Edilázio pede abertura de procedimento contra Clayton Noleto

edilazio-sessao-novembroO primeiro secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Edilázio Júnior (PV), protocolou na manhã de ontem requerimento junto à Mesa Diretora da Casa, com pedido de abertura de procedimento, por crime de responsabilidade, contra o secretário de Estado da Infraestrutura, Clayton Noleto.

O pedido toma por base o artigo 33, § 2° da Constituição do Estado, que autoriza o Poder Legislativo a abrir procedimento contra secretários de estado e os ocupantes de cargos não prestarem informações solicitadas pela Casa quando solicitadas, num prazo máximo de 30 dias.

No mês de outubro o deputado Edilázio Júnior encaminhou o requerimento número 443/2016 a Clayton Noleto, após deferimento da Mesa Diretora, que solicitava ao gestor a relação dos municípios beneficiados com o “Programa Mais Asfalto”, bem como o cronograma de obras.

O secretário, contudo, jamais prestou as informações. “Clayton Noleto pode se tornar no primeiro secretário do governo Flávio Dino inelegível para as próximas eleições”, disse.

Edilázio apontou o uso eleitoreiro do programa durante as eleições 2016 pelo Poder Executivo.

“O Mais Asfalto foi um programa a bel prazer do governador. É um programa sem nenhum critério. Não existe cronograma de obra, muito menos orçamento detalhado e nem houve licitação alguma para as obras realizadas. Foi um programa utilizado tão somente para tentar mudar a intenção de votos nos municípios”, disse.

Edilázio reafirmou o pedido de abertura de procedimento contra o secretário Clayton Noleto e pediu isenção da Mesa Diretora na apreciação do requerimento.

“. E peço aqui aos meus colegas que honrem os seus mandatos em aprovar este requerimento e que possamos respeitar a Constituição, que nós fazemos isso no início dos nossos mandatos e juramos com a mão sobre esta Constituição e que possamos, assim, respeitar e aprovar a convocação deste secretário. E seja aprovado o requerimento para abertura do processo de crime de responsabilidade contra o mesmo”, concluiu.

OUTRO LADO

A Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra) esclarece que o atraso na prestação de informações foi causado porque alguns departamentos desta Secretaria estão funcionando separados em um local provisório, em decorrência de reforma que vem sendo realizada no prédio que abriga a sede do órgão, no Edifício Clodomir Millet.

Assim que tomou conhecimento do ofício, o secretário Clayton Noleto determinou que este fosse respondido o quanto antes. A solicitação deverá ser atendida até esta quinta-feira, dia 1º de dezembro.

Por fim, a Secretaria reitera que está à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos, primando pela transparência na divulgação das informações de interesse público.

Técnica inédita em cirurgias de próstata é realizada no Hospital Geral

Profissionais da saúde acompanham procedimento no Hospital Geral /  Foto: Nestor Bezerra

Profissionais acompanham procedimento no Geral / Foto: Nestor Bezerra

A Vaporização de Plasma Button, ou “eletrovaporização”, técnica que diminui o tempo de internação dos pacientes que passam por cirurgia de redução de próstata, agora faz parte da rotina do Hospital Estadual de Alta Complexidade Tarquínio Lopes Filho (Geral). Com essa inovação, a Secretaria de Estado da Saúde pretende tornar mais rápido o processo de recuperação dos pacientes e, desse modo, agilizar o atendimento dos que estão na fila de espera por esse procedimento.

Os cirurgiões da unidade de saúde utilizaram a técnica pela primeira vez na segunda-feira (16), depois de terem acompanhado três cirurgias de redução de próstata realizadas no sábado (14), como parte do I Simpósio de Vaporização da Próstata com Plasma Botton, ocorrido em São Luís. Trata-se de um grande avanço no tratamento de casos de hiperplasia prostática benigna(HPB), que é o crescimento benigno da próstata.

O diretor do Hospital Geral, Luis Alfredo Guterres, disse que as cirurgias foram realizadas dentro de programa de treinamento que a equipe de médicos da unidade fará para desenvolver a técnica rotineiramente. “Nós estamos implantando esta técnica para que os nossos pacientes que necessitarem deste tipo de cirurgia tenham a seu dispor uma técnica moderna e de grande valor cientifico e clínico, com uma maior probabilidade de sucesso e menor tempo de pós-operatório”, contou.

Apresentada em 2009 na Áustria, a técnica somente em 2011 passou a ser difundida para outros países. Em 2013 foi consolidada em congresso de medicina na cidade de Milão, na Itália, e chegou ao Brasil admitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Sociedades Médicas.

O incentivador do uso da técnica no Brasil é o especialista em urologia Mirandolino Mariano, mestre em clínica médica e doutor em cirurgia. Foi ele quem realizou os três procedimentos no Hospital Geral. Segundo ele, trata-se de uma modificação relevante no modo como se fazia esses tratamentos. “Nos últimos cinco anos, essa técnica se mostrou cada vez mais satisfatória e eficaz, reduzindo inclusive riscos e período de internação e recuperação destes pacientes”, afirmou.

Cirurgia – A aplicação da técnica foi acompanhada de perto por uma equipe de cirurgiões do Hospital Geral, durante as cirurgias demonstrativas realizadas por Mirandolino Mariano. Na cirurgia vídeoendoscópica, minimamente invasiva, com uso de vaporização (transição direta do sólido para gás), o tecido prostático é removido mais suavemente, utilizando energia por plasma sob baixa temperatura.

Através da uretra do paciente uma cânula com um pequeno eletrodo em forma de Button (botão de forma semi-esférico) é introduzida ate a próstata. Ao utilizar energia de baixa voltagem, cria-se um campo plasmático (aquecimento de uma área de tecido por meio de radiofreqüência para transformação do mesmo do estado sólido para vapor). Sem a presença de resíduos de tecido ao mesmo tempo a administração de soro fisiológico a 0,9% conduz este vapor para fora do corpo do paciente, o que facilita e estimula um rápido processo de cicatrização.

“Com esta técnica única de deslizamento, quase não há contato direto entre o equipamento e o tecido. O dispositivo não apenas vaporiza o tecido aumentado, como também coagula o restante do tecido saudável e deixa uma superfície lisa reduzindo a próstata a tamanhos normais e aceitáveis”, explicou Mariano.

Secom