Sugestões e práticas

Os números do governo do Maranhão deverão ser o contraponto às opiniões do governador Flávio Dino (PCdoB) sobre a gestão do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Após ser confrontado por um jovem do Movimento do Brasil Livre (MBL) sobre o aumento de impostos em sua gestão, Dino ontem voltou a ser confrontado devido a críticas à situação econômica no Brasil.

O governador do Maranhão, em seus perfis nas redes sociais, fez sugestões ao presidente Bolsonaro de ações que devem ser tomadas para contribuir para que a economia do país volte a crescer.

Dino citou redução de juros, políticas voltadas para as famílias endividadas e mais crédito para empresas. Exatamente tudo ao contrário do que o próprio governador fez no Maranhão no seu primeiro mandato e início de segundo agora em 2019, segundo lembrou o deputado estadual Adriano Sarney (PV).

Aumento de impostos, economia fraca com aumento de desemprego e falta de obras públicas estruturantes são críticas que o governador do Maranhão enfrenta dos seus oposicionistas no estado. Parece que o jogo político demonstra que nem tudo que se diz, se coloca em prática. Nem em Brasília e nem no Maranhão.

Mais comparações – Adriano Sarney lembrou ainda que no Maranhão houve uma redução do Produto Interno Bruto (PIB) nos anos de 2015 e 2016 de quase 10%.

Os dados apresentados pelo deputado são contestados pelo governo estadual, que garante que o IBGE mostrou o contrário no fim de 2018.

Na verdade, o governo estadual utilizou dados municipais entre os anos de 2014 a 2016 para tentar mostrar aumento no percentual do PIB.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Fracasso retumbante

O governador Flávio Dino não pode mais dizer que a queda drástica do Produto Interno Bruto do Maranhão foi culpa de qualquer “herança maldita” do governo anterior.

Também não tem mais como dizer que este despencar é fruto da crise econômica brasileira, já que vários outros estados tiveram aumento do PIB em 2016, em relação a 2015, mesmo com a crise.

Diante de todos esses dados, o governo comunista que comanda o Maranhão terá que reconhecer: tem sido um fracasso retumbante a condução da economia maranhense.

Em 2015, o estado apresentou queda no PIB de ­3,3%. Em 2016 despencou para ­6,9%, uma das maiores quedas do país.

Os dados, divulgados no fim de semana pela consultoria Tendência, de São Paulo, mostraram que o Produto Interno Bruto do Maranhão voltou aos níveis do fim da década passada, em 2010.

Flávio Dino poderia ter a complacência da crítica usando os argumentos acima, não fosse por um detalhe: a queda em índices econômicos não se resume ao PIB, mas a todos os setores desta área. O Porto do Itaqui, por exemplo, amargou em 2016 um volume de cargas inferior ao registrado em 2014, quando não haviam sido inaugurados ainda o terminal de grãos e o porto da Suzano, que poderiam capitalizar o estado.

Com pensamento econômico influenciado pelo viés ideológico de esquerda, Flávio Dino tem comandado este setor do governo nos moldes venezuelanos e com gente que não é do ramo em postos estratégicos.

E o resultado é a venezuelização do Maranhão. Literalmente.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Falta gestão, Flávio Dino…

Flávio Dino 2O relatório da revista Valor Econômico, que aponta queda de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) do Maranhão – a primeira queda dos últimos anos -, só atesta a incapacidade administrativa do governador Flávio Dino (PCdoB).

Eleito sob o discurso do “novo e da mudança”, Flávio Dino inchou a administração pública com a contratação de terceirizados, desestruturou a rede estadual de Saúde – e basta ir a uma UPA ou qualquer outra unidade estadual para comprovar -, não valorizou os servidores públicos [conseguiu na Justiça cortar 21,7% do salário de servidores do Judiciário (reveja aqui)] e não deu continuidade a importantes programas de Governo da gestão passada.

Político, e não gestor, Flávio Dino se preocupa em boa parte do tempo em contrapor adversários e em costurar articulação política nos municípios para as eleições 2016.

Dá sustentação política a aliados em alguns municípios, a exemplo do que faz pelo deputado Marco Aurélio (PCdoB) em Imperatriz – algo que disse que jamais faria logo após ter sido eleito -, e ataca aqueles que defendem o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), também por interesse político, uma vez que ele teme o PMDB no poder.

A queda do PIB no Maranhão é emblemática. Ela interrompe uma série histórica de crescimento no estado. Na gestão Roseana Sarney (PMDB), por exemplo, o Maranhão chegou a tornar-se a 16ª economia do país. O último dado oficial foi apresentado pelo IBGE em 2014 e diz respeito ao ano de 2012. Naquela oportunidade o PIB havia saltado de R$ 52,1 bilhões em 2011 para R$ 58,8 bilhões.

Em 2015, contudo, a queda foi abrupta.

Dino paralisou as obras financiadas com recursos do BNDES, aumentou impostos como o ICMS e a taxa de licenciamento de veículos, que recebeu elevação de 88% e assistiu quase que inerte ao fechamento de empresas em todo o estado.

No ano passado, quando este blog e outros veículos apontaram o inchaço da máquina pública na gestão comunista, o Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), órgão do Governo do Maranhão, chegou a defender o impacto na folha de pessoal, sob a justificativa de que essa medida iria aquecer a economia local. E deu no que deu.

Resta saber agora, o que fará Flávio Dino para tirar o Maranhão do quadro amplamente negativo ao qual se apresenta…