Superficialidade no debate da Mirante

Debate da TV Mirante foi realizado na noite de ontem entre Lobão Filho, Flávio Dino e Pedrosa

Debate da TV Mirante foi realizado na noite de ontem entre Lobão Filho, Flávio Dino e Pedrosa

Foram superficiais os candidatos ao Governo do Estado Lobão Filho (PMDB), Flávio Dino (PCdoB) e Antonio Pedrosa (PSOL), no debate eleitoral realizado na noite de ontem pela TV Mirante, filiada à Rede Globo.

Tão superficiais, e em alguns momentos até perdidos, que pouco foi a repercussão positiva do debate. Nenhum dos três se sobressaiu aos seus adversários.

Flávio Dino entrou com uma estratégia definida – parece até ter estudado o formato o debate -, de não fazer nenhuma pergunta a Lobão Filho. Todos os questionamentos de Dino foram direcionados a Pedrosa.

Com isso, nas poucas vezes em que houve o embate direto entre ele e o peemedebista, foi o comunista quem ficou com a última palavra, uma vez que cabia à ele a tréplica, nas perguntas levantadas pelo peemedebista. A postura de Flávio nesse sentido foi ridícula e evidenciou o seu despreparo para um debate de alto nível.

Lobão perdeu a oportunidade, em alguns momentos, como na discussão da mobilidade urbana, de mostrar os feitos de seu grupo e as as obras realizadas na capital pelo Governo do Estado. Ele poderia ter usado São Luís como exemplo, listar os investimentos da administração Roseana Sarney (PMDB) e fazer o contraponto com a apatia e incompetência administrativa de Edivaldo Holanda Júnior (PTC), mas não o fez.

Pedrosa tentou esquivar-se da disputa particular do peemedebista com o comunista, mas com respostas complexas e extensas, não conseguiu obter um bom desempenho. De tão complexo que ele tentou ser, acabou deixando escapar o tempo e não conseguiu completar a última pergunta feita a Lobão Filho.

Flávio Dino sentiu o golpe quando confrontado por Lobão logo no primeiro bloco. Gaguejou, atacou o adversário e até mentiu a respeito de um processo em tramitação no Tribunal de Contas da União (TCU) por ter aditivado um contrato na Embratur, mas se manteve ali no mesmo nível de seus adversários, sem grandes prejuízos.

No fim das contas, o debate não empolgou, mas pode ter servido para que pelo parte do eleitorado que ainda estava indeciso, tenha optado por um dos três lados. O resultado disso poderá ser analisado domingo, na apuração das urnas.

‘Protótipos’ da mudança mostram falência do modelo de gestão de Flávio Dino, diz Pedrosa

Pedrosa critica modelo da mudança em  São Luís

Pedrosa critica modelo da mudança em São LuísProtórti

De O Estado – O candidato a governador do Maranhão pelo PSol, advogado Antonio Pedrosa, fez duras críticas, ontem, durante entrevista ao programa Ponto Final, da Rádio Mirante AM, ao modelo de gestão implementado no estado pelo grupo comandado pelo candidato Flávio Dino (PCdoB), da coligação “Todos pelo Maranhão”.

Segundo ele, moradores de pelo menos cinco municípios dos Maranhão – São Luís, Caxias, Timon, Balsas e Santa Inês, todos administrados por prefeitos aliados do comunista – têm experimentado o que ele classificou de “protótipos” da “gestão da mudança”, com resultados práticos quase nulos.

Para Pedrosa, o principal modelo, a “vitrine”, é São Luís. A avaliação do candidato é de que não houve qualquer mudança efetiva na capital maranhense desde o início da gestão Edivaldo Holanda Júnior (PTC).

“Nós já tivemos uma prova evidente do modelo de mudança que está sendo apresentado nessa eleição para governador. Nós temos já os protótipos, a partir de São Luís, especialmente. A experiência pioneira de gestão desse grupo político foi principalmente São Luís. É a vitrine. E eu acho que não há nenhum cidadão em São Luís, em sã consciência, que possa dizer que a gestão do prefeito da capital é uma boa gestão. Nós não temos condições de dizer isso”, comentou.

O ultra-esquerdista destacou pontos específicos nos quais não houve qualquer mudança em relação ao modelo de gestão do ex-prefeito João Castelo.

“[O prefeito de São Luís] não apresentou mudanças em nenhuma escala a respeito da gestão. Não há abertura para transparência, para austeridade – ele é o segundo maior salário de prefeito do país, perdendo apenas para o prefeito de Curitiba. Nós temos uma grande quantidade de secretarias para poder fazer o chamado clientelismo político, do mesmo jeito. Não temos gestão na área da saúde. Os professores estão em greve, estão ocupando a prefeitura”, completou.

Pedrosa acrescentou que é a partir das experiências práticas vivenciadas pelos eleitores nesses chamados “protótipos” que ele pretende  propor o debate central da eleição de outubro deste ano.

“Esse paradigma, esse modelo de mudança é o modelo que nós vamos colocar no lugar do grupo Sarney? Essa é que a pergunta que nós temos que fazer. Nós queremos, no mínimo, debater isso, tornar isso mais complexo no debate eleitoral. Nós [do PSol] não temos nenhum compromisso com esse tipo de mudança. Não temos como fazer uma disputa política, a partir de um referencial de esquerda, programática, apoiando esse modelo de administração, porque esse não é o nosso modelo”, ressaltou.

Oportunismo

O candidato do PSol classificou, ainda, de oportunista a política de alianças tanto do candidato Flávio Dino (PCdoB), quanto do candidato Edison Lobão Filho (PMDB). Na opinião do advogado, a exacerbação do pragmatismo político no estado faz com que PT e PMDB estejam com o DEM, assim como o PCdoB e o PSB estejam com o PSDB.

“No Maranhão já estamos descambando para um outro tipo de pragmatismo a que nós podemos dar um nome mais conhecido como oportunismo. O problema é que, aqui no Maranhão, a necessidade de a oposição se firmar contra o grupo Sarney faz com que ela fique diluída programaticamente. Você não sabe qual o perfil dessa dita oposição, porque ela reúne desde os partidos da esquerda tradicional, como PSB, PCdoB, uma banda do PT, o PDT e ela reúne a ultra-direita conservadora no estado do Maranhão”, finalizou.

“Não acreditamos em conversões”, diz Pedrosa

O candidato Antônio Pedrosa condenou durante à entrevista à Rádio Mirante AM as “conversões” de ex-aliados do senador José Sarney (PMDB-AP), em adversários e propagadores do discurso de mudança no Maranhão.

Segundo ele, é mais fácil acreditar nas conversões religiosas do que nas políticas.

“Nós não acreditamos nas conversões. As conversões religiosas são mais fáceis de acreditar do que as conversões políticas. O sujeito que passou a vida inteira dentro do grupo Sarney e repentinamente se converte num adversário figadal do grupo Sarney ele, no mínimo, não é confiável e não pode, de forma nenhuma, sinalizar para a população que incorporou uma mudança de prática política, uma mudança na sua concepção de desenvolvimento e de gestão das políticas públicas”, disse, sem citar nomes dos ex-sarneyzistas que se converteram em “mudancistas”.

Para ultra-esquerdista, o grupo hoje capitaneado pelo comunista Flávio Dino apenas reproduz as mesmas práticas de quem diz combater.

“Não temos nenhum compromisso com o grupo Sarney. Achamos que o grupo Sarney está se esvaindo por si próprio, mas nós temos um grupo que está se opondo a isso – e se coloca como a mudança, como a esperança – que reproduz as mesmas práticas. Para nós, o importante não é só você discutir a necessidade de derrotar o grupo Sarney. Nós queremos debater o que é que nós vamos colocar no lugar”, completou.

Pedrosa e mais 15 minutos de fama

Pedrosa culpa a PM por violação dos direitos humanos dos presos

Pedrosa culpa a PM por violação dos direitos humanos dos presos

Esquecido há muito e com atuação política inexpressiva no Maranhão, o advogado Antonio Pedrosa, o mesmo que desdenhou da comoção no estado por conta da morte de Décio Sá e que agrediu jornalistas os classificando de “gorilas diplomados”, parece ter conseguido novos 15 minutos de fama.

Aproveitou o caso dos ataques de bandidos à ônibus de São Luís, que lamentavelmente resultou na morte da pequena Ana Clara, para tentar ganhar um pouquinho de espaço na mídia – a mesma que tanto criticou em outras ocasiões -.

Mesmo diante de toda a crise no sistema carcerário, Pedrosa agora defende a retirada da Polícia Militar do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Sensato ele, não?

Mas isso não é tudo. De acordo com Pedrosa, no texto: entidades dos direitos humanos são barrados em presídio; a violação dos direitos humanos aumentou com a intervenção militar nos presídios. Duvido muito.

Pedrosa apenas aproveita a oportunidade da crise no sistema carcerário para tentar provocar mais polêmica e desqualificar a Polícia Militar, que junto à Polícia Civil, prendeu em menos de 36 horas todos os envolvidos nos ataques a delegacias e a ônibus na capital.

Defensor dos “direitos humanos”, o advogado, político e pré-candidato ao Governo do Estado pelo nanico PSOL, erra o alvo quando tenta atingir a polícia. Os bandidos, que agiram como bandidos nas ruas e continuam agindo como bandidos nos presídios, é quem são os verdadeiros culpados pelo caos. O Estado tem sim a sua parcela de culpa, o Legislativo, o Judiciário e os defensores dos direitos humanos também, assim como parte da imprensa –, agora, tentar crucificar profissionais que atuam na garantia da segurança e bem-estar da população em detrimento de bandido, é um pouco demais.

Para Pedrosa, deixo apenas as considerações do senador Edison Lobão Filho (PMDB) sobre a atuação da comissão de direitos humanos do Senado Federal: “A prioridade absoluta da comissão tem de ser prioritariamente das vítimas, depois dos policiais que foram alvo dessa violência, e, no final da fila, os presidiários”.

Como diria um amigo. Simples assim.