso objetivo de transformar a vida de cada maranhense para muito melhor”, garantiu.

Maraja do Sena2O peemedebista assegurou ainda que vai adotar um modelo revolucionário de gestão com a participação de todos para garantir serviços de qualidade ao cidadão em todas as áreas, principalmente saúde, educação, segurança pública e infraestrutura. “Os novos jovens terão um mundo novo: de ensinamentos, qualificação e preparação para o mercado de trabalho e para a vida. Os idosos terão também atenção. Eles já prestaram relevantes serviços ao nosso Estado e merecem total respeito. Os trabalhadores também terão destaque em nosso governo com um amplo programa para oportunizar a todos, trabalho, renda e felicidade para viver com dignidade”, afirmou.

Segundo, o senador já foram visitados 117 municípios em todas as regiões do Maranhão sempre levando “mensagem de muita paz, fraternidade, amor no coração, humildade e convicção que um novo Maranhão vai renovar a esperança e certeza de dias melhores para todos”.

O prefeito de Marajá do Sena, Edivan Costa (PMN), que o recepcionou ao lado de lideranças políticas, sindicais e comunitárias no município, garantiu que vai com Lobão Filho governador, para continuar o seu trabalho que vem transformando a cidade de Marajá do Sena para muito melhor.

“Hoje, os nossos funcionários recebem os seus salários em dia. A cara da nossa está mudando com as obras de infraestrutura urbana. Os nossos povoados estão sendo interligados com a abertura de estradas vicinais. Com ajuda do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, quase que a totalidade de nossa população tem energia elétrica em suas residências”, enumerou o prefeito.

Ascom